Love Letter (1998)

Título Original: Love Letter
Direção: Shunji Iwai
Roteiro: Shunji Iwai
País: Japão


Bonito drama sobre amor e morte.

O filme começa dois anos depois do velório de Itsuki Fujii, noivo de Hiroko Watabane. Nesse dia, ela, ao descobrir o endereço de onde ele morava quando criança, resolve mandar uma carta para o endereço, como se fosse para o cara. Ela recebe uma resposta. De uma mulher com o mesmo nome dele. E elas começam a trocar cartas, a noiva achando que tem alguém se passando pelo ex-noivo e a outra pensando que essa Hiroko é louca. Mas isso é bem no começo do filme. Eventualmente, tudo se esclare e a Itsuki percebe que conhecia o noivo da mulher. Eles tinham sido colegas na adolescência e a partir daí, e é disso que o filme fala, ela começa a contar para Hiroko o que se lembrava dele e as duas ficam relembrando do Itsuki.


O pensamento que mais me veio a cabeça quando vi Love Letter foi o de que é engraçado como, mesmo quando uma pessoa está morta, ela pode ser considerada responsável por várias coisas depois de sua morte. Gente se conhece pois eram amigos do cara. E o filme mostra que as pessoas deixam rastros. A existência, pelo menos no começo, nunca é vazia. Não é como se você nunca tivesse vivido. Você contribuiu na vida de alguém. Alguém não vai te esquecer. Foi disso que esse filme me lembrou.


Nota 8.3

Escola de Idiotas (2006)

Título Original: School for Scoundrels
Direção: Todd Philips
Roteiro: Todd Philips e Scot Armstrong
País: EUA


Existem dois tipos de nerds (OK, talvez mais, mas vou falar só sobre dois): os nerds que estão satisfeitos consigo mesmos e não se importam com o que os outros pensam e os nerds que pensam em serem normais e aceitáveis em círculos sociais babacas. Esse filme é sobre o segundo tipo.

Imaginem que existe um curso que ajuda esses nerds. Que lhes dê confiança para ir atrás das cocotas (rs) e tudo mais. É o que Escola de Idiotas oferece. O protagonista, Napoleon, digo, Roger é um fracassado e consegue o telefone desse, bem, negócio que supostamente vai ajudá-lo. Ele liga e logo nessa parte já dá pra perceber bem como vai ser o tal curso. "Aperte 1 para novo cadastro", diz o telefone mas Rogen acha suspeito. Ele pergunta se isso é realmente uma mensagem automática. "Aperta a porra do botão." Ele desliga. Segundos depois, o telefone toca e a mesma voz diz "você acaba de se tornar o meu pior aluno."

Então, ele segue as instruções e vai pra aula. E o professor não é ninguém menos que Billy Bob Thornton. É engraçado que dá pra reconhecer quase todos nerds da sala. Mesmo os que são extras (AKA não tem falas). Um deles é o Jim Parsons, afinal! Enfim.. Isso tudo acontece antes da metade do filme, a principal trama na verda de é que o nosso protagonista logo se destaca na turma. Mas, de acordo com relatos de antigos estudantes, isso é ruim, pois o professor costuma ficar competitivo e testar muito o tal aluno destaque, pra ver se o cara aguenta. Bote uma menina bonita no meio disso e pronto.


O filme é ótimo. Deu pra rir bastante. Engraçado ver todo destaque que Jon Heder teve depois de Napoleon Dynamite. Fazer o que, o cara se dá bem sendo nerd.

Nota 8.4

Jerry Maguire (1996)

Título Original: Jerry Maguire
Direção: Cameron Crowe
Roteiro: Cameron Crowe
País: EUA


Ótimo drama de esportes.

Jerry Maguire (Tom Cruise) é um gerente de esportes. O que isso quer dizer? Significa que ele toma conta de vários jogadores profissionais dos mais variados tipos possíveis. Ele é ambicioso e muito bem-sucedido. Porém, um dia, um dos seus principais jogadores se machuca durante uma partida. Pela quarta vez. Depois do choque, eles notam que não era algo tão sério e Jerry, naturalmente, já fica louco para que o cara volte para os campos. Mas a família do jogador não compartilha esse ponto de vista. "É muito perigoso." Então o protagonista começa a pensar que talvez ele não esteja fazendo um trabalho muito bom. Talvez ele devesse se importar mais. Ter menos clientes e menos trabalho. Qualidade sobre quantidade.

Mas ninguém compartilha essa visão e Jerry é despedido em pouco tempo. Dorothy (Renée Zellweger) trabalha no mesmo lugar e resolve seguir Tom Cruise, admirando e se apaixonando pelo cara. A partir daí eles procuram clientes novos ou então manter, nessa nova "empresa", jogadores interessantes. Ele acabam conseguindo continuar com Rod (Cuba Gooding Jr.), um profissional de futebol americano. O que rendeu um Oscar para o Cuba, inclusive. O personagem dele é genial, é um mano bem estranho. Eu nunca tinha visto o Cuba interpretar um mano, pra ser sincero. E ficou muito engraçado e legal.


Pra ser sincero, até metade do filme, eu não tava dando nada demais. Mas a forma como o Cameron Crowe conseguiu botar a parte do esporte no filme (I mean, o filme fala sobre o gerente) me cativou bastante e deixou Jerry Maguire bem emocionante. Ótimo papel do Cruise, meu favorito do Cuba e talvez meu favorito também da Renée.

Nota 8.2

Uma Noite de Amor e Música (2008)

Título Original: Nick and Norah's Infinite Playlist
Direção: Peter Sollett
Roteiro: Lorene Scafaria baseado em livro de Rachel Cohn
País: EUA


O que está errado comigo?

A playlist infinita do Nick e da Norah (heh) é uma comédia romântica sobre jovenzinhos indies na grande NYC. Nick tem uma relação mazomenos com uma garota popular do colégio, mas, again, é daquele tipo onde ela não merece um cara tão legal. A popular se chama Tris e ela é amiga de infância de Norah e Caroline. Norah foi mais para o lado alternativo da Força e Caroline é o meio-termo entre as duas.

O nome do filme vem das milhares de mixtapes que o Nick faz para a Tris. Ela não dá mais muita bola pra ele, aliás, só ele não percebeu que eles já terminaram, então ela joga os CDs fora, sempre. Mas a Norah cata, pois gosta das músicas. Então um dia a banda do Nick vai fazer um show e eles se conhecem. Mas a trama principal do filme, na verdade, é a seguinte: a banda favorita de ambos vai fazer um show surpresa em algum lugar de NY nessa noite, o que os leva a uma jornada, junto com amigos e tudo mais.


Esse filme é lindo. Tem muitas coisas que o diferenciam de outras comédias românticas que eu tenho visto, uma delas é que, bem, como mencionam muito música, tem quase sempre algo tocando no fundo. Outra coisa muito legal é que o filme todo só se passa durante a tal noite. Tudo acontece nela. Uma Noite de Amor e Música é um daqueles filmes que, logo nos primeiros momentos, já dá pra perceber que vai ser muito bom. O mesmo aconteceu com o último que vi. Mas esse é mais direto.


Nota 9.5

Tudo Sobre Lily Chou-Chou (2001)

Título Original: Riri Shushu no Subete
Direção: Shunji Iwai
Roteiro: Shunji Iwai
País: Japão


Nossa, muito bom. Fazia um tempo que não via algo tão legal (desde Clerks, na verdade).

O filme fala sobre a juventude no Japão. Colégio, bullying, adolescentes perturbados, música, internet. Os protagonistas são dois garotos que, de início, são amigos mas um deles vira um delinquente na escola, do tipo completamente psicopata mesmo. O que o faz, naturalmente, abusar de todo mundo, inclusive do seu antigo amigo, o outro protagonista, que é daqueles que não faz nada e fica quieto o tempo todo.

Uma coisa muito interessante desse filme é que, ao mesmo tempo que quase nunca mencionam Lily Chou-Chou, estão falando dela o tempo inteiro. É o seguinte: Ela é uma cantora japonesa fictícia e tem uma espécie de legião de fãs na internet (bem, hoje em dia, quem não tem?). O protagonista quieto do filme é um dos mais viciados e ele passa o tempo inteiro, praticamente, em um fórum especializado falando sobre como ela é legal e como a sua música transcende barreiras. O jeito como eles mostram isso no filme, porém, é muito interessante. Nunca mostra o cara no computador acessando o site. São frases que vão surgindo no meio do filme, uma de cada vez, sempre assinadas pelos usuários do fórum. Assim, não só não sabemos quem são os membros (todos usam apelidos) como também não os mostra usando os computadores.


Tudo Sobre Lily Chou-Chou tem uma sensibilidade única. Tudo é muito bem feito. As músicas da tal Lily Chou-Chou, inclusive, são ótimas. A primeira que toca no filme, logo no começo, lembra muito de Björk. Muito bom mesmo.

Nota 9.3