Observe and Report (2009)

Título Original: Observe and Report
Direção: Jody Hill
Roteiro: Jody Hill
País: EUA


Jody Hill escreveu e dirigiu The Foot Fist Way sozinho, ou seja, ele tem o meu eterno respeito. E agora ele trabalhou com o Seth Rogen.

Seth faz Ronnie, o chefe de segurança de um shopping center. Um dia um cara começa a fazer atos ilícitos no estacionamento e isso traumatiza pessoas. E o filme conta a história dele e seu esforço para capturar o cara. Sendo sempre "atrapalhado" pelo policial de verdade Harrison (Ray Liotta).


Observe and Report segue a mesma fórmula das comédias que eu venho postando: personagens sem noção falando merda e vergonha alheia. Hilário.

Nota 8.4

What Doesn't Kill You (2008)

Título Original: What Doesn't Kill You
Direção: Brian Goodman
Roteiro: Brian Goodman & Paul T. Murray
País: EUA


De acordo com um comentário no IMDB: "Normalmente, quando se lê 'baseado em fatos reais' em um filme, pensa-se que no filme acontecerão coisas praticamente inacreditáveis. Esse filme é uma exceção." Eu concordo. What Doesn't Kill You é daqueles que não precisava ter anunciado isso, pois todo mundo já sabe que isso acontece com frequência.

O filme fala da amizade entre Ethan Hawke e Mark Ruffalo, dois homens que entraram no mundo do crime quando ainda garotos. 15 anos depois e nada mudou. Mark tem agora uma mulher e dois filhos jovens mas o resto continua o mesmo; sua amizade com Ethan, seus pequenos trabalhos ajudando os "chefes", tudo pra ganhar dinheiro e assim se sustentarem.

Foi impossível não pensar em Tempos de Violência, pois a história é muito parecida. What Doesn't Kill You, apesar de ainda bom e realista, é pior. Ah, e apesar de parecer idiota botar parte de uma citação famosa no nome do filme, ficou bem pois o filme fala bem sobre isso.


Nota 7.3

O Solista (2009)


Título Original: The Soloist
Direção: Joe Wright
Roteiro: Susannah Grant baseado em livro de Steve Lopez
País: EUA/UK/França


O Solista é baseado em fatos reais e conta a história da amizade de RDJ com Jamie Foxx.

Steve (RDJ) é um jornalista e tem uma vida mediana sozinho. Então um dia, em busca de uma matéria, ele resolve conhecer melhor aquele mendigo meio estranho que costuma tocar um violino com duas cordas, chamado Nathaniel (Foxx). Após vários dias, Steve descobre que Nathaniel é esquizofrênico e que seu amor pela música é algo maior do que normal. E a partir daí, mostra a relação dos dois, como um lida com o outro e tudo mais.


É um bom filme. Recomendo pra quem quiser ver um drama realista sobre música. Eu estava esperando bem mais, na verdade, mas é definitivamente um filme que eu veria no cinema.

Nota 7.2

Ligeiramente Grávidos (2007)

Título Original: Knocked Up
Direção: Judd Apatow
Roteiro: Judd Apatow
País: EUA


O filme anterior foi uma das melhores comédias românticas que vi recentemente? More like esse filme aqui!

Knocked Up é da mesma trupe dos últimos filmes de comédia que tenho visto. Tanto que nos primeiros minutos, já dava pra identificar todos os bros do protagonista (Seth Rogen). Marshall (Eu Te Amo, Cara), o gordo de Superbad, o nerd mais legal de Fanboys e um outro cara chato que é motivo de risada do pessoal. Ah, e Paul Rudd também.

Certa noite, Seth Rogen e seus bros resolvem sair pra alguma boate e encontram duas loiras legais e atraentes. Depois de muita bebida, Seth se dá bem com uma e, na manhã seguinte, o que era pra ser um "OK, agora vá embora e faz de conta que isso nunca aconteceu" vira muito mais do que isso. Eles viram pais. E, é, resolvem ser pessoas responsáveis e arcar com as consequências.

Eu adoro o tipo de humor desse filme. É constrangedor mas não chega a ser vergonha alheia, como em Hot Rod ou The Foot Fist Way. Eu não sei muito bem explicar, na verdade, mas enfim, Ligeiramente Grávidos é muito engraçado e bem melhor do que eu esperava.


Ah, vou comentar algo curioso e legal: semana passada, Judd Apatow, o roteirista e diretor desse filme (também a mente por trás de Superbad, Pineapple Express e O Virgem de 40 Anos) foi no The Tonight Show do Conan O'Brien ser entrevistado sobre o seu novo filme, Funny People (que obviamente estou louco pra ver). Bom, o engraçado foi que até esse momento, Judd Apatow era apenas um nome nos créditos pra mim, já que, não importa quem inventa, quem interpreta são os atores e eles que vivem os filmes todos. Vendo o programa, notei que Judd é como se fosse o bro deles que não aparece nos filmes. Ele disse que várias cenas de Ligeiramente Grávidos por exemplo aconteceram com ele de verdade. E o senso de humor dele também, naturalmente, é muito bom.

Funny People
fala sobre comediantes (profissionais e amadores) e, bom, como o Conan O'Brien meio que trabalha com essa área, ele falava bem entusiasmado de Funny People. Em certo momento, no final da entrevista já, Conan disse que a platéia deveria ver esse filme pois é muito realista e divertido, nesse quesito de como começar como comediante e tal. Aí Judd disse: "Obrigado, Conan, obrigado por achar Funny People o seu filme favorito de todos os tempos."

Eu ri.


Nota 8.4

Eu Te Amo, Cara (2009)

Título Original: I Love You, Man
Direção: John Hamburg
Roteiro: John Hamburg e Larry Levin
País: EUA


Sabe como às vezes o universo conspira pra te fazer detestar um filme e você acaba sendo injusto? Pois aconteceu exatamente o oposto.

Caso você não tenha nunca ouvido falar desse filme, eis a palavra que resume a sua trama: bromance. Pra quem não sabe, é a mistura de bro com romance, ou seja, é basicamente uma grande amizade entre homens. Todos conhecemos esse tipo de relação. House & Wilson, Ted & Marshall, Ross & Chandler e por aí vai. Eu Te Amo, Cara trata desse tema de forma muito engraçada.

Paul Rudd é noivo de Rashida Jones (a Karen do The Office) há pouco tempo e, bom, pra resumir, ele não tem amigos homens. Sabe quando antigamente, o marido trazia uns amigos pra casa ver o jogo ou whatever e aí chegava a mulher com comida, sendo assim uma boa esposa e tudo mais? Pois é, no filme, a esposa é o Paul. Assim sendo, pela necessidade da escolha de um padrinho no casamento, ele começa a, bom, procurar fazer amizades com outros homens. Até que ele conhece o bro perfeito, Jason Segel.

Outro fator que me fez gostar mais desse filme do que o normal é que eu atualmente estou vendo o seriado How I Met Your Mother e Jason Segel é um dos personagens principais, além de um dos meus favoritos da série. Sinceramente, ele é praticamente o mesmo cara: com os seus 30 e poucos, relativamente responsável e um pouco imaturo, ou seja, engraçado. Outro fator divertido do filme são as cameos. Destaque pro Andy Samberg como irmão gay de Paul Rudd.


Naturalmente, o filme não é grande coisa, mas rende boas risadas. Fazia tempo que eu não gostava tanto de uma comédia romântica qualquer.


Nota 8