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The Grand Budapest Hotel (2014)
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pirs
on sábado, 9 de agosto de 2014
Direção: Wes Anderson
Roteiro: Wes Anderson e Hugo Guiness baseado em livro de Stefan Zweig
País: EUA, Alemanha e UK
Roteiro: Wes Anderson e Hugo Guiness baseado em livro de Stefan Zweig
País: EUA, Alemanha e UK
Se você é fã do Wes Anderson, você provavelmente está se perguntando: quem são os atores que Anderson vai usar pela primeira vez nesse filme?
Pais & Filhos (2013)
Direção: Hirozaku Koreda
Roteiro: Hirozaki Koreda
País: Japão
Roteiro: Hirozaki Koreda
País: Japão
Duas famílias japonesas, depois de seis anos dos filhos terem nascido, descobrem que "trocaram" os bebês na maternidade.
O Homem Duplicado (2013)
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on quarta-feira, 2 de julho de 2014
Direção: Denis Villeneuve
Roteiro: Javier Gullón baseado em livro de José Saramago
País: Canadá e Espanha
"O caos é a ordem ainda não decifrada."
Roteiro: Javier Gullón baseado em livro de José Saramago
País: Canadá e Espanha
"O caos é a ordem ainda não decifrada."
A Família (2013)
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on terça-feira, 24 de junho de 2014
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baseado em livro,
comedia,
eua,
frança,
luc besson,
nota 5,
thriller
/
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Direcao: Luc Besson
Roteiro: Luc Besson e Michael Caleo baseado em livro de Tonino Benacquista
País: EUA / França
"Desculpa, eu não falo françês."
Roteiro: Luc Besson e Michael Caleo baseado em livro de Tonino Benacquista
País: EUA / França
"Desculpa, eu não falo françês."
300: A Ascenção do Império (2014)
Direção: Noam Murro
Roteiro: Zack Snyder e Kurt Johnstad baseado em HQ de Frank Miller
País: EUA
Roteiro: Zack Snyder e Kurt Johnstad baseado em HQ de Frank Miller
País: EUA
300: A Ascenção do Império tem tudo que o primeiro filme tem (que inclusive ajudou a carreira do Zack Snyder, agora conhecido como o cara que adora cenas de ação em slow motion). Um pouco de ação decente, muitos homens semi-nus e sangue artificial. É provável que você vá gostar ou não gostar desse filme justamente pelos aspectos visuais.
Vidas ao Vento (2013)
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pirs
Direção: Hayao Miyazaki
Roteiro: Hayao Miyazaki
País: Japão
"O Japão vai explodir. E a Alemanha também."
Roteiro: Hayao Miyazaki
País: Japão
"O Japão vai explodir. E a Alemanha também."
A Grande Beleza (2013)
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on sexta-feira, 23 de maio de 2014
Direcao: Paolo Sorrentino
Roteiro: Paolo Sorrentino e Umberto Contarello
Pais: Italia / Franca
"Tudo se resolve entre murmurinhos e barulho."
Roteiro: Paolo Sorrentino e Umberto Contarello
Pais: Italia / Franca
"Tudo se resolve entre murmurinhos e barulho."
Existe algo profundamente intoxicante - num bom sentido - sobre coisas velhas e bonitas. Pode-se dizer que nosso protagonista niilista, hedonista e bon vivant Jep Gambardella é uma dessas coisas preciosas e decadentes que Roma possui. Além de, claro, suas paisagens e lugares hipnotizantes e charmosos, que foram filmados de forma excelente.
Mega Post Janeiro 2014
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pirs
on segunda-feira, 5 de maio de 2014
Ultimamente, cultivei o hábito de escrever no mínimo 200 palavras por crítica. Às vezes parece impossível, às vezes 200 é pouquíssimo - nestes casos, escrevo até cansar. Em Janeiro vi vários filmes e não escrevi nada concreto sobre eles, então resolvo fazer este resumo. Cinco filmes que vi no começo do ano.
Superestimado. É legal e aborda uns temas bem pertinentes mas não é o filme salvador da animação ocidental como todo mundo tá dizendo. Let It Go é muito boa.
Nota 7
The Past (2013)
"Am I not suffering?"
Excelente. Do iraniano Asghar Farhadi, mesmo diretor e roteirista do também fantástico A Separation, de 2011. Esse cara sabe muito bem como fazer dramas familiares.
Nota 9
The Selfish Giant (2013)
Um daqueles dramas britânicos onde, quando o filme acaba e os créditos começam, todo mundo ainda fica sentado por um tempo pra absorver o que aconteceu. Brutal.
Nota 8.5
Inside Llewyn Davis (2013)
"Estou cansado. Achei que uma boa noite de sono ajudaria, mas não é isso." Não tá fácil pra ninguém. O filme fala sobre um cantor de folk durante os anos 60. Engraçado que mesmo numa situação assim, consegui me identificar bastante com o personagem - quando são usados temas universais como deslocamento, existencialismo, entre outros. Um dos filmes mais apaixonados dos irmãos Coen. Nota 9
Dallas Buyers Club (2013)
Bom filme com excelentes atuações de Jared Leto e Matthew McConaughey. Os dois ganharam Oscar, afinal.
Nota 7.5
12 Years a Slave (2013)
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on domingo, 13 de abril de 2014
Labels:
baseado em fatos reais,
baseado em livro,
drama,
eua,
nota 10,
steve mcqueen,
uk
/
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Direção: Steve McQueen
Roteiro: John Ridley baseado em livro de Solomon Northup
País: EUA e UK
O filme mais perturbador e emocionante que eu vi em BASTANTE tempo.
Roteiro: John Ridley baseado em livro de Solomon Northup
País: EUA e UK
O filme mais perturbador e emocionante que eu vi em BASTANTE tempo.
Her (2013)
Direção: Spike Jonze
Roteiro: Spike Jonze
País: EUA
Roteiro: Spike Jonze
País: EUA
Sabe quando você está em um relacionamento mas ela está em outra cidade e vocês estão no telefone mas vocês conseguem sentir a presença um do outro tão forte, como se você estivesse dentro de uma bolha protetora e confortável? Her lida com esse sentimento indiretamente.
The World's End (2013)
Direção: Edgar Wright
Roteiro: Simon Pegg e Edgar Wright
País: UK, EUA e Japão
Eu odeio essa porra de cidade!
Nota 7.5
Roteiro: Simon Pegg e Edgar Wright
País: UK, EUA e Japão
Eu odeio essa porra de cidade!
Sabe quando você é jovem e vai pro bar beber com os amigos e se diverte? Sabe quando você tem amigos que vivem no passado e só falam sobre como antigamente era tudo melhor? The World's End é uma mistura entre isso.
O fim da Trilogia do Cornetto foi um pouco decepcionante. O eternamente imaturo Gary King (Simon Pegg) convence seus agora adultos e responsáveis amigos (Nick Frost e Martin Freeman inclusos) a terminar um pub crawl que eles começaram quando eram adolescentes mas nunca finalizaram. Todos voltam para sua pequena e chata cidade natal, mas durante sua aventure, percebem que a cidade foi dominada por robôs ansiosos pela dominação mundial. Ou algo do gênero.
Edgar Wright e grupo mergulharam de cabeça em Hollywood aqui, então preparem-se para muitos efeitos especiais apocalípticos. Um dos destaques do filme é a trilha sonora. Resumindo, é uma boa comédia pra ver com quem bebe.
The Act of Killing (2012)
País: Dinamarca, Noruega e UK
- Quantas pessoas ele matou?
- Umas mil.
- Como ele consegue dormir? Ele não é perturbado?
- A maioria deles ficou louco.
- Não, eles ficaram ricos.
Um documentário perturbador sobre o massacre de comunistas na Indonésia durante os anos 60. O filme tem um olhar bem peculiar a respeito, deixando com que os assassinos (membros de gangues patrocinados pelo governo) refaçam suas ações como atores.
Numa Indonésia dos anos 60 dominada pelo militares, membros da elite da Juventude Pancasila (grupo paramilitar que ajudou o governo nos massacres) são tratados como a família real. Eles contam com orgulho histórias sobre matar, estuprar, roubar que todos fizeram. E ainda assim vivem normalmente e algumas cenas estão fantasiados como mulher pra atuarem como as mulheres que torturaram e mataram. Em algumas das particularmente doentias atuações, as crianças presentes naturalmente não sabem que os adultos estão atuando e começam a chorar e tentam ajudar os familiares que estão sendo torturados, o que deixa tudo muito mais realista e deprimente.
The Act of Killing segue na maioria do tempo um homem só chamado Anwar Congo, ele mesmo tendo matado centenas de Chineses, usando diversos métodos. Todos envolvidos no filme se exibem falando sobre as várias formas que usaram pra matar e como eles foram, por exemplo, muito mais cruéis do que os filmes de Hollywood sobre mafiosos. Mas é claro que é impossível esquecer ter cometido esses atos. Em uma cena, Anwar interpreta alguém sendo interrogado e torturado (pra em seguida ser morto) pelo método que eles mais usaram; arame envolto ao pescoço. Depois que o assassinato falso ocorre, ele demora pra voltar ao normal. Um amigo dele lhe oferece água, mas nenhuma resposta. Anwar fica simplesmente parado, olhando pro chão com olhos completamente mortos, sem dúvida relembrando as incontáveis vezes que ele fez isso com Chineses aleatórios.
Todos tentam justificar suas ações. A maioria deles, já que décadas se passaram, não pensa mais muito sobre isso. "Um crime de guerra é definido pelos vencedores. Nos meus olhos, eu sou um vencedor e o que eu fiz não foi crime de guerra." "Eu mataria qualquer um se o preço fosse justo."
Esse documentário vai sem dúvida deixar você pensando.
Nota 9
Nota 9
Pain & Gain (2013)
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pirs
on sábado, 18 de janeiro de 2014
Direção: Michael Bay
Roteiro: Christopher Markus e Stephen McFeely baseado em artigo de Pete Collins
País: EUA
"My name is Daniel Luogo and I believe in fitness."
Roteiro: Christopher Markus e Stephen McFeely baseado em artigo de Pete Collins
País: EUA
"My name is Daniel Luogo and I believe in fitness."
Quem diria que Michael Bay sabia fazer sátira tão bem?
Todos pensávamos o mesmo sobre Pain & Gain. Um filme (comédia) de Michael Bay sobre levantadores de peso criminosos, baseados em fatos reais. É, talvez seja bom. Eu só não esperava que fosse realmente... engraçado.
É claro que tudo aconteceu em Miami; cidade das praias, riqueza e "pessoas bonitas." Bay capturou muito bem aqui a atmosfera superficial da Flórida dos anos 90. Nosso trio principal é The Rock, Mark Whalberg e Anthony Mackie. Wahlberg sendo o protagonista, Mackie seu braço direito e The Rock o "reforço." Outros atores famosos com destaque no filme: Ed Harris (papel perfeito pra ele), Rob Corddry e Ken Jeong.
Pain & Gain compartilha o mesmo tema principal (o sonho americano) de vários outros filmes de 2013, mas principalmente com um dos meus favoritos: Spring Breakers. LEVES SPOILERS DOS DOIS FILMES A SEGUIR: Aqui lidamos com personagens estúpidos e narcisistas, mas no filme de Korine eles faziam besteiras porque eram jovens e inocentes. Temos também a "glamourização" do ilegal; atalhos para "O Sonho Americano." Nos dois filmes, ele representa a mesma coisa: ser rico. Porém, é curioso como, depois de "ficar rico", o personagem de Wahlberg por exemplo, decide levar uma vida calma, aparentemente satisfeito com sua riqueza recém adquirida (vivendo na casa nova, sendo um bom vizinho, etc.). Eles acabam precisando de mais dinheiro devido ao vício em drogas do The Rock e o descuido de Mackie com o dinheiro. Por outro lado, as meninas de Spring Breakers procuravam algo mais abstrato: viver a "gangster life."
Tirando a sátira e as críticas a sociedade ocidental moderna de lado, esse filme é hilário e uma das melhores comédias do ano.
Nota 8
Before Midnight (2013)
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pirs
on sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Labels:
drama,
nota 9,
romance,
top 10 2013
/
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Direção: Richard Linklater
Roteiro: Richard Linklater, Julie Delpy e Ethan Hawke
País: EUA
Notat 9
Roteiro: Richard Linklater, Julie Delpy e Ethan Hawke
País: EUA
"É tipo... Essa é realmente a minha vida? Isso está acontecendo agora? (...) A cada ano, eu pareço me sentir cada vez menor e mais enterrado pelas coisas que nunca vou saber ou entender."
Acredito que todos nós compartilhamos sentimentos confrontantes quando Before Midnight foi anunciado. Claro que uma terceira parte para essa série de filmes do Linklater parece uma boa aposta, mas ainda não acabaram as ideias deles, não? Não estão fazendo mais um filme só pelo dinheiro? Digo o seguinte: se quiserem lançar um quarto, não importa o quão velhos estejam Ethan Hawke e Julie Delpy, eu topo.
Agora em Before Midnight, de novo, nove anos depois do filme anterior, temos um vislumbre da vida romântica e adulta do nosso casal favorito, Jesse e Celine. O filme é mais maduro. O casal tem filhos e mora em Paris. Não são só conversas sobre amor e romance (apesar delas ainda serem a essência do filme); agora conversam sobre paternidade e, claro, é o que se espera de um casal junto há bastante tempo, bastante brigas. Bem, não bastante. 40% do filme eu diria que são brigas do casal. Não estou reclamando. É curioso e "engraçado" como os personagens mostram quem "realmente são" na raiva e calor de uma discussão.
O impressionante é como essas três mentes criativas (Linklater, Hawke e Delpy) ainda conseguem criar diálogos maravilhosos que discutem aspectos tão importantes e emocionantes da existência humana em geral, em que a maioria de nós se identifica num nível extremamente profundo. Outro ponto fundamental desse filme (e da trilogia) é como Jesse e Celine sempre tem opiniões diferentes sobre certos assuntos, mas isso nunca gera discussão; é apenas a interpretação de cada personagem. Aqui vai um exemplo nesse filme que mostra isso perfeitamente:
"Um dia eu lembro de ver as gêmeas num trampolim e elas estavam tão bonitas e eu estava tão feliz porque elas estavam felizes. Uma delas estava com um bambolê mas aí a outra queria também e começaram a brigar. Então de repente eu simplesmente consegui ver tudo; todo esse ciúmes mesquinho e egoísmo. E lembro de pensar 'OK, esse é o estado natural humano.' Nunca satisfeito, sempre discontente."
"Se é isso que você pensa enquanto vê as gêmeas brincar, isso significa que você está deprimido. Quando eu as vejo brigar, eu vejo essa energia linda e elas indo pra frente na vida, nunca deixando ninguém humilhá-las ou tirar delas aquilo que querem. Eu gosto de vê-las brigarem, me dá esperança."
E é isso. As coisas não passam disso. Diferença de opiniões. Interpretações múltiplas. Tudo é tão relativo. O que mais falar sobre Before Midnight? Vá ver, se você não se importa com um romance que vai fazer você pensar um pouco.
Notat 9
Frances Ha (2013)
Direção: Noah Baumbach
Roteiro: Noah Baumbach e Greta Gerwig
País: EUA
Nota 7.5
Roteiro: Noah Baumbach e Greta Gerwig
País: EUA
"Quero este momento especial. É o que quero em um relacionamento... E é o que pode explicar o porquê de eu estar solteira agora. (...) É aquela coisa de quando você está com alguém e você o ama e ele sabe disso e ele te ama e você sabe disso, mas vocês estão em uma festa e os dois falando com outras pessoas e você está rindo e feliz e você olha para outro lado da sala e cruza com o olhar do outro, mas não porque você é possessivo ou por ser sexual mas porque aquela é a sua pessoa nesta vida. E é engraçado e triste, mas só porque esta vida vai acabar, e é este mundo secreto que existe ali em público, sem ser notado, e que ninguém mais sabe. (...) Isso é o que quero em um relacionamento."
O filme que define a geração Girls. Mais ou menos.
Por que esse pessoal branco, artístico, liberal e de classe média sempre mentem pra quem amam falando que estão bem quando não estão? Meio que fazendo parte desse demográfico, eu me identifico com Frances Ha. Todo esse espectro de problemas: relacionamentos, roommates, amigos distantes, aluguel, falta de dinheiro, satisfação pessoal, conquistas profissionais e todo o resto.
Essencialmente, Frances Ha é uma comédia. Uma comédia completamente cheia de esperança, graças à Greta Gerwig, que faz Frances e também co-escreveu o filme junto com o famoso diretor hipster Noah Baumbach. Funciona tudo bem, pelo menos na primeira metade do filme. Durante um tempo, Frances discute com sua melhor amiga porque, é claro, elas estão virando aquilo que justamente fazem piadas sobre e desprezam (a amiga arranja um namorado rico e ignora Frances). A nossa então esperançosa e feliz protagonista fica subitamente sozinha e começa a tentar socializar e ser aceita por diferentes tipos de pessoas. Humor de vergonha alheia, sim, mas doloroso de ver. Felizmente o filme não foca muito no quanto "não sucedida" a Frances é comparado com, sabe, as pessoas normais que ela tenta conversar com.
Uma cena em particular me chamou a atenção. Frances (e Greta) são de Sacramento mas moram em NYC (óbvio). Enquanto Frances está sem Sophie (a melhor amiga), a protagonista visista a sua cidade natal. Ela então tem alguns dias "normais" com a sua família "feliz." Então os dias acabam e ela está indo embora no aeroporto enquanto sua família a acompanha. O filme passa uma sensação de casa vazia, pois vemos Frances crescendo como pessoa e viajando, o que naturalmente acontecendo quando ela se formou e resolveu sair de Sacramento, mas não por instinto ou sobrevivência e sim por escolha. Ela escolheu se mudar para o Brooklyn e é claro que isso fez com que ela amaduresse e se tornasse mais independente e responsável, mas nessa cena quando ela está voltando pra NYC, ela não está particularmente feliz nem triste. Ela sabe que ela não mora mais com a melhor amiga, as coisas não são mais como antes, ela está sozinha agora, bem, não sozinha, ela mora com uns caras legais, mas esse sentimento de não pertencer existe, o mesmo sentimento que provavelmente fez com que ela saísse de Sacramento da primeira vez. Qual é o propósito disso tudo, afinal?
Frances Ha passa sentimentos muito bons (e ele também aparece muito atraente) mas no final você se sente vazio porque foi tudo tão superficial. Eu esperava, num filme que relata a sociedade atual de uma forma tão boa, um pouco mais de existencialismo. Ou talvez seja exatamente por isso que não teve nenhuma menção a respeito.
Nota 7.5
Azul é a Cor Mais Quente (2013)
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espanha,
frança,
nota 9,
romance,
top 10 2013
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Título Original: La Vie d'Adèle
Direção: Abdellatif Kechiche
Roteiro: Abdellatif Kechiche e Ghalia Lacroix baseado em HQ de Julie Maroh
País: França / Espanha / Bélgica
Direção: Abdellatif Kechiche
Roteiro: Abdellatif Kechiche e Ghalia Lacroix baseado em HQ de Julie Maroh
País: França / Espanha / Bélgica
Em uma cena perto do final, Adele e Emma estão em um bar. Adele com vinho branco e Emma, agora, com café. Entre as duas, a saudade. Adele começa a beijar a mão da, agora, loira Emma. "Sinto falta de tocar em você." Adele pega a outra mão de Emma e a força à sua virilha e o que parecia um ato doce e afetuoso agora vira carnal e sexual. É uma atração animal. "É mais forte do que eu." É como se Emma tivesse um gosto essencial, totalmente único, que incompleta Adele. E é nessa cena que fica mais claro do que nunca que A Vida de Adele é uma vida de, acima de tudo, desejo.
A Vida de Adele, apesar de Azul é a Cor Mais Quente ser um titulo apropriado (mas nem tanto) e curioso, é em suma a definição do filme. Emma, o azul, o tempero de Adele, é apenas algo que aconteceu enquanto ela transcendia de adolescente para jovem adulta, mas que deixou uma marca profunda e definitiva na sexualidade da nossa linda protagonista.
Na maioria das vezes, o filme lida com a realidade gay de forma remota, mas concisa. Quando confrontada pelas colegas ("quem era aquela mulher de cabelo azul?"), Adele sofre uma exclusão social e, junto com outras pequenas cena onde Emma é convidada num jantar na casa de Adele, são as únicas cenas onde lidamos com aspectos normalmente marcantes ou dramático da vida de um adolescente gay. Foi estranho o filme ter tocado tão pouco nesses tópicos (ser visto socialmente pela primeira vez como gay e "sair do armário" para os pais).
No filme Frances Ha, a protagonista sonha com um momento onde "vocês estão numa festa falando com outras pessoas, mas vocês trocam olhares e naquele momento você percebe que aquela é a tua pessoa nessa vida." Em uma festa com os amigos de Emma, onde Adele preparou tudo, é este o clima que temos. A felicidade no relacionamento e a aceitação social vem com tudo à Adele quando todos a aplaudem pela comida e ela agradece, tão cansada e quase chorando, em uma das sem dúvidas, cenas mais emocionantes do filme.
Mas é afinal sobre Emma, o azul, que gira a vida de Adele. As várias (e longas) cenas de sexo mostram perfeitamente a atração entre as duas. E o relacionemento que nasce vira romântico e ideal.
Kechiche usa constantemente primeiros planos onde, mesmo em cenas de conversas ou onde Adele gesticula bastante com os braços, o rosto de Adele é o principal e único foco. Adele faz um ótimo trabalho em... simplesmente ser Adele no dia-a-dia. Entediada ou vazia; esperando ou com saudade.
Enfim, o filme prova ser um drama romântico realista e não um conto de fadas. Um dos melhores do ano.
Nota 9
Nota 9
Stoker (2013)
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on quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Direção: Park Chan-Wook
Roteiro: Wentworth Miller
País: UK / EUA
Roteiro: Wentworth Miller
País: UK / EUA
"Sabe quando vê uma foto sua que foi tirada quando não sabia que estavam tirando uma foto sua? De um ângulo que tu não consegue ver quando se olha no espelho? E você pensa 'Isso sou eu. Isso... também sou eu.' Sabe do que estou falando? É assim que me sinto agora."
Filme muito interessante sobre família, assassinato e sexualidade. Sempre fui um grande fã do Park Chan-Wook então estava muito empolgado com Stoker. Seu primeiro filme em Hollywood com atores famosos tipo Mia Wasikowska, Nicole Kidman e, um dos meus favoritos, Matthew Goode. Um elenco essencialmente bem escolhido, principalmente quando se fala do Goode; vejo poucos atores atuais com um olhar tão profundo e intimidador.
O filme é sobre uma família relativamente distante que, por descuidos do destino, costuma sofrer traumas e acidentes demais. Quando o marido da Kidman morre, o misterioso Goode (irmão ausente do marido) aparece para ajudar a esposa e sua sobrinha, Mia.
Stoker, com consistência, um filme perturbador. Crédito a Wentworth Miller (sim, o cara de Prison Break) e seu roteiro surpreendentemente bom. Chan-Wook, como sempre fez um excelente trabalho como diretor.
Mal posso esperar por seu próximo filme, seja o que for.
The Bling Ring (2013)
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on terça-feira, 17 de setembro de 2013
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nota 6,
sofia coppola
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Direção: Sofia Coppola
Roteiro: Sofia Coppola baseada em artigo da Vanity Fair (fatos reais)
País: EUA
Em geral, um bom filme, apesar de decepcionante.
Nota 6.5
Roteiro: Sofia Coppola baseada em artigo da Vanity Fair (fatos reais)
País: EUA
O hype do novo filme da Sofia Coppola surgiu por dois motivos: baseado em fatos reais e Emma Watson. Infelizmente, The Bling Ring é exatamente o que você espera que seja.
O filme segue um grupo de adolescentes mimados e entediados, da geração MTV, viciados em rede sociais e sua série de roubos às diversas casas de celebridades hollywoodianas. É claro que, eventualmente, eles ficam gananciosos e estúpidos demais (abuso de drogas) até serem pegos.
O trabalho da Coppola como diretora foi, como sempre, bem feito e único; o que pode-se perceber por certos takes particularmente selecionados em slow motion e na trilha sonora obrigatoriamente "descolada e hipster" (mas muito boa, que inclui músicos como Kanye West, deadmau5 e, os favoritos da diretora, Phoenix). Os takes e a trilha em favor de mostrar o "elitismo" de pecados capitais como ganancia mas principalmente luxúria.
Em geral, um bom filme, apesar de decepcionante.
Nota 6.5
Drinking Buddies (2013)
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on sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Direção: Joe Swanberg
Roteiro: Joe Swanberg
País: EUA
Roteiro: Joe Swanberg
País: EUA
Literalmente um filme só sobre dois casais que bebem bastante. Obviamente, o cara do casal A começa a gostar da guria do casal B, etc.
É estranho que não tem tantas discussões e DR nesse filme. O que às vezes é algo bom, mas nesse caso é ruim, porque não é realista. Outra coisa é que, e não estou falando isso apenas porque Olivia Wilde e Anna Kendrick são bonitas, não tem sexo o suficiente. Fala sério, casais jovens e bonitos que não transam (tanto)? Drinking Buddies é mais sobre tensão sexual e expectativas decepcionantes do que sobre romance e drama.
E eu gosto do Ron Livingston, mas ele não combia nem um pouco com o resto do elenco.
Nota 5






















