Melancholia (2011)

Direção: Lars von Trier
Roteiro: Lars von Trier
País: Dinamarca, Suécia, França e Alemanha

Ótimo!

Em Melancholia, Lars von Trier, um dos diretores mais polêmicos da atualidade, faz um belo ensaio sobre o fim do mundo e a morte. 

Tudo acontece na festa de casamento de Kristen Dunst com Alexander Skarsgard. Esse sempre foi o sonho dele, mas ela é uma pessoa mais excêntrica. Por mais que goste da ideia de passar a vida toda com o noivo, o casamento em si é uma tarefa tão cansativa e boba. Não só os dois chegam extremamente atrasados para a cerimônia, como Kristen está sempre "indo ao banheiro" e voltando depois de meia hora ou mais. Tudo acontece numa casa de campo enorme e não é um dia qualquer. Cientistas descobriram a existência de um planeta (chamado Melancholia) que se escondia atrás do Sol e vai passar bem perto da Terra nessa noite, o que promete ser um belo espetáculo. O problema é que alguns pessimistas prevêem que o planeta vai passar perto demais da Terra e talvez até se chocar com ela. E se você leu o primeiro parágrafo...

É interessante ver como os personagens lidam com isso. Depois do casamento, na verdade, quando só temos Kristen, Charlotte Gainsbourg (irmã) e Jack Bauer (cunhado) pra lidar com a situação. Ah, e o filho de Charlotte x Jack. Uma curiosidade é como o personagem de Kristen é como é (depressiva, alguns dizem), ela trata desse assunto de forma mais racional. Enfim, o melhor de Melancholia é tudo que acontece depois do casamento (parte mais chata e acessível do filme). A última cena em particular é memorável. 

Nota 9.1

Like Crazy (2011)

Título Original: Like Crazy
Direção: Drake Doremus
Roteiro: Drake Doremus e Ben York Jones
País: EUA

Like Crazy é um filme sobre como relacionamentos (especialmente a distância) sofrem com o tempo e a apatia.

X e Y são estudantes da UCLA e se apaixonam. Tudo é bonito e único. Mas ela é de Londres e seu visa vai expirar logo. Algumas más decisões típicas de "jovens adultos" depois, eles tentam se manter juntos após toda a apatia que a distância traz. Like Crazy é dolorosamente realista e, quando o casal é feliz, ele passa com sucesso a sensação de que são a única coisa que importa no universo. E a gente sente também a ausência, o vazio, de quando eles estão separados.

O filme me fez pensar sobre os pontos-de-vista bons e ruins desse assunto. Um casal feliz que você conheça, por exemplo, por bastante tempo; eles sabem a sorte tem? Como se ganha ou perde a batalha do quanto tolerar a pessoa com o tempo contra a vontade de manter o relacionamento junto? Como se sabe quando é tarde demais pra tentar de novo?


Pelo romance do filme ser bonito e puro, ele me lembrou, em diversas partes, de Brilho Eterno. Inclusive o final, apesar de, bem, não vou comentar. Vou dar nove por causa do final. A protagonista, por sinal, é a coisa mais linda do mundo.

Nota 9

Julho, Agosto, Setembro, Outubro POST 3

E provavelmente o último dessa série. E com dobradinha Gosling.

50/50

Seth Rogen e Joseph Gordon-Levitt. Anna Kendrick e Bryce Dallas Howard. Dramédia. Baseado em fatos reais.

Seth Rogen faz ele mesmo. Um dia um amigo dele falou que estava com câncer e tinha 50% de chances. Rogen recomendou que ele escrevesse um roteiro a respeito. O amigo o fez e o resultado é 50/50. 

Pouca comédia, o que é bom quando se trata de, né, um assunto sério e baseado em fatos reais. O drama funciona muito bem e o climax do filme é realmente tenso e emocionante. Vai fazer você reavaliar sua amizades com pessoas queridas.

Nota 8.4

The Ides of March

Lembro de quando ouvi falar desse filme pela primeira vez. Foi, na verdade, quando vi esse pôster, enorme, num cinema. Minha primeira impressão foi: parece ótimo. E de fato é.

Clooney dirige ele mesmo, Ryan Gosling, Paul Giamatti, Philip Seymour Hoffman, Evan Rachel Wood e Marisa Tomei. Baita elenco. Como indica o cartaz, é sobre a campanha de dois políticos que concorrem pela presidência americana. Curiosamente, o segundo candidato (Clooney é um) mal aparece, pois o filme foca mais nos bastidores e em Gosling, novato no negócio mas que sabe muito bem como o sistema funciona.

Excelente drama político. E uma recomendação indireta: veja se você gosta de poker.

Nota 8.6

Drive

A REAL HUUUMAN BEEEING. Esse sim! Que filme!

Gosling faz um dublê de Hollywood especialista em carros e perseguições. No seu tempo livre, ele gosta de ser contratado por criminosos pra ser o motorista de fugas. Sua vida é isso. Então ele conhece uma vizinha, Carey Mulligan, AQUELA LINDA. Seu namorado está na cadeia e ela tem um filho. Pela falta de afeição na vida nos dois, ambos começam a se ver e ter uma relação bonita. Um dia, um de suas fugas dá errado e, resumo dos fatos, ele agora está sendo perseguido por quem não deveria. Então os dois tem que lidar com isso e também com o namorado de Carey que eventualmente sai da cadeia.

Drive é surpreendemente violento (e gráfico), o que é ótimo. O clima dos anos 80 funciona perfeitamente, por causa da excelente trilha sonora. As atuações estão boas, assim como o roteiro. E o filme é tenso. Tudo se encaixa. Vejam!

Nota 9.4

Minha experiência com Drive, no TIFF: Drive estreiou no festival internacional de Toronto e, apesar de não ter conseguido ingresso pra vê-lo durante a premiação, eu estive lá e vi alguns dos atores principais. Eu estava esperando, vocês já devem saber, a Carey Mulligan, mas depois descobri que ela estava (e ainda está ) filmando The Great Gatsby, na Nova Zelândia. 

Mas vi o Ryan Gosling e consegui autógrafo do Bryan Cranston. Foi engraçado e divertido. Tapete vermelho, de um lado fãs e mais fãs, do outro a imprensa. Eles chegavam, tiravam fotos oficiais logo no começo e depois iam pro corredor. Alternavam entre as duas seções.  Numa das vezes que as fãs histéricas (nem tanto) gritaram RYYYAAAAN, enquanto ele estava dando alguma entrevista, ele se virou pra gente e abriu os braços como alguém querendo uma explicação e falou sorrindo "Whaaaaat?" Muito divertido. Impossível não gostar dele ator, fico muito feliz que esse ano tenha sido ótimo pro mesmo. 

E sobre Cranston, ele parecia, assim como parece nas entrevistas, um cara muito de boa e humilde, extremamente diferente de Walter White. Foi um inferno conseguí-lo perto, pois os dois tem o nome muito parecido (Bryan e Ryan) então ele sempre achava que estávamos se referindo ao Gosling, haha. Quando o entreguei o pôster pra ele assinar, ele perguntou "Who is this badass person?" rindo. 

Foi uma ótima noite.

Julho, Agosto, Setembro, Outubro POST 2

Moving on...

30 Minutes Or Less

Eh... Eu estava esperando uma boa comédia, por causa desses três da esquerda aí do cartaz. Mas as piadas são fracas. Aziz Ansari e Danny McBride decepcionam, Jesse Eisenberg tá legal porque, pelo menos no começo do filme, ele faz papel de um badass.

Enfim, só recomendo se for muito fã de algum dos três. Caso contrário, não vale a pena. Also, vale lembrar que a ideia do filme é baseada numa história real (dupla de criminosos plantam uma bomba num entregar de pizza e mandam ele assaltar um banco em menos de 30 minutos). Não vou falar o que acontece em cada história, mas só digo que no filme acontece diferente.

Nota 5.8

Our Idiot Brother

Logicamente, vi o filme pelo elenco. Paul Rudd, Elizabeth Banks, Zooey Deschanel, Emily Mortimer e Rashida Jones. Gosto de todos. E o trailer parecia engraçado o suficiente. Decepcionei-me um pouco (não tanto quanto no filme de cima). 

Rudd é o irmão maconheiro da família que vai preso e, de repente, precisa da ajuda das irmãs. Que, claro, têm as suas vidas e não querem ajudar um "peso morto." Lições de moral, reavaliação de valores, etc. Surpreendi-me com a Banks, ela está mais amor do que o normal.

As piadas são OK e o Rudd ficou divertido. Por sinal, a Zooey faz um casal com a Rashida, então... Se isso lhe interessa, fica a dica.

Nota 6

Cowboys & Aliens

Filme OK. Você já viu o trailer então já sabe sobre o que é.

Daniel Craig faz o típico badass e Harrison Ford faz o típico manly man. Olivia Wilde, AQUELA LINDA, um dos principais motivos que me fez ver o Cowboys & Aliens, está decente. 

O suspense assusta, a ação funciona mas a proposta é bem mais fodona do que o resultado final. De qualquer forma, é massa e diverte.

Nota 7

Julho, Agosto, Setembro, Outubro POST 1

Então, como tenho enrolado muito pra postar aqui, e não tenho o que falar sobre os filmes que vi faz tempo, vou fazer uma série de posts grandes comentando tudo que vi nos últimos meses (que ainda não foi postado aqui). Depois disso, com sorte, volto aos posts normais.


Midnight in Paris

 Divertido! A ideia do filme é clássica. Todo mundo que eu conheço já pensou alguma vez na vida "queria ter nascido há algumas décadas atrás." A gente olha pra juventude de hoje e pensa "antigamente, sim, os jovens sabiam viver!". Eu gosto da atualidade, mas adoraria ter vivido nos anos 60, 70 ou 80. Talvez até antes.

Enfim, em Midnight in Paris, Owen Wilson faz o papel de um escritor, que está na França com Rachel McAdams, sua parceira. Owen é apaixonado pela capital francesa mas mais pela sua história do que qualquer coisa. "Imagina os anos 20 aqui em Paris!", ele pensa o tempo inteiro. Então, numa noite aleatória, ele resolve festejar com uns estranhos e, boom, viagem no tempo. Ele de repente se encontra nos anos 20. E lá encontra todo tipo de pessoa famosa que admira (Hemingway, Dali, Picasso, Buñuel, T.S. Eliot, Gauguin...). É, só citando essa lista já deu vontade de ir pros anos 20. Ele conhece também Marion Cotillard (AQUELA LINDA) e ela traz uma questão pertinente ao filme. Talvez quem viveu os anos 20, por exemplo, tenha detestado a década. Talvez eles queriam ter nascido alguns anos atrás, porque afinal, the grass is always greener on the other side.

Nota 7.7


 Crazy, Stupid, Love

 Amor! Esse filme eu queria ver faz meses antes de ser lançado, principalmente pelo elenco. Steve Carrell, Julianne Moore, Emma Stone e Ryan Gosling. Semanas antes da estreia, aqui em Toronto, este cartaz maravilhoso estava em todos os lugares. Como não amar?!

Steve Carrell e Julianne Moore estão com problemas no casamento. Ryan Gosling é o bonitão que só pensa em sexo. Até que ele se apaixona por Emma Stone (dá pra culpá-lo?). E o filme também lida com amor adolescente, apaixonar-se por alguém mais velho e tudo mais. Duas cenas em particular são lindas (a noite de Emma e Ryan e a ligação da Julianne pro Steve).

Nota 8.4

One Day

 Meh...

O cartaz é bonito e a ideia é legal, mas é só isso.

Anne Hathaway (essa linda) e Jim Sturgess se conheceram no último dia de faculdade e a partir de então começaram uma relação interessante.

Todo ano, no mesmo dia, eles conversam. O problema é que, ano após ano, fica tudo muito chato. Fica naquele "vão ou não vão?" e mesmo quando a resposta está clara, não tem quase nada acontecendo no fundo do filme. Jim ficou bem mas o sotaque da Anne tá forçado. Em geral, fraquinho.

Nota 5.5

Cave of Forgotten Dreams (2010)

IMDb: Cave of Forgotten Dreams
Direção: Werner Herzog
Roteiro: Werner Herzog
País: França Alemanha EUA Canadá UK

Sensacional.

Werner Herzog já se provou (pelo menos pra mim) ser um diretor genial que, ultimamente, tem feito documentários muito interessantes. Vide Encounters at The End of The World. E nesse longa mais recente ele também resolve inovar: um documentário em 3D. Sim, estranho, não faz muito sentido. Só pra entrar na modinha? Talvez. Mas o 3D de Cave funciona, e muito bem. Logo na primeira cena a gente já percebe que Herzog leva essa tecnologia a sério. E a partir daí, dentro da caverna, só melhora.


Mas o que é a caverna dos sonhos esquecidos, afinal? É uma caverna na França que por MUITOS anos ficou escondida por uma pedra gigante. Ninguém nunca soube que existia uma caverna ali. Então, com o passar do tempo, a pedra se moveu e lá dentro encontraram-se centenas de desenhos pré-históricos. Adicione isso a algumas excelentes frases de efeito de Herzog sobre a existência do homem e ao excelente uso do 3D e temos um documentário marcante.

Nota 9.5

PS: Recomendo extremamente que vejam o filme em 3D. Se não tiverem a oportunidade, 2D.

TIFF 2011 - Part III - A Minha Programação

Então, consegui comprar alguns ingressos. Quatro. Três premieres com tapete vermelho e um ingresso normal. Ontem foi o primeiro dia do festival (com nenhuma premiere grande) mas hoje começa de verdade. The Ides of March, Moneyball, 360... Infelizmente não vou ver nenhum desses. Vamos para a minha programação. O último filme é o único que não é premiere.

SEXTA DIA 9 (hoje)

FRIENDS WITH KIDS: Comédia com Jon Hamm, Megan Fox, Adam Scott e Kristen Wiig.

DOMINGO DIA 11

SHAME: YES! Consegui premiere pra um filme da Carey Mulligan! Preciso vê-la, é meu objetivo principal.

QUARTA DIA 14

JEFF WHO LIVES AT HOME: Jason Segel e Ed Helms! Digo, Marshall Erikson e Andy Bernard!

SEXTA DIA 16

VIOLET & DAISY: Saoirse Ronan e Alexis Bedel, essas lindas! Also, Danny Trejo e James Gandolfini (wut).


Era isso. Rezem para que eu consiga um bom lugar pra tirar foto, que eles andem perto de mim, consiga mais ingressos pra outros filmes que quero ver, etc. Lá vou eu!

Horrible Bosses (2011)

IMDB: Horrible Bosses
Direção: Seth Gordon
Roteiro: Michael Markowitz, John Frances Daley e Jonhatan M. Goldenstein
País: EUA


Excelente! Comédia realmente boa, na minha opinião, é a que te faz chorar de rir. Essa fez. Duas vezes.

A história de Horrible Bosses é simples. Jason Bateman, Charlie Day e Jason Sudeikis são amigos. E todos tem chefes terríveis. Kevin Spacey (chefe de Bateman) é abusivo e trata seus empregados como escravos. Jennifer Aniston, chefe de Charlie, o assedia sexualmente quando ele é um bom garoto prestes a se casar. E Colin Farrell, chefe de Bateman, não se importa com porra nenhuma e só quer dinheiro. A vida dos nosso protagonistas é uma merda. Por causa do trabalho. Por causa dos chefes. Então eles começam a fantasiar, o que é perfeitamente compreensível. "Como seria bom se ele simplesmente sumisse do mundo." Depois de umas discussões e conversas sérias e nem tanto, eles decidem: os chefes precisam morrer. Então eles agilizam.

Não quero falar mais muita coisa a não ser: veja. E ria.

As cenas que me fizeram chorar de rir, por sinal, foram quando o Jamie Foxx explica porque ele é chamado de Mother Fucker Jones e o trocadilho com wet work.

Nota 9

TIFF 2011 - Parte II - Voluntarismo, Ingressos e Rascunho da Programação

Meses antes do TIFF 2011, eu via em revistas propagandas sobre voluntarismo no festival. "Trabalhar" ajudando estrelas e cinéfilos? Parecia muito interessante. Semanas depois, fui atrás de informações e tentar participar. Mas, maldita procrastinação, já haviam encerrado as inscrições. No fim, acho que foi para o melhor. Ao pensar bem a respeito, eles provavelmente botão cada voluntário fixo em algum cinema ou local por um dia inteiro or something. Não teria a menor liberdade para ir onde quiser (e muito menos ver filmes).

Amanhã começa a venda de ingressos avulsos e a box office abre às 7h. Vou ter que ir lá por esse horário, enfrentar fila pra ver se tenho sorte de conseguir ingressos para os filmes que quero ver. Eu, claro, semanas atrás, já tinha me informado sobre os ingressos. Eles vendiam pacotes. Metade dos pacotes não me interessavam pois era o cinema quem escolhia quais filmes você iria ver (era aleatório). E, mesmo o melhor dos pacotes, com direito a oito filmes, na minha opinião, são precários. I mean, só oito?! Fiz uma lista tosca e provisória dos filmes que me interessam. São em torno de 20. Ainda assim é pouco, mas, né, o festival tem 10 dias. E eu não tinho dinheiro infinito. Se eu ver metade dessa lista, já fico feliz. Vou falar um pouco sobre cada filme (ou porque quero vê-lo no TIFF).

Em itálico são os filmes com premiere, ou seja, celebridades e tapete vermelho. Negrito são os que quero muito ver. E em vermelho as prioridades absolutas. Vocês vão notar que, por exemplo, ali no dia 9, não tem como eu ver o primeiro e logo depois o segundo filme. Como falei, essa lista é de meu interesse e não, ainda, a minha programação. A lista inteira depende de amanhã, de quais ingressos ainda estão disponíveis e quais vou conseguir comprar.


Quinta dia 8. Primeiro dia, nada de especial por enquanto.

                    From Up On Poppy Hill @ TIFF @ 21h30

Goro Miyazaki, simples. Filho de Hayao Miyazaki, tenho certeza que você conhece. Goro lançou um filme anos atrás que eu ainda não vi. Ruim não deve ser. 

                       This is not a Film @ TIFF @ 21h45

Documentário iraniano sobre cinema no Irã. Recebeu milhões de críticas positivas e vai ser exibido de graça no festival.

Sexta dia 9. Agora começa.
 
                     Friends With Kids @ Ryerson Theatre @ 18h

Comédia com Megan Fox, Adam Scott, Jon Hamm, entre outros. Quero.

                     Moneyball @ Roy Thompson Hall @ 18h30



Brad Pitt e Jonah Hill num drama esportivo sobre baseball. Já vi o trailer mil vezes nos cinemas e parece ótimo.

                     We Need To Talk About Kevin @ Winter Garden Theatre @ 20h

 Tilda Swinton e John C. Reily. Tilda é amor.

                     360 @ Elgin Theatre @ 21h

Dirigido pelo Fernando Meirelles, com Anthony Hopkins, Rachel Weisz, Jude Law e Ben Foster. Quem pode, pode, né.

                     The Ides of March @ Roy Thompson Hall @ 21h30



George Clooney na direção, o filme estrela ele, Ryan Gosling, Paul Giamatti, Evan Rachel Wood, Marisa Tomei e Philip Seymour Hoffman. Prevejo mais de 8000 espectadores.


Sábado dia 10. Outro dia grande (principalmente pra mim).

                         Melancholia @ Ryerson Theatre @ 18h

 Lars Von Trier. Kristen Dunst (pelada?). E Eric Northman.

                          A Dangerous Method @ Roy Thompson Hall @ 18h30 

Cronenberg, onde Viggo Mortensen (Sigmund Freud), Michael Fassbender (Carl Jung), Vincent Cassel e Keira Knightley. Pois é. 

                         The Oranges @ Winter Garden Theatre @ 20h 

Três atores de seriados juntos. Blair Waldorf, Seth Cohen e Dr. House M.D. Quero!

                           Drive @ Ryerson Theatre @ 21h15



Carey Mulligan! Só isso me basta. Mas, né, Ryan Gosling e mais gente de seriado. Joan Holloway e Walt Motherfucking White.


Domingo dia 11. Mais Carey Mulligan.

                             A Separation @ AMC @ 11h45

Outro filme iraniano que recebeu críticas excelentes. Curioso.

                             Your Sister's Sister @ Ryerson Theatre @ 18h

Emily Blunt.

                             Shame @ Princess of Wales @ 19h

Carey Mulligan e Michael Fassbender. 

                             The Woman in The Fifth @ Winter Garden Theatre @ 20h

Ethan Hawke.

                             The Deep Blue Sea @ TIFF @ 21h15

Rachel Weisz.


Segunda dia 12. Pouca coisa.
 
                            50/50 @ Ryerson Theatre @ 18h



Dramédia sobre câncer com JGL e Seth Rogen. Baseado em fatos reais.
                             Coriolanus @ Elgin Theater @ 18h

Dirigido e atuado por Ralph Fiennes, com Gerard Butler.


Terça dia 13. Olivia Wilde.
 
                       The Kid With A Bike @ Winter Garden Theatre @  16h30

Filme francês, ótimas críticas, etc.

                       Butter @ Roy Thompson Hall @ 21h30

Olivia Wilde!



Quarta dia 14. Festival acabando.
 
                          Jeff, Who Lives At Home @ Elgin Theatre @ 21h

Mais gente de seriado. Andy Bernard e Marshall Erikson!



Quinta dia 15. ZZzZZZZZ.

                         Hysteria @ Roy Thompson Hall @ 21h30

Maggie Gyllenhaal sobre a invenção do vibrador.


Sexta dia 16. Último premiere interessante.
 
                         The Awakening @ Roy Thompson Hall @ 18h30

McNulty!


Bom, amanhã comento aqui quais ingressos consegui. Por outro lado, me falaram que dá pra conseguir ingressos no dia do filme. Algumas pessoas provavelmente vão trocar (por terem ganhado aleatoriamente) e, nunca se sabe, até 10 minutos antes do filme pode ter lugar disponível, pois eles sempre buscam encher as salas. Então se não tiver cheio, se eu for um dos primeiros da fila ou whatever, e tiver dinheiro suficiente em mãos, talvez consiga ingresso de última hora. Mas, né, quero já ter em mãos amanhã, pra me sentir mais seguro. Rezem pra que eu consiga pra Drive! E Shame!

TIFF 2011 - Parte I - Introdução

Como vocês devem saber, o cinema é uma das minhas paixões. Fazem muitos anos que realmente comecei a apreciar filmes. Lembro muito bem e ir à locadora várias vezes por semana, às vezes com cinco ou mais fitas VHS. Depois veio o DVD e, como muita gente, tive uma coleção. Seja DVD original, ISO copiada ou avi mesmo. Tendo dito isso, confesso que não assisto (nem nunca assisti) filmes o suficiente. Uma média "saudável" eu diria que é um filme por semana. Se você vê no mínimo um filme por semana, fico muito feliz. Mas pra mim isso é pouquíssimo. E olha que eu mal tenho visto isso atualmente.


O que eu sei sobre festivais de cinema? Nada, na verdade. Conheço Cannes, Sundance e os mais famosos. E, bem, como estou em Toronto, tem o TIFF. Toronto International Film Festival. Ele existe desde 1976 e, ano passado, foram exibidos 339 filmes, de 59 países diferentes, em 32 salas espalhadas pela cidade. O festival não tem júri e não distribui estimados prêmios para os participantes. Existe, porém, um People's Choice Awards, onde o povão que viu os filmes e dá notas escolhe em massa qual foi o melhor filme. Apesar de não ser renomado e de extrema relevância para os cineastas, para os fãs normais de cinema, como eu, o TIFF ainda é um festival enorme e importante. Afinal, a maioria das pessoas que assistem os filmes, querem ver uma coisa, e isso o TIFF tem: gente famosa.

Né?! Pena que ele não tá na lista.

Confira a lista de convidados aqui. Na segunda página, são os atores. Nada mal, hein? Claro, eu provavelmente não vou ver nem um décimo dessa lista pessoalmente, nem de longe, mas pelo menos tenho somente um objetivo na cabeça. Depois posto sobre ele.

Aqui tem a lista de filmes. São muitos pra ir de um em um. Se eu lesse um pouco sobre cada um, possivelmente acharia todos interessantes e adoraria vê-los no cinema. Mas o ingresso pro festival é mais caro do que o normal (não tanto pra mim, pois vou conseguir desconto por ter 25 anos ou menos) e, bem, são só dez dias de festival. O ideal pra mim seria ver no mínimo dez filmes. Mas talvez nem isso eu veja, por causa da programação. Em vários dias estão passando mais de um filme interessante ao mesmo tempo, em lugares diferentes. Terei que escolher. Bom... na verdade terei que comprar ingressos primeiro, pois ainda não tenho nenhum. No próximo post comento sobre isso também.

Armadillo (2010)

IMDb: Armadillo
Direção: Janus Metz Pedersen
Roteiro: Kasper Torsting
País: Dinamarca

Não tenho muito o que falar desse documentário. Ele conta a história de um esquadrão dinamarquês que foi pra Guerra do Afeganistão. É tudo bem realista. Ou seja, a maior parte do tempo é os caras esperando e não fazendo nada e tem um pouco de guerra de verdade.

Para fãs de guerra.

Nota 7.5

Super 8 (2011)

IMDb: Super 8
Direção: J.J. Abrams
Roteiro: J.J. Abrams
País: EUA


Novo filme do J.J. Abrams. Se você não sabe quem é ele, como diz um amigo meu, "qual é o teu problema?!" Co-criador de Lost e Fringe, diretor de Missão Impossível 3 e Star Trek.

Super 8 é simples. Ambientado em 1979, ele fala sobre um grupo de adolescentes amigos que gostam de fazer filmes caseiros sobre detetives and whatnot. Um dia eles conseguem convencer a menina mais bonita da escola (Elle Fanning :3) a participar. Eles estão filmando perto de uma estação de trem quando de repente... um acidente enorme acontece perto deles. Vagões capotam, coisas explodem, shit happens. Todos protagonistas sobrevivem. Alguns dias depois, eventos estranhos surgem. Então descobrimos que são relacionados a aliens.

Fatores legais do filme: Elle Fanning está ótima, pela escolha de trabalhos que ela tem feito, já dá pra ver que é muito superior à detestável irmã Dakota Fanning. O romance da infância que rola em Super 8 é bonitinho, como deveria ser. O filme é tenso e dá bastante sustos. A comédia (química) entre as crianças funciona. Resumindo... Aprovado!

Nota 7.8

Bridesmaids (2011)

IMDb: Bridesmaids
Direção: Paul Feig
Roteiro: Kristen Wiig e Annie Mumolo
Pais: EUA

Um dos primeiros filmes que vi aqui no Canadá foi um chick flick. Você se pergunta, por quê? Em primeiro lugar, Bridesmaids é do Paul Feig, escritor e diretor de vários episódios de The Office, Freaks & Geeks e Arrested Development. Em segundo lugar, todo o mundo da comédia estava falando bem desse filme. Então decidi ir e não saí decepcionado.

Bridesmaids fala da amizade entre Annie e Lillian, BFFs, blá blá blá. Lillian tem um namorado e Annie é a solteirona. Então Lillian vira noiva e Annie tem que lidar com as bridesmaids (ela sendod uma, claro). Temos os exemplos clássicos de mulheres adultas e casadas: uma só teve um homem na vida e nunca experimentou nada fora do comum. Outra tem filhos, detesta ser mãe e quer mudanças. Outra (Rose Byrne, aquela linda) é rica e quer roubar a noiva das outras amigas. E, entrarei em detalhes sobre a última logo, a gorda (Melissa McCarthy) que não tem a ver com o assunto e rouba o filme.

PROS

- Parte do elenco. Rose Byrne e Jon Hamm pra ser mais específico. Os dois estão ótimos.

- Algumas cenas em particular. A da viagem de avião, a de quando elas sofrem de intoxicação alimentar numa loja de vestidos, a de Annie e não lembro quem mais tentando deixar um policial irritado...

- Melissa McCarthy. O personagem dela é genial. Qualquer um que gostou do filme vai falar que ela é destaque.

CONS

- O de sempre. Clichês hollywoodianos and all that jazz.


É uma boa comédia, deu pra rir bastante. Recomendo mais para as mulheres, né.

Nota 8.2

The Tree of Life (2011)

Direção: Terrence Malick
Roteiro: Terrence Malick
País: EUA

O primeiro filme que vi nos cinemas canadenses já é ótimo. Comecei bem.

A história de The Tree of Life não tem nada de especial. A maioria dela se passa nos anos 50, onde Brad Pitt e sua mulher (uma ruiva linda, mas desconhecida) lidam com seus três filhos jovens. Ao mesmo tempo, temos lances do futuro, onde um dos irmãos já cresceu e agora é Sean Penn. Percebemos que ele divaga pela vida e se pergunta inúmeras vezes sobre a morte de um dos irmãos (notamos isso bem no começo).

Então, o que esse filme tem de especial? Bom, vamos para a lista de pros & cons onde posso me aprofundar.

PROS

- A beleza e grandiosidade das imagens em geral. Uma coisa interessante sobre esse filme é que ele deve ser o filme mais parecido com 2001 Uma Odisséia no Espaço que eu já vi. Estranho, você acha? Faz sentido, The Tree of Life nem sci-fi é. Mas lembram do começo de 2001? Que se passa muito antes da existência do homem? Ou da enorme gama de, simplesmente, imagens "aleatórias" como estrelas, galáxias, desertos and whatnot? The Tree of Life tem muito isso. Em relação com o início de 2001, por exemplo, o novo filme de Terrence Malick nos mostra dinossauros. Mas ele não segue uma linearidade, diferente de Kubrick. Ou seja... lá no meio do filme, surgem imagens (CGI, actually) de alguns dinossauros confraternizando. Por quê? Qual o sentido de botar imagens assim no meio da história do filme? Escolha você a resposta.

- A trilha sonora e a constante "narração". Basicamente, toda trilha é composta por música clássica. E botei narração entre aspas porque não se trata de somente uma voz contando os fatos que acontecem. São os personagens do filme que constantemente se perguntam sobre, you know, coisas do dia-a-dia como vida, morte and all that jazz. E essa combinação das músicas com a narração ficou excelente. The Tree of Life já começa com uma beleza absurda. A primeira música que toca é sensacional. Ela fica épica a partir dos 2:20, pode botar lá direto. E não precisa escutar toda. To com ela no repeat aqui.

- Grace. Grace é o nome da ruiva, mas os personagem mencionam muito a palavra graça em geral. As in como viver com graciosidade. "Grace doesn't try to please itself. It accepts being slighted, forgotten, disliked." Tudo que eles falam sobre graça se aplica à personagem, tão bonita e graciosa (duh) que ela parece intocável, sabe. Definitivamente uma vantagem do filme.

- Poucos diálogos. Como The Tree of Life é tão cheio de imagens (ok, não taaaanto), Malick deixou as conversas pequenas. Ou melhor, eles só nos mostra pedaços de conversas. Diálogos rápidos e curtos. Pequenos momentos na infância dos filhos onde Brad Pitt ensina uma ou duas coisas. Uma lembrança feliz, uma emocionante.

CONS

- A não-convencionalidade do filme. Isso pode incomodar uns. Matter of fact, geral não gosta disso. Todos estão acostumados com narrativas rápidas e ter que pensar imediatamente durante um filme pra ver se entendeu ou não. Vão chamar The Tree of Life de pretensioso, sem sentido, sem propósito. Tenho duas coisas pra dizer pra estes: too deep for you. Hah, nah, brincadeira. Mas sério agora: é indeed uma pena que são poucos os que vão conseguir realmente apreciar esse filme. Ei, muita gente saiu do cinema no meio de 2001 antigamente porque não gostaram ou whatever. Quem sabe...


Nota 9.6

PS: Vou botar os títulos no nome original por preguiça.

Se Beber, Não Case 2 (2011)

Título Original: The Hangover Part II
Direção: Todd Phillips
Roteiro: Craig Mazin, Scot Armstrong e Todd Phillips
País: EUA

Pior do que o primeiro mesmo. Vou experimentar fazer um tipo diferente de post, dessa vez com uma lista de pros and cons. Um pouco sobre o filme antes. A moral é a mesma: um dos caras vai casar (dessa vez o Andy de The Office) e, depois da despedida de solteiro, ninguém lembra de nada e wtf happened last night. A diferença é que eles não ficaram "muito loucos" de propósito.

PROS:
- Mais destaque pro Señor Chang. Ele tá realmente muito bem. Vocês deveriam ver Community.
- Tocam duas músicas do Kanye West. Mesma coisa no primeiro filme.

CONS:
- Menos destaque pro Galifianakis, a melhor coisa da série. Porra! No primeiro filme, cada fala dele é, praticamente, uma masterpiece. Aqui reduziram o personagem dele pra uma babaca que mal acrescenta nada.
- Las Vegas > Bangkok
- Piadas de trava em Bangkok são previsíveis.


Sinto como se tivesse algo faltando nesse filme. Achei fraco.

Nota 7.3

3%


Um post diferente. Vou falar sobre 3%, um projeto brasileiro de série/curta/whatever que acabei de descobrir.

Preguiça de traduzir pra português: The series follows the struggle of a group of characters trying to get selected as part of 3% approved to go to 'That side'. The plot takes place in a world where all people, upon reaching age 20 can enroll in a selective process where 3% are accepted to transfer to a better world full of opportunities and the promise of a decent life. The selection process is cruel, filled with tension, and composed of extreme situations of stress, fear and moral dilemmas.


PARTE UM E PARTE DOIS


Assistam e, quem curtir, divulguem! Esse tipo de projeto mais underground, é lógico que não ganha apoio com facilidade pois nada garante que vai gerar lucro. O twitter de um dos criadores é @jhcrema, dê feedback e stay tuned for upcoming episodes. Tomara que tenha muito mais!

Troll Hunter (2010)

Título Original: Trolljegeren
Direção: André øvredal
Roteiro: André øvredal
País: Noruega

Filme tipo Bruxa de Blair e Cloverfield (por sinal, não vi nenhum dos dois) mas sobre caçar trolls! :3

Notícia na Noruega atualmente são os massacres de ursos. Ninguém sabe a causa exata, mas é tudo suspeito. Pegadas gigantes, silêncio do governo. Então um grupo de estudantes de jornalismo resolve investigar por conta própria. Eles encontram um tiozão que está sempre envolvido nas investigações e que constantemente recusa dar entrevistas. Os "repórteres" seguem o cara o tempo todo e, bem, acabam esgotando a paciência do senhor que resolve explicar tudo.


Não é tão bom quanto eu esperava. A melhor cena sem dúvida é lá perto do final, com o último troll. O filme é tenso, realmente parece um documentário e os efeitos especiais são decentes. Mas senti como se estivesse algo faltando.

Nota 7.4

Gatinhas e Gatões (1984)

Título Original: Sixteen Candles
Direção: John Hughes
Roteiro: John Hughes
País: EUA

Arrumando falhas culturais. John Hughes já morreu faz anos e eu ainda não vi nenhum filme dele. Bom, antes tarde do que nunca. Pretendo ver todos filmes relevantes dele e um dia Sixteen Candles (fala sério esse título brasileiro) tava passando no Telecine Cult. Vi o começo mas tive que parar. Quando tive a oportunidade, baixei e terminei.

Molly Ringwald (essa LINDA do cartaz) é uma típica moça de 15 anos. Então chega o seu sweet sixteen e, bem, as coisas não mudam muito, não. E isso a deixa muito decepcionada. É tudo típico, aliás. Ela tem uma irmã mais velha que vai casar e um irmão mais novo que só enche o saco. A família tá sempre ocupada. Ela tem uma ou duas BFFs e é apaixonada pelo jock que nunca lhe dá atenção. O filme então conta sobre essas relações que ela tem. Família, amigas, colegas, nerds que gostam dela...

É engraçado sentir "saudade" ou "nostalgia" dos anos 80 sem ter vivenciado aquela época (sou de 85 mas ). Tudo era diferente back then (bem, muita coisa) e ainda assim, eu, um cara em pleno ano 2011, consegui me identificar bastante com essa jovem de 16 de décadas atrás. Isso só prova como o John Hughes conseguiu capturar a essência daquela geração.

Viva os anos 80!

Nota 9.2

Boy A (2007)

Título Original: Boy A
Direção: John Crowley
Roteiro: Mark O'Rowe baseado em livro de Jonathan Trigell
País: UK

Mais Andrew Garfield, em um filme sobre second chances.

Andrew era uma criança que sofria bullying e um dia encontrou um amigo excluído também. Então esses dois um dia fazem uma burrice enorme e acabam sendo responsáveis pelo assassinato de uma colega de classe. Ambos são presos. O amigo de Andrew se mata. E Andrew, alguns anos depois, sai da cadeia e vai pra outra cidade com outro nome, outra vida. Sendo que aí ele tem menos de 20 anos. Então dá pra saber como o personagem dele é perturbado.

O interessante de Boy A é ver como ele se adapta em um trabalho normal e em criar uma vida decente, nunca se expondo o bastante. Também temos a relação dele com seu "pai adotivo", o responsável por Andrew pós-cadeia, um cara que, naturalmente, acredita em second chances. Tudo isso sempre tentando chamar o menos de atenção possível, vai que alguém em algum lugar o reconheça. Isso deixa o filme bem tenso.

Aprovei.

Nota 7.7

Não me Abandone Jamais (2010)

Título Original: Never Let Me Go
Direção: Mark Romanek
Roteiro: Alex Garland baseado em livro de Kazuo Ishiguro
País: UK / EUA

OK, this is a big one. Esse é um filme que quero ver há mais de 4 meses, por dois motivos, basicamente. Primeiro, o elenco. Carey Mulligan pra ser mais exato, apesar de gostar muito do Andrew Garfield e (um pouco menos) da Keira Knightley. Fiquei sabendo do filme provavelmente pelo Tumblr, vendo algumas imagens dos três. Fui me informar, vi que era baseado num livro de um japa (Kazuo Ishiguro) e comecei a pesquisar sobre a obra. Pela capa e cenas do trailer, eu já fiquei muito interessado. Percebi que era daqueles filmes/livros que eu tinha certeza que ia gostar. Então, após ler várias reviews boas e comentários positivos de um amigo meu (que me disse que o Kazuo escreve em inglês), eu resolvi comprar o livro na língua original. E, depois de muito enrolar, como sempre, eu terminei de ler. E, novamente, agora já por saber como tudo acontece, enrolei mais ainda pra ver o filme, por achar que talvez nunca estivesse preparado, hah. Mas enfim.

Never Let Me Go (recuso-me a botar em português, nenhuma tradução é fiel o suficiente) fala sobre uma menina, Kathy (Carey), e seus dois amigos Tommy (Andrew) e Ruth (Keira). Desde sempre, eles estudam no mesmo colégio, uma espécie de orfanato pois todos moravam lá. Eles não tinham nenhum contato praticamente com o mundo exterior e os professores de Hailsham (o nome do local) os tratavam como as crianças mais importantes do mundo. É tudo sempre um pouco suspeito, diferente do normal, quase todo mundo dá olhares de pena para as crianças, mas, claro, são todos tão jovens e eles não se importam. Mas então um dia uma professora relativamente nova em Hailsham resolve falar. Vou falar a cena a seguir como ela é descrita no livro, muito diferente do filme, pois ficou bem melhor assim.

Chove e vários alunos (assim como essa professora) estão em baixo de um toldo, a caminho de um campus para outro de Hailsham, basicamente. A professora está inquieta e estressada. Os alunos nem percebem o estado dela e levam conversas normais. Uma das crianças comenta que adoraria ir pra Hollywood quando crescer e virar uma atriz famosa. A professora imediatamente começa a prestar a atenção e na hora fica muito triste. Então ela liga o "foda-se" e diz. Ela fala que nenhuma das crianças de Hailsham vão virar adultos. Que quando chegar certo ponto, todas doarão orgãos vitais para o benefício de outras pessoas. Que é esse o propósito delas e de Hailsham, já está tudo programado, não existe outra opção. Claro, as crianças ficam absurdamente chocadas com as informações. Com o passar do tempo, elas também percebem que são clones. Clones feitos unicamente com esse objetivo, doação de orgãos, enquanto o seu original, está no mundo lá fora, com uma vida normal.

A infância acaba e todos viram adolescentes. Onto the next step... Todos devem se mudar de Hailsham e ir para escolas já mais direcionadas para, né, a preparação do que virá a seguir. Tommy, Kathy e Ruth conseguem ir os três para o mesmo lugar. Então ali elas ficam sabendo de um rumor interessante. Nessa época, Tommy e Ruth estão namorando, apesar de Tommy gostar mais de Kathy (e ela gostar dele), foi Ruth quem teve a iniciativa e ela quem se deu bem. Um casal experiente da segunda escola (Cottages, me acostumei com esse termo) menciona a adiamento. É basicamente o seguinte: se um casal dessas casas conseguisse provar que estivesse apaixonado um pelo outro, o pessoal os daria alguns anos para, you know, viverem e serem felizes, ao invés de começar a doar orgãos logo de cara. É a ideia romântica perfeita. Vamos ter uns anos juntos para depois dizer adeus. Infelizmente nenhum dos três protagonistas tinha ouvido falar disso mas o conceito de adiamento ficou na cabeça deles. E é basicamente em função disso que ficam em função os nossos protagonistas: esperança e a incessante busca de sentido nessa existência maldita.

Não vou comparar muitas cenas entre os dois, em algumas, como sempre, o filme foi muito pior (a cena que citei da professora desabafando, no livro também tem uma cena da Madame interrompendo uma dança com a almofada de Kathy escutando o toca-fita) mas em outras ganhou meu respeito (a segunda ou terceira doação de Ruth, o grito do Tommy perto do final). E o final. Tava tudo indo tão bem, mas mudaram as palavras. A moral do final do livro vocês podem ler no final desse post e ela é, apesar dos pesares, algo como "life goes on" e o filme tem uma vibe mais Blade Runner. "But then again, who does?"


Nota 8.6


BTW, essa capa é a do livro, mais bonita do que qualquer pôster do filme.



"I was thinking about the rubbish, the flapping plastic in the branches, the shore-line of odd stuff caught along the fencing, and I half-closed my eyes and imagined this was the spot where everything I'd ever lost since my childhood had washed up, and I was now standing here in front of it, and if I waited long enough, a tiny figure would appear on the horizon across the field, and gradually get larger until I'd see it was Tommy, and he'd wave, maybe even call. The fantasy never got beyond that --I didn't let it-- and though the tears rolled down my face, I wasn't sobbing or out of control. I just waited a bit, then turned back to the car, to drive off to wherever it was I was supposed to be."

O Vencedor (2010)

Título Original: The Fighter
Direção: David O. Russell
Roteiro: Scott Silver, Paul Damasy e Eric Johnson, baseado em fatos reais
País: EUA

Fucking epic!

Baseado em fatos reais, O Vencedor conta a história dos irmãos Ward, dois famosos boxeadores dos anos 80. Os dois são de uma pequena cidade que está cada vez mais sendo engolida pelo crack e Christian Bale, o irmão mais velho, e outrora um ótimo boxeador, é um desses viciados. Mas Mark Wahlberg, seu caçula, está no caminho oposto e procura se tornar um profissional melhor ainda nesse esporte. E logo conhece Amy Adams (aquela LINDA) e percebemos como funciona sua relação com a família Ward. Sua mãe tem filhos de vários homens (quase todas mulheres) e todos vivem juntos. E, ao invés de deixarem Mark aproveitar chances de treinar com profissionais interessados na carreira em potencial do guri, eles decidem que ficar com a família é melhor, afinal, eles tem experiência em, you know, arranjar lutas, treinar (que ele faz com Bale) e tudo mais. Basicamente tudo que ele sabe, no começo do filme, ele aprendeu com o irmão. Então ele resolve cortar os laços um dia e treinar em outra academia e se vai morar com Amy. O que, claro, cria um sentimento de traição entre os familiares.

Quando isso acontece, ele começa a ser dar melhor, mas, claro, sem nunca esquecer os ensinamentos de seu irmão. E, né, no fim do dia, todos querem somente que o cara vença a luta, no matter what. E é isso que deixa O Vencedor tão emocionante. A luta final quase me fez chorar!

Quando o filme acaba, os irmãos Ward de verdade aparecem e notamos que, de fato, o Bale tá igual ao cara, ficou sensacional. No wonder ele ganhou Oscar e tudo mais, ele é muito foda.

Nota 9.4

Besouro Verde (2011)

Título Original: The Green Hornet
Direção: Michel Gondry
Roteiro: Seth Rogen e Evan Goldberg baseado em obra de George W. Trendle
País: EUA

Divertido!

Seguinte: Seth Rogen é um filho de papai que só pensa em festa. O pai dele é o dono de um jornal famoso pela sua integridade profissional, o que fez da família Reid milionários. Um dia, porém, o pai morre e Seth não sabe o que fazer da vida. Ele então vira amigo do ajudante de seu pai, um japinha chamado Kato. Kato, por sua vez, é o cara mais foda do mundo. Mestre da engenharia, ele é daqueles que sabe fazer tudo. Então, um dia, revoltados com as injustiças desse mundo cruel, eles resolvem combater o crime. Ao lidar com problemas morais, though, eles decidem não agir como mocinhos normais. Eles resolvem atuar como vilões (como diz no cartaz), assim os outros bad guys (Christopher Waltz) não sabem que eles são na verdade caras normais e morais. O resultado é bem agradável.

Geral não gostou do Besouro Verde, dizem que é o primeiro grande filme ruim do ano. Eu discordo, a ação + comédia dele funciona bem. Eu tava com vontade de vê-lo faz tempo, né, I mean, Seth Rogen como super-herói? Also, claro, Michel Gondry.

Nota 7.7

Amor & Outras Drogas (2010)

Título Original: Love & Other Drugs
Direção: Edward Zwick
Roteiro: Charles Randolph, Edward Zwick e Marshall Herskovitz
País: EUA

Eu esperava uma comédia romântica bunda mole (na verdade, só ia ver por causa do casal aí de cima) mas fui surpreendido no melhor sentido possível.

O filme se passa há alguns anos atrás, quando lançaram o Viagra. Jake é um liferuler normal, só pensa em curtir a vida e em mulheres. Eis que um dia ele é despedido (trabalhava como vendedor numa loja de eletrônicos) e, ao buscar um emprego novo, se depara com a possibilidade de virar um daqueles vendedor de remédios milagrosos ambulantes. Por mais seja uma profissão babaca, ele resolve tentar e mergulha de cabeça nisso. O problema, ele logo descobre, é que os médicos descolados já tem vendedores de remédios assim e Jake tem que se esforçar muito pra fazer o cara trocar de produto. Assim, ele cria inimigos e muita gente pra puxar saco. Então, meio como assistente de un médico (Hank Azaria), ele participa de uma consulta com uma paciente normal, ninguém menos que a moça do cartaz, Anne Hathaway.

Jake fica encantado com a moça, e isso faz com que ele a busque fora do horário de trabalho. Mas, claro, como ele percebeu, ela toma vários remédios e ele poderia se aproveitar aí também. Afinal, ela tem Parkinsons. Bom, eles saem num encontro mas ela menciona que não quer nada sério. Ele diz OK. E o relacionamento deles começa, baseado numa única coisa: sexo. Mas, né, as coisas evoluem e a relação deles acaba sendo a única boa na vida dos dois. Então surge o Viagra e Jake vira o "garoto propaganda" dele. Eles ganham muito dinheiro e começam a pesquisar sobre Parkinsons and all.


O que eu gostei mais de Amor & Outras Drogas é que, junto com elementos de comédia romântica (cenas engraçadas), pela doença (e personalidade excêntrica, na verdade) da Anne, o filme vira muito mais. Tem uma citação em particular que eu achei muito bonita, que surge durante uma discussão sobre, you know, defeitos, nada nunca vai dar certo e tal. Ele fala algo como: Imagine que exista um casal como a gente, mas sem esse tipo de problema. Os maiores problemas deles são preocupações como contas, onde jantar no fim de semana, como interagir com o chefe. Eu não quero ser essas pessoas. Eu quero isso. Eu quero nós.

Also, os dois aparecem pelados o tempo todo, então, né, taí outro motivo pra ver.

Nota 7.9

Além da Vida (2010)

Título Original: Hereafter
Direção: Clint Eastwood
Roteiro: Peter Morgan
País: EUA

Drama sobre "o que acontece depois que a gente morre?" de Clint Eastwood.

Além da Vida fala sobre três pessoas. O americano Matt Damon, que no filme faz um médium, daqueles que tem super-poderes de verdade, e que ganhava dinheiro com isso mas cansou. Um garoto pequeno e londrino que tem seu gêmeo morto num acidente de carro. E uma jornalista francesa que tem uma experiência de quase-morte nas férias. O filme acompanha bem o que acontece com os três até que eles todos se ligam em uma Feira do Livro de Londres, quando todos estão lá com objetivos diferentes.

Eu gostei da forma como Além da Vida trata sobre esse assunto. É tudo bem direto. Also, a Bryce Dallas Howard tá linda. E tem uma cena manly tears perto do final, mas nada que deixe o filme muito melhor.

Nota 6.5

Tetro (2009)

Título Original: Tetro
Direção: Francis Ford Coppola
Roteiro: Francis Ford Coppola e Mauricio Kartun
País: EUA / Argentina / Espanha / Itália

Esse sim!

Pra quem não conhece, Vincent Gallo é um músico, ator, diretor, blá blá, descolado e controverso. Eu não tinha opinião formada sobre ele até ver esse filme.

Tetro (apelido de Angelo Tetrocini) é filho de Tetrocini pai, um artista muito famoso. Revoltado com a forma que sua família (seu pai, pra ser mais exato) lida com certas situações, o filho resolve fugir de casa pra sempre e ir morar na Argentina. Muitos anos depois, Bonnie, caçula de Tetro, resolve seguir os mesmos passos e vem aqui pra América do Sul encher o saco do irmão. A moral é que Tetro era um aspirante a escritor que poderia dar muito sucesso, mas ele desistiu. Então Bonnie acha rastros de sua obra e começa a entender melhor seu irmão, pai and all that jazz.

Engraçado que eu me mantive do lado de Tetro durante o filme inteiro, quase sempre concordei com ele. O filme tem um mindfuck no final, que poderia tê-lo estragado, mas ficou bom. Also, preto e branco, a trilha sonora é ótima, Argentina, Coppola... Não precisa de mais muita coisa.

Nota 9.3

O Bom Coração (2009)

Título Original: The Good Heart
Direção: Dagur Kári

Roteiro: Dagur Kári
País: EUA / Islândia / Dinamarca / França / Alemanha



Paul Dano é um mendigo de, heh, bom coração, enquanto Brian Cox, como dá pra ver pelo cartaz, é o velho ranzinza. Dano tenta se matar no começo no filme e Brian tem um problema no coração, e assim eles se conhecem. Brian acha um absurdo o estilo de vida de Dano e resolve "adotá-lo" como "aprendiz" e assim o leva para sua casa / bar. Então várias lições de moral ensue, como boa educação, como tratar clientes e mulheres, qual é o sentido da vida e tudo mais. Mas Brian não é bem o melhor exemplo pra isso, vide pérolas como "não estamos aqui para salvar as pessoas, e sim destruí-las." O personagem dele pode ser visto como um Woody Allen ou Larry David mas (forçadamente) mais extremo.

Brian faz um personagem legal, though, daqueles que discute com as pessoas pelo bem de discutir, mesmo que não concorde com o que quis. Tem uma cena que ele defende o vegetarianismo (algo que um personagem como ele claramente seria contra) só pra irritar e instigar um debate.

Um filme divertido e bonito.

Nota 7.3

Cisne Negro (2010)

Título Original: Black Swan
Direção: Darren Aronofsky
Roteiro: Mark Heyman e John J. McLaughlin baseado em estória de Andres Heinz
País: EUA

O que faz a arte se não inspirar? Ela nos leva a outros mundos, a lugares impossíveis de ficção. Por ser falso, de mentira, merece ser desmerecido? Pelo contrário. Algo que cumpre tão bem um de seus propósitos é digno somente de muito apreço e admiração. Como seriam as coisas sem a arte? Como seriam certas pessoas se não pudessem se expressar artisticamente da forma que fizeram, onde, nas suas obras, são completas e perfeitas? História seria feita? O que já foi feito em nome da arte? Para ter uma pintura mais ideal ou um livro mais verdadeiro. Vejo como me sinto em relação a esse filme e acredito, não, tenho certeza que faço parte de uma minoria que compreende e compartilha esses sentimentos. Essa admiração que nos deixa hipnotizados. Não somente em relação a Cisne Negro, claro, mas e sim a toda arte em geral. E esse filme trata disso: arte.

Black Swan é sobre o Lago dos Cisnes, um balé composto por Tchaikovsky. A história é a seguinte: era uma vez uma princesa mas a bruxa malvada a transforma num cisne. Para voltar a ser humana, ela precisa encontrar amor verdadeiro. Ela encontra, mas sua irmã, a cisne negra, seduz o cara e o nosso cisne branco se mata no final. Agora sobre o filme: Natalie Portman é uma bailarina jovem (pelos 20, ou menos), bonita, elegante e perfeccionista. Filha única, a coitada é muito mimada e vive sob a influência de sua mãe, ex-bailarina que parou a carreira por causa da gravidez. Então Vincent Cassel quer fazer uma releitura do Lago dos Cisnes, mas mais visceral e cru. Portman é perfeita para o cisne branco, mas e o negro? Ela deveria conseguir interpretar ambos perfeitamente. Aí que entra Mila Kunis, bailarina nova do pedaço, que manja das coisas. E então Kunis e Cassel começam a "ajudar" Portman a, bom, entrar em contato com seu lado negro, digamos. E Cisne Negro trata dessa self-jouney da Portman.


Overall, perfeito (só não dou nota 10 porque né). Melhor Aronofsky desde Requiem for a Dream. O cara manja muito de suspense, a história ficou belíssima, atuações sensacionais, trilha impecável... Aprovado ao extremo.

Nota 9.8

O Concerto (2009)

Título Original: Le Concert
Direção: Radu Mihaileanu
Roteiro: Radu Mihaileanu baseado em estória de Héctor Cabello Reyes e Thierry Degrandi
País: França / Itália / Rússia / Bélgica / Romênia

Bonito e divertido.

A primeira cena do filme fala bastante sobre o mesmo. Ensaio de uma orquestra. O maestro lida tudo perfeitamente. Até que um celular começa a tocar e percebemos que o maestro na verdade é um faxineiro que atrapalha o ensaio. Alexei era um regente de orquestra e tinha a música clássica como sua maior paixão. Infelizmente, a cultura do seu país teve problemas com o Comunismo e ele foi expulso do seu trabalho. Ele, assim como todos os seus amigos da orquestra, ficaram desempregados e tiveram que se virar pela vida. 30 anos depois, surge uma oportunidade deles tocarem novamente. Em Paris.

O engraçado é que a orquestra toda é composta por um bando de velho que só pensa em beber e ganhar uns dinheiros por aí, lol. Mas, né, todos apaixonado pela boa música de Tchaikovsky. O Concerto tem umas piadas hilárias e a devoção dos personagens é realmente tocante. "Palavras traem. Somente a música é pura e verdadeira." Reflita. Also, o filme tem aquela linda da Mélanie Laurent, de Bastardos Inglórios.

Vale a pena.

Nota 8.4

Tron: O Legado (2010)

Título Original: Tron: Legacy
Direção: Joseph Kosinski
Roteiro: Edward Kitsis e Adam Horowitz
País: EUA

Em resumo, um Tron antigo pior mas bonito.

A primeira coisa que você provavelmente vai perceber ao ver esse filme (isso se já viu o anterior) é: espera, Tron Legacy não era um remake? Pois então, não é! Eu não fazia ideia. É uma continuação! Nesse filme temos a história do filho de Jeff Bridges. Ele entra pra Grid e aí começa a função.

Tron: O Legado parece que depende demais do visual. Logo que o protagonista entra na Grid é tudo, WOW, AWESOME. E o filme também tem várias referências ao filme antigo. Also, Daft Punk e Michael Sheen. E, óbvio, Olivia Wilde num personagem bonitinho.


Existem rumores dizendo que vai sair, sim, ainda outra continuação. Completamente desnecessário? Sim. Mas foda-se, se tiver Olivia Wilde de novo, eu vejo no cinema com o maior prazer.

Nota 7.4

Morte no Funeral (2007)

Título Original: Death at the Funeral
Direção: Frank Oz

Roteiro: Dean Craig

País: UK / USA / Alemanha / Holanda


Você sabe quando uma comédia sobre funeral vai ser boa quando a primeira cena é a chegada da funerária no local com o caixão errado.

Bom, não existe muita história para ser contada sobre Morte no Funeral. O pai da família morre. Filhos e mulher vão pro velório. Gente que não se encontrava faz tempo. Estranhos peculiares amigos do pai. Uma pequena coisa dá errado com alguns presentes. Outra com outros. E começa a bola de neve.

Li uma crítica falando mal do filme e dizia que "não consegue entender esse humor britânico de vergonha alheia." Na minha opinião, Morte no Funeral não tem tanto disso, não. É um filme que, assim, de cabeça, procurando comparações, lembra um pouco de Queime Depois de Ler, pois muita coisa inesperada acontece e pessoas ficam irritadas e estressadas. Mas isso é muito engraçado!

Vejam!

Nota 8.9

A Rede Social (2010)

Título Original: The Social Network
Direção: David Fincher
Roteiro: Aaron Sorkin baseado em livro de Ben Mezrich
País: EUA

Você tem Facebook? Por quê? Você sabia que no começo do Facebook, assim como no orkut, só entrava com convite? Você sabia que o Facebook surgiu em Harvard e só podia se cadastrar quem tinha e-mails terminados em @harvard.edu? Você sabia que Eduardo Saverin, um brasileiro de 25 anos, é dono de 5% do site (o que faz dele um bilionário)? Você sabia que Shawn Fanning, o criador do Napster, teve uma profunda participação no crescimento do Facebook? Pois nesse filme, David Fincher, com o mesmo ritmo frenético de Clube da Luta, nos mostra tudo isso.

Tenho certeza que você conhece o conceito de clube social secreto. Pois é, isso existe, não é futilidade (bem, kinda) de adolescente mimado em seriado sobre aparências. Aqueles clubes que (obviamente) você precisa ser convidado e então tem o período de tempo em que você fica sob observação e deve fazer como mandam. Eles existem fora da ficção e tem uma simples palavra que faz as pessoas quererem entrar: contatos. A Rede Social é, em parte, sobre isso.

Vamos para um dia qualquer de 2000 e pouco. Mark Zuckerberg está bêbado e acabou de perder a namorada. Nos campus de Harvard. Ele é um nerd daqueles self-proclaimed genius e lembra os personagens de The Big Bang Theory, mas né, sem ser tão idiota. Não foi por isso que ela terminou com ele. Ele volta para o seu quarto, dividido com mais uns três colegas, todos programadores, e vai pra internet. Cansado, ele resolve criar um site ali, rapidinho. Duas fotos de mulheres, clique na que você acha mais bonita. The thing is: todos os sites dos campus de Harvard (e faculdades ao redor) tem fotos dos estudantes. E, bem, Mark, com suas l33t skills, consegue quase todas as fotos de alunas rapidamente e monta o site. O atrativo não era escolher entre duas mulheres, e sim entre duas que você conhece. Ele manda o link pra todo mundo da faculdade (todos habitantes dos dormitórios estudantis de Harvard) e, poucas horas depois, o servidor da faculdade cai, tamanho o movimento da banda.

Claro, o site é desativado mas people talk. Pessoas do topo da cadeia social entram em contato com Mark, pois, bem, talvez seja ele que pode ajudá-los naquele projeto. Mark logo aceita, afinal vê aquilo como uma oportunidade para crescimento pessoal e profissional mas percebe as limitações dessa ideia deles. Então ele resolve fazer melhor. O Facebook no início era uma espécie de cardápio de pessoas. Tinha informações básicas (e absolutamente necessárias para college people, como relationship status) e, de lá, dava pra, bem, fazer um breve julgamento sobre a pessoa e ver se o seu interesse aumentava ou não. Todas essas informações era o próprio dono do perfil que botava, afinal o Facebook era extremamente exclusivo e elitista. Então todo mundo tinha orgulho de ter um perfil. Resumindo... Era tipo um orkut sem comunidades e sem scrapbook. Na verdade, nem fala se tinha sistema de amigos, mas, a-há, assim como dá no Facebook atual, dava pra ver quais eram os estudantes de tal faculdade. Claro, não demorou muito pra perceberem que isso dava dinheiro. Mark não queria ficar rico, tudo que ele queria é reconhecimento. Mas sabe como os seres humanos são. E é a partir daí que começa a dar merda.


A Rede Social alterna entre dois tempos. Primeiro, os flashbacks. Tudo como aconteceu, em ordem. E, ao mesmo tempo, mostra Mark contra os diversos processos legais que ele aturou com o passar do tempo. E é tudo muito, muito bem feito.

Bom, resumindo: um excelente filme sobre nerds, milhões, internet e faculdade.

Nota 9.4


GG talk: Sobre o Globo de Ouro... O filme levou melhor filme, diretor, roteiro e trilha sonora. Tudo merecido. Pena que os guris (Jesse e Andrew) não levaram nada.