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A Grande Beleza (2013)

Direcao: Paolo Sorrentino 
Roteiro: Paolo Sorrentino e Umberto Contarello
Pais: Italia / Franca

"Tudo se resolve entre murmurinhos e barulho."

Existe algo profundamente intoxicante - num bom sentido - sobre coisas velhas e bonitas. Pode-se dizer que nosso protagonista niilista, hedonista e bon vivant Jep Gambardella é uma dessas coisas preciosas e decadentes que Roma possui. Além de, claro, suas paisagens e lugares hipnotizantes e charmosos, que foram filmados de forma excelente.

To Rome With Love (2012)

Diretor: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
País: EUA / Espanha / Itália

Acho que estou ficando sem saco para filmes novos do Woody Allen.

Quatro histórias separadas em Roma. Duas envolvem italianos, as outras são com turistas. Elas não se conectam mas isso não é bom nem ruim. O problema é que nenhuma delas é engraçada ou é relevante. A história de Roberto Benigni fala sobre como a fama é efêmera e sem sentido. A do próprio Woody (e Allison Pill, aquela linda) é terrível, fala sobre como as pessoas cantam bem enquanto tomam banho (ou morte, mas né). A da Penélope Cruz fala sobre um casal do interior italiano que se perde em Roma e acaba lidando com adultério e inocência. E a história mais interessante é a de Alec Baldwin, Jesse Eisenberg e Ellen Page que fala sobre a paixão entre jovens e carreira profissional.

O papel da Ellen Page e do Baldwin são as únicas vantagens de To Rome With Love. Ela faz uma pseudo-intelectual tentando seduzir Eisenberg mas Baldwin está lá sempre para "não deixá-lo cair em tentação" afinal Jesse tem uma namorada.


Filme longo demais e raros foram os momentos em que eu ri.

Nota 4.5

Tetro (2009)

Título Original: Tetro
Direção: Francis Ford Coppola
Roteiro: Francis Ford Coppola e Mauricio Kartun
País: EUA / Argentina / Espanha / Itália

Esse sim!

Pra quem não conhece, Vincent Gallo é um músico, ator, diretor, blá blá, descolado e controverso. Eu não tinha opinião formada sobre ele até ver esse filme.

Tetro (apelido de Angelo Tetrocini) é filho de Tetrocini pai, um artista muito famoso. Revoltado com a forma que sua família (seu pai, pra ser mais exato) lida com certas situações, o filho resolve fugir de casa pra sempre e ir morar na Argentina. Muitos anos depois, Bonnie, caçula de Tetro, resolve seguir os mesmos passos e vem aqui pra América do Sul encher o saco do irmão. A moral é que Tetro era um aspirante a escritor que poderia dar muito sucesso, mas ele desistiu. Então Bonnie acha rastros de sua obra e começa a entender melhor seu irmão, pai and all that jazz.

Engraçado que eu me mantive do lado de Tetro durante o filme inteiro, quase sempre concordei com ele. O filme tem um mindfuck no final, que poderia tê-lo estragado, mas ficou bom. Also, preto e branco, a trilha sonora é ótima, Argentina, Coppola... Não precisa de mais muita coisa.

Nota 9.3

O Concerto (2009)

Título Original: Le Concert
Direção: Radu Mihaileanu
Roteiro: Radu Mihaileanu baseado em estória de Héctor Cabello Reyes e Thierry Degrandi
País: França / Itália / Rússia / Bélgica / Romênia

Bonito e divertido.

A primeira cena do filme fala bastante sobre o mesmo. Ensaio de uma orquestra. O maestro lida tudo perfeitamente. Até que um celular começa a tocar e percebemos que o maestro na verdade é um faxineiro que atrapalha o ensaio. Alexei era um regente de orquestra e tinha a música clássica como sua maior paixão. Infelizmente, a cultura do seu país teve problemas com o Comunismo e ele foi expulso do seu trabalho. Ele, assim como todos os seus amigos da orquestra, ficaram desempregados e tiveram que se virar pela vida. 30 anos depois, surge uma oportunidade deles tocarem novamente. Em Paris.

O engraçado é que a orquestra toda é composta por um bando de velho que só pensa em beber e ganhar uns dinheiros por aí, lol. Mas, né, todos apaixonado pela boa música de Tchaikovsky. O Concerto tem umas piadas hilárias e a devoção dos personagens é realmente tocante. "Palavras traem. Somente a música é pura e verdadeira." Reflita. Also, o filme tem aquela linda da Mélanie Laurent, de Bastardos Inglórios.

Vale a pena.

Nota 8.4

Nine (2009)

Título Original: Nine
Direção: Rob Marshall
Roteiro: Michael Tolkin e Anthony Minghella baseado em musical da Broadway por Arthur Kopit e Maury Yeston
País: EUA / Itália

Ótimo musical.

Daniel Day-Lewis, um dos melhores atores dos últimos tempos, FATO, faz um diretor em crise. Após oito filmes de sucesso (sendo os mais recentes destruídos pela crítica), ele está mais confuso e sem foco do que nunca. Parte disso é por causa da grande influência que as mulheres de sua vida tem. A esposa (Marion Cotillard), amante (Penelope Cruz), atriz favorita de seus filmes (Nicole Kidman), mentora (Judi Dench) e mãe (Sophia Loren). Pois é, só nome de peso. Todas as atuações (e danças e músicas) são excelentes.

Recomendo!

Nota 8.5

Bem-Vindos (2000)

Título Original: Tillsammans
Direção: Lukas Moodysson
Roteiro: Lukas Moodysson
País: Suécia / Dinamarca / Itália

Tenho visto muitos filmes nota 9 recentemente e isso não é coincidência.

Não consigo pensar nesse filme ser lembrar do comentário que um amigo meu fez a respeito. Se Lilja 4-ever (filme do mesmo diretor, drama tenso que fala sobre prostituição infantil e suicídio) é uma obra que mostra o pior da humanidade, em Tillsammans Lukas consegue mostrar que ainda podemos ter fé nela.

Bem-Vindos fala sobre um pensionato onde moram: um revolucionário, três gays, dois casais hétero mas liberais e três crianças. Em sua maioria, o pessoal é de bem com a vida, não leva as coisas muito a sério, mas, bem, é difícil fazer com que todo mundo concorde com tudo o tempo inteiro. Inclusive, o filme começa quando a irmã do dono do lugar resolve ir morar com eles também. Com dois filhos. Bom, e a partir daí, começamos a lidar com os relacionamentos entre eles, de todos moradores, assim também como seus problemas fora da casa. As crianças aparecem bastante, mas na maioria das cenas, são negligenciadas pelos adultos.


Talvez não tenha dado para perceber pelos parágrafos acima, mas em geral, o clima da casa é de amizade e companheirismo. Nesse filme eu não posso comentar qual é a melhor cena, pois é a última. Mas fala sobre aquilo que todos queremos: ser aceitos por um lugar e por pessoas que não se preocupem com o nosso passado ou com que roupas estamos vestindo.

Esse filme é para todos aqueles que um dia já se sentiram como se não fizessem parte.

Nota 9.6

Preso na Escuridão (1997)

Título Original: Abre los Ojos
Direção: Alejandro Amenábar

Roteiro: Alejandro Amenábar e Mateo Gil

País: Espanha / França / Itália


Antes de mais nada, se você não sabe, Abre los Ojos é o filme que inspirou Vanilla Sky (um dos meus favoritos). Então, se você gostou do segundo, veja este.

O filme conta a história de César, um rico de 30 e poucos que herdou tudo o que tem dos pais. Ele é dono de uma compania famosa, é bonito, enfim, tem a suposta vida perfeita. Um dia, no seu aniversário, o seu melhor amigo leva uma convidada, chamada Sofia (Penelope Cruz). O cara diz que talvez ela seja a the one. A senhora perfeita. Porém, César de imediato é atraído por ela. Ele acaba indo pra casa dela e ele sai mais apaixonado do que nunca. Ele dá de cara com uma atual amante, que sempre lhe surpreende em momentos inusitados. Ele entra no carro dela e ela joga o carro por uma ponte. Ela morre e ele fica com o rosto totalmente desfigurado. E AÍ O FILME COMEÇA (to começando a gostar dessa frase, hah).


Bom.. Foi impossível não comparar os dois filmes. Também é muito estranho ver um filme pela primeira vez já sabendo tudo que vai acontecer, as in cena por cena mesmo. Não sei quantas vezes já vi Vanilla Sky, mas juro que não passam de 10. A estética de Vanilla Sky é muito mais atraente e interessante. A trilha sonora é maravilhosa (I mean, tem Radiohead e Sigur Rós) e a direção é fantástica. Preso na Escuridão (vai se foder com essas traduções!) é mais tenso e tem Massive Attack, heh. São poucas as diferenças entre os dois, mas enfim..


Genial.


Nota 9.4

Amarcord (1973)

Título Original: Amarcord
Direção: Federico Fellini
Roteiro: Federico Fellini e Tonino Guerra
País: Itália/França


Comédia na época de fascismo.

O filme conta a "história" de uma pequena cidade italiana na época da WWII. Engraçado como certas cenas de comédia funcionam até hoje.


A cena do pavão voando na neve é lindíssima.


Nota 8.2

A Duquesa (2008)

Título Original: The Duchess
Direção: Saul Dibb
Roteiro por: Jeffrey Hatcher, Anders Thomas Jensen e Saul Dibb, baseado em livro de Amanda Foreman
País: UK/Itália/França


Meh.

Keira é uma pobretona que acaba se casando com Ralph Fiennes por ser bonita e tudo mais. Mas aí, quando sua função principal seria fazer um filho com ele, ela falha e lhe dá 3 filhas. E só aí os problemas começam a aparecer.

A Duquesa é totalmente comum e sem nada marcante. Ele será lembrado nos anos futuros como o "filme de época que a Keira Knightley fez".


Nota 5

Três Homens em Conflito (1966)

Título Original: Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo
Direção: Sergio Leone
Roteiro por: Agenore Incrocci, Sergio Leone, Furio Scarpelli e Luciano Vincenzoni, baseado em estória de Sergio Leone e Luciano Vincenzoni
País: Itália


Ótimo! Muito bom mesmo.

A Noite (1961)

Título Original: La Notte
Direção: Michelangelo Antonioni
Roteiro por: Michelangelo Antonioni e Enio Flaiano
País: Itália


Ótimo!