Mary e Max (2009)

Título Original: Mary and Max
Direção: Adam Elliot
Roteiro: Adam Elliot
País: Austrália

Mary & Max é o filme mais GMH que eu vi recentemente. Sabe o que é pen pal? São amigos que moram longe e trocam cartas com frequência. E essa animação é sobre isso.

Mary é uma garota australiana de oito anos. Ela é sonhadora, sofre bullying no colégio, you know, the usual. Ela não tem amigos, praticamente. Então um dia ela resolve pegar uma lista telefônica e mandar uma carta pra uma pessoa aleatória. A pessoa aleatória é um judeu de 44 anos que mora em NYC. Ele mora sozinho e adorou a proposta. E, lógico, responde. Aí começa o relacionamento deles, que dura anos e anos. Claro, no meio de brigas e longos intervalos, muita coisa acontece na vida de cada um.

Engraçado e emocionante. Recomendo muito.

Nota 9.2

Coração Louco (2009)

Título Original: Crazy Heart
Direção: Scott Cooper
Roteiro: Scott Cooper baseado em livro de Thomas Cobb
País: EUA

Coração Louco é o novo Lutador. Todo mundo sabe disso.

Bad Blake (Jeff Bridges, aka THE DUDE) é um velho cantor de country. Vive com a bebida e a música. Mas ele não escreve nada novo faz anos e a situação está mais difícil do que nunca. Então ele conhece Jean (Maggie Gyllenhaal ♥), jornalista e mãe solteira, e começa a relação deles.


Não tem mais o que falar, really. Colin Farrell também tá legal. E o final do filme é lindo. Vi no cinema e foi daqueles que, quando começaram os créditos, ninguém se levantou. Simplesmente veja. E se você não viu O Lutador, assista também. Agora.

Nota 9

O Lobisomen (2010)

Título Original: The Wolfman
Direção: Joe Johnston
Roteiro: Andrew Kevin Walker e David Self
País: UK / EUA

Novo Benicio Del Toro e Anthony Hopkins que de quebra ainda tem Hugo Weaving e Emily Blunt? É óbvio que eu iria ver.

Emily Blunt é casada com um cara. Uma criatura bizarra tem matado os moradores da vila. O marido dela morre. Benicio Del Toro, irmão dele, então volta pra família. Mas ele é mordido. Meh, O Lobisomen é um filme decente sobre eles, I suppose. Tem uma cenas de ação bem legais. Mas saí bem decepcionado do filme. Pensem Drácula de Bram Stoker sobre lobisomens e bem pior.

Nota 5.9

Um Olhar do Paraíso (2009)

Título Original: The Lovely Bones
Direção: Peter Jackson
Roteiro: Fran Walsh e Philippa Boyens baseado em livro de Alice Sebold
País: EUA / UK / Nova Zelândia


Mais uma prova de que cineasta bom não faz sempre filme bom. Bem, o filme é baseado num livro, então suponho que a culpa não seja do Peter Jackson..

Um Olhar do Paraíso fala de Susie, uma garotinha de 14 anos que é brutalmente assassinada pelo seu vizinho. A partir daí, ela vira um espírito errante pelos mundos e assiste de camarote tudo que acontece com sua família e o seu assassino. Então ela precisa se decidir entre tentar a vingança contra o cara ou esperar que sua família melhore da perda. Ah, e ela também auxilia uns amigos, digamos, a encontrarem o seu corpo sumido.

Meh, tudo bem, essa sinopse não parece tão horrível assim. Mas o filme é forçado e chato. Esse tal in-between, lugar onde Susie está, é uma espécie de paraíso (daí o nome do filme), que tem tudo que ela gosta e é muito, muito bonito. E totalmente fantasioso, rosas brotam em baixo de rios congelados e por aí vai. Era pra ajudar na estética do filme, mas não quebrou o galho pra mim. É muito artificial e WTF.

Recomendo Um Olhar do Paraíso só para fãs do Stanley Tucci (ele ficou legal de vilão), Saoirse Ronan (a loirinha de Desejo e Reparação) e Rachel Weisz (linda, dispensa comentários).


Nota 5.2

Mammoth (2009)

Título Original: Mammoth
Direção: Lukas Moodysson
Roteiro: Lukas Moodysson
País: Suécia / Dinamarca / Alemanha

Quem dera todos os updates desse blog fossem sobre filmes como esse! Bom, como eu disse no twitter semanas atrás, quando vi Mammoth: Lukas Moodysson definitivamente entrou pra minha lista de cineastas mais respeitados e admirados de todos os tempos. Todos filmes dele que vi são nota 9 pra cima, então, né..

Mammoth fala sobre quando coisas ruins acontecem a pessoas boas e até quando elas aguentam. Gael Garcia Bernal e Michelle Williams são um casal e tem uma filha. Eles também têm uma empregada tailandesa chamada Gloria. E Gloria tem dois filhos, ambos na Tailândia, junto com sua família. Logo no começo do filme, Gael viaja para a Oceania e assim o filme se divide em quatro histórias. Gael e sua viagem de negócios, Michelle e seu trabalho (médica), a relação de Gloria com Jackie (filha dos patrões) e o dia-a-dia dos filhos de Gloria, na sua terra natal.

Pelo que falei, sim, Mammoth é o Moodysson mais Iñárritu (diretor de Babel, 21 Gramas, Amores Brutos; filmes onde é comum a história se dividir em vários pedaços) que já vi. Mas isso é longe de ser ruim. O personagem de Gael é um cara novo e rico, ele criou uma rede social sobre games e o site alcançou o status de myspace, praticamente. Por isso (e mais alguns outros motivos), o filme tem bastante esse lance de relacionamento a distância. Ele frequentemente se comunica com a mulher, mesmo do outro lado do mundo. E Gloria também eventualmente conversa com os filhos, por telefone. Isso tudo deixa o filme muito realista e plausível. A vida é assim, não?


O problema em Mammoth é quando os personagens começam a perceber que, bem.. É preciso estar lá. O estresse de pequenas coisas que dão errado é crucial na vida das pessoas e é necessário expôr isso de alguma forma. Não dá pra deixar tudo acumulado. Chega uma hora que.. basta, não? E Mammoth se desenvolve assim, você fica tenso com os personagens.

Por fim, em um filme que fala sobre isso, sobram duas conclusões possíveis: um final feliz (como em Bem-Vindos) ou triste (como em Lilja 4-ever). Mas não vou falar o que acontece, claro. Veja Mammoth logo.

Nota 9.8