Avatar (2009)

Título Original: Avatar
Direção: James Cameron
Roteiro: James Cameron
País: EUA

Lembro quando falaram que o novo mega-projeto do diretor de Titanic. E também lembro quando o M. Night Shyamalan falou que ia fazer um filme sobre Avatar, o desenho. Sim, os dois me deixaram "wut?" mas agora finalmente a confusão acabou, lol. Not sure if want o outro Avatar. The Last Airbender, digo. Enfim..

O que falar sobre Avatar de James Cameron? Você provavelmente já sabe que o filme custou, reza a lenda, meio bilhão de dólares. E também que o diretor teve que esperar a tecnologia avançar até chegar ao ponto em que ela pudesse ajudá-lo da forma desejada. Ele inclusive ajudou no desenvolvimento disso. Pelo pouco que ouvi falar dessa parte, é algo assim: sabe quando se faz uma animação / filme, os atores ficam com aquelas roupas estranhas cheia de sensores desconfortáveis? E aí depois de umas cenas, eles tinham que esperar o pessoal técnico transformar aquela tosquice na animação? Em Avatar, graças a essa tal nova tecnologia, que inclusive já foi vendida pra FOX, eu acho, durante as filmagens, os caras gravavam e logo depois do corte eles já podiam ver como ficaria a versão final. Se ficasse ruim, era só fazer de novo ali mesmo, sem muito tempo perdido.

Enquanto Avatar consegue ser uma revolução tecnológica, a história é básica e comum. Futuro, guerra entre raças. O irmão gêmeo de Jake Sully morre em combate e ele então é enviado para Pandora com objetivo de substituí-lo. O propósito disso? Ele se infiltrar entre os inimigos (a raça Na'vi) para melhor entendê-los e descobrir seus pontos fracos, naturalmente. Acontece que os ETs moram bem em cima de um depósito enorme de *matéria valiosa* e, bem, humanos querem poder e riqueza então eles precisam desse troço. Mas aí Jake se apaixona pela cultura Na'vi e não sabe mais quer ajudar.


Confesso que sabia que a animação de Avatar seria foda, mas, putz, me surpreendi. É tudo muito real, bonito e bem feito. O filme faz jus ao hype. Vejam! Vi em cinema normal, mas pretendo logo ver 3D. E minha cabeça vai explodir de novo.

Nota 9.1

A Vida Marinha com Steve Zissou (2004)

Título Original: The Life Aquatic of Steve Zissou
Direção: Wes Anderson
Roteiro: Wes Anderson e Noah Baumbach
País: EUA


Eis um filme que aluguei um dia e aí no meio o dvd travou e nunca mais vi. Tava na hora de terminar / ver de novo.

Steve Zissou (Bill fucking Murray) é um oceanógrafo que, durante as filmagens de um documentário, perde um grande amigo, atacado por um tubarão raro. Ele então consegue dinheiro para voltar ao mar em busca de vingança. Junto dele, sua esposa (Anjelica Huston), um piloto que talvez seja seu filho (Owen Wilson) e uma jornalista (Cate Blanchett ♥). Além de sua tripulação de costume, que inclui Seu Jorge tocando David Bowie e Williem Dafoe.


A Vida Marinha com Steve Zissou é fantástico. Toca Sigur Rós, cara. É de chorar. Ainda assim, acho que nem tá no meu top 3 melhores Wes Anderson. Injusto, eu sei. Preciso rever The Darjeeling Limited asap.

Nota 9.4

Três é Demais (1998)

Título Original: Rushmore
Direção: Wes Anderson
Roteiro: Wes Anderson e Owen Wilson
País: EUA


Começa a dobradinha Wes Anderson. Que cartaz bem feio. E vai se foder com essa tradução.

Wes Anderson é mestre. Ele é um dos cineastas atuais que melhor sabe criar personagens únicos, interessantes e realistas. E, pô, eu preciso rever Os Excêntricos Tenenbaums, pois Rushmore ficou muito perto de não ser o meu Wes Anderson favorito. Depois de ver The Darjeeling Limited e esse agora, na minha opinião, é difícil ver um filme do Anderson sem o Jason Schwartzman. Ele é perfeito para os papéis! Afinal, porra, o Anderson descobriu o Schwartzman. Foi o primeiro filme dele! Outro ator indispensável é Bill fucking Murray. E como Rushmore é um dos primeiros Wes Anderson, e ainda conta com esses dois atores, é um filme muito bom.

Enfim.. Rushmore é o nome de uma escola e Max Fischer (Jason) a adora. Sabe aqueles caras que não querem se formar e enrolam o máximo possível? Max é assim. Só que ele tem 15 anos. Ele faz milhões de atividades complementares e isso o deixa sempre com péssimas notas. Mas ele não se importa. Ele então conhece uma professora nova e se apaixona por ela. Porém, o pai de um dos alunos, Bill fucking Murray, também começa a gostar bastante da mulher. E com esse triângulo amoroso bizarro o filme começa.

Grande parte de Rushmore fica focado nessa disputa entre os dois. Isso é bem engraçado. Aliás, Wes Anderson é um dos gênios por trás da expressão dramédia, na minha sincera opinião. A maioria das cenas de comédia são estranhas e quase passam por "mas isso não era pra ser engraçado." Mas justamente por isso que é. Os personagens simplesmente se desenvolvem, sem se preocupar com falar frases de efeito ou de usar humor inteligente. E, como o termo dramédia diz, é muito comum se emocionar com os filmes dele. Em Os Excêntricos Tenenbaums, nem preciso citar cenas, são tantas, lindas e tristes. Com Rushmore é o mesmo.

E, meu, que final sensacional.

Nota 9.6

The Marc Pease Experience (2009)

Título Original: The Marc Pease Experience
Direção: Todd Louiso
Roteiro: Jacob Kosfoff e Todd Louiso
País: EUA


Bora começar uma pequena maratonia Jason Schwartzman + Wes Anderson. To praticamente brincando de 6 degrees aqui. Aliás, esse seria um ótimo critério sobre decidir quais filmes ver, hah. Enfim..

Marc Pease é um estudante que vai participar de uma peça colegial do Mágico de Oz. Ele faz um dos solos, mas na sua vez, ele fica nervoso, desiste e vai embora no meio da peça. Oito (acho) anos depois, ele continua a mesma pessoa, com os mesmos medos e sonhos. Marc ainda tem o mesmo grupo de acapella (mesmo com metade dos membros já fora) e trabalha com isso.


Meh.. Pelo que eu li por aí, a crítica foi tensa com esse filme. Vi inclusive termos como "pior filme que já vi." Eu não tava esperando uma comédia genial e não foi isso que ganhei. The Marc Pease Experience é divertido. Recomendo pra quem gosta do Jason Schwartzman (motivo que me fez ver o filme, naturalmente) e comédias com bastante música, mesmo sem ser musical.


Nota 7