Como Enlouquecer Seu Chefe (1999)

Título Original: Office Space
Direção: Mike Judge
Roteiro: Mike Judge
País: EUA


Obra de arte do criador de Beavis and Butt-head e King of The Hill.

Sabe quando a vida é cheia de conversas que você não gostou? Quando, no meio de formalidades banais, você se sente tão mal, mas tão mal, que dá vontade de matar a pessoa que está conversando contigo ou, hell, de se matar? E sabe quando você não pode evitar essas conversas pois você trabalha e é obrigado a conviver com um monte de gente chata e irritante? Sabe? Então você precisa ver esse filme.

Office Space (sim, vá se foder com esse nome br), em certos aspectos, prega a mesma coisa que Clerks. Seguinte: não se esforçe no seu trabalho. Mesmo que eu trabalhe feito um condenado, eu não vejo um centavo a mais, o salário é o mesmo. O que eu faço é trabalhar o suficiente para não ser despedido. "Eu não sou preguiçoso, eu simplesmente não me importo."

O engraçado desse filme (também) é que o protagonista não foi sempre um Randal da vida (vide Clerks). Ele era um Dante. Mas aí ele foi um psicoterapeuta or something e foi "hipnotizado." "Você vai relaxar, todas as suas preocupações estão sumindo lentamente, você sente seus olhos pesarem" e esse tipo de coisa. Mas então, quando o nosso protagonista, Peter, está super tranquilo, o "hipnotizador" tem um ataque do coração e morre, deixando Peter nesse estado. Só assim, então, ele começa a fazer o que quer e falar o que pensa. Viver de verdade, diriam alguns.

Outra coisa épica de Office Space é que Peter não era o único. O único cara que detestava o trabalho, digo. Ele tinha dois bros, um indiano chamado Samir e um cara igual ao Napoleon Dynamite, mas viciado em gangsta rap, chamado Michael. O fator rap, inclusive, se faz presente várias vezes e é genial. Em algumas cenas, tarefas comuns são feitas em slow-motion enquanto um hip-hop toca, deixando tudo muito mais badass. São 4 cenas assim, na verdade, e são todas sensacionais.


Enfim.. Ainda não viu? Do it now.


Nota 9.5

Up - Altas Aventuras (2009)

Título Original: Up
Direção: Pete Docter e Bob Peterson
Roteiro: Pete Docter e Bob Peterson
País: EUA


Então, o grande novo filme da PIXAR.

Up conta a história de uma dupla nada normal. Um senhor de idade, viúvo, e um jovem escoteiro oriental. O filme começa, na verdade, quando o velhote é uma criança. Ele era fã de um aventureiro chamado Charles Muntz. Esse cara um dia foi pra América do Sul com um zepelin (acho que é esse o nome). Ele era confiante e visionário e o nosso protagonista, Carl, o admirava muito. Então um dia, Carl conhece uma menina que também brincava de voar e sonhava com a América do Sul.

Muitos anos após isso, depois de uma convivência muito feliz e realizada, Carl está sozinho e o mundo já não é mais o mesmo. Em um mero dia aleatório, outro de casas sendo destruídas ao seu redor para a construção de prédios enormes, um escoteiro chamado Rusell bate na sua porta perguntando se ele poderia ajudar de alguma maneira. Era a única medalha que faltava, ajudar um idoso. Carl não vê motivo para dar atenção para o jovem então o ignora. Carl não está num bom dia. Coisas ruins aconteceram e ele não aguenta mais. Ele só lembra de sua mulher e do sonho deles: ir e morar na América do Sul. Então ele resolve prender vários balões na sua casa e sair voando pra lá. E é isso que ele faz. O escoteiro, porém, ainda estava na sua varanda.


A principal diferença entre Up e os outros filmes da PIXAR é que nesse não tem tanto romance. Sim, mostra o passado de Carl mas é só isso. Ele não tem ninguém "especial" nem Rusell. Isso dá um espaço enorme para o filme trabalhar em outras coisas, como desenvolvimento de personagens e comédia, por exemplo. Eu ainda não sei se prefiro Wall-E ou Up, mas esse aqui definitivamente vale a pena.

Nota 8.3

O Contador de Histórias (2009)

Título Original: O Contador de Histórias
Direção: Luiz Villaça
Roteiro: Maurício Arruda e José Roberto Torero
País: Brasil


O filme conta a história (HEH) de um dos maiores contadores de história do Brasil, Roberto Carlos Ramos.

Ele era o filho mais novo de uma família de 10 e sua mãe resolveu botá-lo no FEBEM. Mas ele sempre fugia. Com os seus amigos. A vida na rua era tensa. Roubava quando dava, mas eventualmente era pego e voltava pra FEBEM. Então um dia ele conhece Margherit, uma dona que estava lá estudando. Ela, francesa, resolve adotar o menino que, de acordo com o pessoal da FEBEM, não tinha mais jeito ou cura. Nunca voltaria a ser uma pessoa normal, estaria pra sempre fadado a ser uma má pessoa que não se pode confiar. Bom, a Maria de Medeiros (a francesa) adota e ele vira o famoso contador de histórias.

É um filme bom, mas é como a moça do FEBEM disse. Isso é milagre. A cada jovem "salvo", entram mais cinco ou dez. Enfim, de certo jeito, pode-se dizer que ela fez a sua parte.


Nota 6.2

Janela da Alma (2001)

Título Original: Janela da Alma
Direção: João Jardim e Walter Carvalho
Roteiro: João Jardim e Walter Carvalho
País: Brasil


Documentário brasileiro sobre a visão. Sim, sobre os olhos e enxergar.

Cegos, míopes, celebridades que já escreveram ou filmaram a respeito são entrevistadas em um pouco mais de uma hora de filme. Saramago, Win Wenders, entre outros.

Enfim, não tenho muito pra falar sobre o filme. Foi legal se identificar com pessoas relevantes, quando elas falam que gostam de usar óculos e tudo mais. Um documentário interessante.

Nota 8.3

500 Dias Com Ela (2009)

Título Original: (500) Days of Summer
Direção: Marc Webb
Roteiro: Scott Neustadter e Michael H. Weber
País: EUA


Mais uma comédia romântica indie genial.


Tom é um cara normal. Trabalhador. Entediado. Sonhador. Então um dia ele conhece Summer, a nova assistente do chefe dele ou algo do tipo. Ele se apaixona imediatamente e quer namorar a moça. Eles viram amigos, ela gosta dele, mas.. ela não é assim. Summer é uma alma livre, digamos. Não gosta de se prender. Não quer nada sério. E durante 500 dias, Tom lida com ela. Descobrindo. "Namorando." Tentando esquecê-la. Indo atrás dela. Ela, ela e ela.

Um dos motivos, eu acho, que me fez gostar tanto desse filme é que ele me lembrou de duas coisas que eu gosto muito. Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e How I Met Your Mother. O primeiro pela pureza do filme e porque ele não é linear. Mostra uma cena do dia 10 e logo depois do dia 251. Isso sempre é algo muito legal. E 500 Dias Com Ela me lembra de HIMYM por causa da relação (no começo) Ted x Robin. Se você conhece o seriado, deve ter lembrado deles lendo o primeiro parágrafo.


Mas não é só isso, esse filme tem mais algumas cenas em particular que são diferentes e muito interessantes. Que cairam muito bem no filme. Eu não vou falar quais pra não estragar. Junte isso com uma trilha sonora massa, atores legais, Zooey.. Ah, sim. A Zooey Deschanel é perfeita.

Nota 9.6