State of Play (2009)

Título Original: State of Play
Direção: Kevin Macdonald
Roteiro: Matthew Michael Carnahan e Tony Gilroy
País: EUA/UK/França


Confesso que só baixei esse filme por causa da Rachel McAdams. E por ser um filme novo do Russell Crowe. Não me decepcionei, at all.

Cal (Russell) e Stephen (Ben Affleck) eram amigos na faculdade mas acabaram indo cada um pra um lado. Cal virou jornalista e Stephen político. Então um dia um fiasco na vida do político acontece e eles voltam a se falar - Cal precisa da matéria e Stephen precisa de um amigo. Então Russell Crowe começa a investigar o caso e nota relações com outros, mais sérios e pesados. Daí é "função" dele descobrir tudo a respeito, junto com a nova empregada do jornal, Della (Rachel McAdams).

State of Play é um bom filme. Lembrou um pouco de Trama Internacional, pois tratar de assuntos sérios, ter cenas bem intensas e alguma coisa de ação. Perfeito para fãs de jornalismo investigativo e quem gosta de "buscas atrás da verdade."

Nota 7.3

Adventureland (2009)

Título Originial: Adventureland
Direção: Greg Mottola
Roteiro: Greg Mottola
País: EUA


Depois de Superbad, todo mundo tava ansioso pelo próximo filme do diretor Greg Mottola. Adventureland talvez não satisfaça quem esperava por, digamos, um filme quase igual, mas está longe de ser ruim.

James é um estudante que está prestes a se formar. O plano dele é se mudar e começar uma vida nova em NY, com um amigo. Porém, problemas acontecem e, suddenly, ele não tem mais o apoio financeiro dos pais. Ou seja, "se quer dinheiro, vai trabalhar." E ele acaba achando emprego somente em um parque de diversão. E lá ele conhece gente nova e tudo mais.

Antes de mais nada, Adventureland se passa nos anos 80 e isso faz toda a diferença. As pessoas se vestem de forma mais engraçada e as músicas são melhores. Em essência, o filme poderia ser o mesmo nos anos 2000, mas são pequenos detalhes que deixam Adventureland tão... diferente do que se esperava. Outra coisa que contribui pra isso é que, naturalmente, no parque, James conhece uma menina bonita, o que inicia o romance do filme. E em várias cenas, há muito mais romance do que comédia, o que pode não agradar, novamente, quem esperava um "Superbad 2."

Enfim, eu gostei bastante. Ah, outra coisa.. Lembram quando eu mencionei o cara "chato que é motivo de piada do pessoal", em Ligeiramente Grávidos? Ele faz o "nerd" de Adventureland e, naturalmente, é o melhor personagem do filme. E eu também descobri que ele fez um seriado dos anos 90 muito bom chamado Freaks and Geeks. Resumindo, o cara ganhou o meu respeito.

Nota 8.5

In The Loop (2009)

Título Original: In The Loop
Direção: Armando Iannucci
Roteiro: Jese Armstrong e Simon Blackwell
País: UK


Ótima comédia britânica sobre política.

Tudo começa quando uma figura pública inglesa da área de comunicação opina sobre alguma guerra aí. Ele diz o que pensa, mas ele não deveria pensar assim publicamente, de acordo com os chefões. Então ele tenta se reiterar na mídia mas ele é meio idiota e sempre piora a situação. Next thing you know ele e mais uns ingleses estão indo para os EUA tentar evitar uma guerra.

A coisa que eu mais achei interessante nesse filme é que o tempo inteiro nos são mostradas unicamente situações profissionais. In The Loop tem vários personagens ótimos mas a vida pessoal deles nunca aparece. São só discussões, constrangimentos e um mandando no outro. No filme, tudo de real aparece: puxa-sacos, gente que parece que só está lá pra te infernizar, o ocasional e inapropriado romance de escritório, chefes que enquanto insultam olham bem nos olhos fazendo com que tenhas vontade de te matar (ou de matá-lo), pessoas fazendo burrices, coisas dando errado e por aí vai.


Muito bom mesmo.

Nota 8.9

Dúvida (2008)

Título Original: Doubt
Direção: John Patrick Shanley
Roteiro: John Patrick Shanley
País: EUA


Hm, somehow esse filme foi exatamente o que eu esperava. Ou talvez um pouco mais. Isso é ótimo.

1964, EUA. Algum colégio cristão. Meryl Streep (a freira-chefe do lugar e, assim sendo, a mais "fascista") é informada pela freira novata Amy Adams que o padre Philip Seymour Hoffman talvez esteja.. tendo uma relação imprópria com um dos alunos. E o filme gira em torno disso, dessa dúvida entre os personagens que acaba nos deixando curioso também. É verdade ou não? Em Dúvida, nos são dadas pouquíssimas pistas e nada mais. Amy Adams, sendo a mais nova por muitos anos deles, é cautelosa, insegura e impotente. O padre, naturalmente, acha as acusações absurdas e infundadas. A freira-chefe, porém, tem absoluta certeza de que é tudo verdade. Não baseado nas evidências, mas ela simplesmente sabe. E é dever dela, ela supõe, confrontar o padre em relação a isso.

O filme é muito bom. Mesmo detestando cenas de sermões de padres, uma delas acaba sendo a melhor cena do filme. É logo depois que as irmãs insinuam as primeiras suspeitas sobre o padre, deixando ele irritado. E então o sermão dele na missa é sobre fofoca, sendo a presença de todas as freiras obrigatória, como sempre. Um pedaço do texto, resumido:

"Uma mulher estava fofocando com outra sobre um homem que mal conhecia. Na mesma noite, ela sonhou que uma mão enorme dos céus apontava pra ela, em desaprovação. Ela se sentia muito culpada, no sonho. No dia seguinte, ela foi se confessar. Após contar tudo para um padre, ela perguntou se fofocar era pecado. Se aquela era a mão de Deus. Se ela fez algo errado. 'Sim', disse o padre, 'destes falso testemunho contra o teu próximo e deves te sentir envergonhada!' Ela se sentiu muito mal e pediu o perdão do padre. Mas ele pediu para ela fazer algo antes. 'Vá para a sua casa, suba no telhado com um travesseiro e o corte ao meio. Depois volte.' Ela foi pra casa e fez isso. Contou para o padre, de volta, que perguntou qual tinha sido o resultado. Penas, ela disse. Por todos os lugares. 'Agora quero que você volte e pegue todas as penas de volta', disse o padre. Ela falou que era impossível. Ela não sabia mais onde elas estavam. 'E isso', o padre conclui, 'isso é fofoca!'"

Nota 8.5

A Mulher Invisível (2009)

Título Original: A Mulher Invisível
Direção: Cláudio Torres
Roteiro: Cláudio Torres
País: Brasil


Sigh..

Selton Mello faz um personagem dolorosamente normal e completamente apaixonado pela mulher até o dia que ela o deixa pra sempre. Depois de três meses sem sair de casa, ele começa a imaginar que a Luana Piovani é a nova vizinha dele e então eles começam a ter uma "relação." Ele fica feliz novamente e assim se sente bem para ir ao mundo real. Porém, com os elogios intermináveis de Selton sobre a sua nova namorada para os amigos, as pessoas começam a desconfiar. Aí ele mesmo começa a suspeitar que a Luana não é real e tudo mais.

O filme é chato. Dá pra rir. O que dá destaque ao filme, supostamente, é quando ele finalmente resolve sair para o mundo com a "mulher." E aí todo mundo vê ele sozinho mas como se estivesse com alguém. É absurdamente ridículo e patético e por isso engraçado. Isso faz o seu papel. Mas de resto, A Mulher Invisível é chatinho.

Nota 5.9