Paris, Eu te Amo (2006)

Título Original: Paris, Je t'aime
Direção: er, 16 pessoas
Roteiro: 16 estórias diferentes
País: França

Paris, Eu te Amo é uma coletânea de 16 curtas de romance feitos por diretores famosos em homenagem a cidade do amor, Paris.

É muita gente envolvida. Tom Tykwer, Natalie Portman, Elijah Wood, Irmãos Coen, Steve Buscemi, Walter Salles, Gus van Sant e mais vários diretores e atores estrangeiros que ninguém conhece. Eu poderia comentar curta por curta aqui, mas eh, não vale muito a pena. A maioria deles é isto: bom. Uns são fracos, outros ótimos.

Confesso que o último, sobre uma turista americana que passeia por Paris sozinha, quase me fez chorar. Felizmente, em Paris eu te amo, os bons fazem valer pelos mazomenos.

Nota 8.1

The Invention of Lying (2009)

Título Original: The Invention of Lying
Direção: Ricky Gervais e Matthew Robinson
Roteiro: Ricky Gervais e Matthew Robinson
País: USA


Por onde começar?

Ricky Gervais é o criador do seriado The Office. A versão original e britânica. E ele escreveu 106 episódios da americana. Então, é, ele é um gênio da comédia. Ele também fez outro pequeno seriado da HBO chamado Extras que é muito engraçado. Um dia eu vi um stand-up dele e fazia tempo que eu não ria tanto. Acho que The Invention of Lying foi o meu primeiro filme e eu estava ansioso faz um bom tempo. Não fiquei decepcionado. Mais ou menos.

O título do filme descreve a história. Imagine um mundo onde não existe mentira, pelo simples fato de que, bem, ninguém consegue dizer outra coisa se não a verdade. E imagine que, se um dia você conseguir mentir, todas as pessoas aceitariam isso como se fosse realidade absoluta. Ricky Gervais é o lucky bastard com quem isso acontece. Ele vai no banco tirar todo o seu dinheiro. A atendente diz que o total é 300 mas ele pede 800. Ela estranha e ele fica quieto. Ela pede desculpas pelo erro na máquina e dá 800 pra ele.


The Invention of Lying tem piadas geniais, mas é clichezinho. Vejam. Mas se é fã do Gervais, por favor, veja o stand-up Out of England.

Nota 8.2

Onde Vivem os Monstros (2009)

Título Original: Where The Wild Things Are
Direção: Spike Jonze
Roteiro: Spike Jonze e Dave Eggers baseado em livro de Maurice Sendak
País: EUA

Putz, que filme bom! Precisava ver um filme assim.

Max é um garotinho normal. Ele tem uma mãe solteira e uma irmã mais velha. Ou seja, ele é bastante ignorado. Ele brinca com o cachorro e com seus amigos imaginários. Mas então um dia ele briga com a mãe e ele foge de casa. Ele parte de barco e para numa ilha onde encontra vários monstros. E então começa a se relacionar com eles.

Sabe aquelas sensações boas (e as ruins também) que Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças passa? Onde Vivem os Monstros tem isso. Nesse filme, tem muito daquela cena onde a Kate Winslet fala sobre como é solitário ser criança. E aí o Max encontra e fica amigo dos monstros e tudo fica bem e você fica feliz, como quando o Jim Carrey fica criança e pula na chuva. Mas aí Max percebe que os monstros também têm seus problemas.

Uma das coisas que achei mais legal nesse filme é que, porra, Carol, o monstro mais amigo de Max, é dublado pelo James Gandolfini, cara! Pra quem não conhece, ele é Tony fucking Soprano. Já imaginou ele fazer a voz de um bicho grande, peludo e divertido? Ficou demais. Eu gostei muito do começo de Onde Vivem os Monstros também. As cenas iniciais são geniais. O Max com o cachorro e ele no iglu.


Nota 9.2

Novo no Pedaço (2002)

Título Original: The New Guy
Direção: Ed Decter
Roteiro: David Kendall
País: EUA

Se você entra no imdb desse filme, logo nota o motivo dele estar aqui. Zooey Deschanel. Eu também gosto do ator princinpal, DJ Qualls, mas enfim.

Sabe aqueles filmes sobre ser badass? Novo no Pedaço é um deles. DJ Qualls é um loser (sério? I mean, olha pra cara dele) não aguenta mais bullying e resolve radicalizar. Ele decide ser expulso, ir para outro colégio e então criar uma personalidade nova. Tudo isso sob a influência de Eddie Griffin. Naturalmente, começa a dar certo, até que ele ignora seus amigos de verdade e toda aquela velha história.

Novo no Pedaço é muito idiota. Mas isso não é ruim! A Zooey não se destaca, aliás, argh, não gosto desse início de carreira dela. Loira de cabelo curto? No way. Zooey ideal = Summer, morena de cabelo comprido. Uma das coisas legais desse filme são as milhares de participações bizarras e inesperadas. Tony Hawk, Tommy Lee, Gene Simmons, Vanilla Ice e a lista continua.. Outro destaque do filme é Eliza Dushku. Eu não gosto dela como atriz, mas, damn, she sure is hot. Anyway..

Nota 7.5

Avatar (2009)

Título Original: Avatar
Direção: James Cameron
Roteiro: James Cameron
País: EUA

Lembro quando falaram que o novo mega-projeto do diretor de Titanic. E também lembro quando o M. Night Shyamalan falou que ia fazer um filme sobre Avatar, o desenho. Sim, os dois me deixaram "wut?" mas agora finalmente a confusão acabou, lol. Not sure if want o outro Avatar. The Last Airbender, digo. Enfim..

O que falar sobre Avatar de James Cameron? Você provavelmente já sabe que o filme custou, reza a lenda, meio bilhão de dólares. E também que o diretor teve que esperar a tecnologia avançar até chegar ao ponto em que ela pudesse ajudá-lo da forma desejada. Ele inclusive ajudou no desenvolvimento disso. Pelo pouco que ouvi falar dessa parte, é algo assim: sabe quando se faz uma animação / filme, os atores ficam com aquelas roupas estranhas cheia de sensores desconfortáveis? E aí depois de umas cenas, eles tinham que esperar o pessoal técnico transformar aquela tosquice na animação? Em Avatar, graças a essa tal nova tecnologia, que inclusive já foi vendida pra FOX, eu acho, durante as filmagens, os caras gravavam e logo depois do corte eles já podiam ver como ficaria a versão final. Se ficasse ruim, era só fazer de novo ali mesmo, sem muito tempo perdido.

Enquanto Avatar consegue ser uma revolução tecnológica, a história é básica e comum. Futuro, guerra entre raças. O irmão gêmeo de Jake Sully morre em combate e ele então é enviado para Pandora com objetivo de substituí-lo. O propósito disso? Ele se infiltrar entre os inimigos (a raça Na'vi) para melhor entendê-los e descobrir seus pontos fracos, naturalmente. Acontece que os ETs moram bem em cima de um depósito enorme de *matéria valiosa* e, bem, humanos querem poder e riqueza então eles precisam desse troço. Mas aí Jake se apaixona pela cultura Na'vi e não sabe mais quer ajudar.


Confesso que sabia que a animação de Avatar seria foda, mas, putz, me surpreendi. É tudo muito real, bonito e bem feito. O filme faz jus ao hype. Vejam! Vi em cinema normal, mas pretendo logo ver 3D. E minha cabeça vai explodir de novo.

Nota 9.1

A Vida Marinha com Steve Zissou (2004)

Título Original: The Life Aquatic of Steve Zissou
Direção: Wes Anderson
Roteiro: Wes Anderson e Noah Baumbach
País: EUA


Eis um filme que aluguei um dia e aí no meio o dvd travou e nunca mais vi. Tava na hora de terminar / ver de novo.

Steve Zissou (Bill fucking Murray) é um oceanógrafo que, durante as filmagens de um documentário, perde um grande amigo, atacado por um tubarão raro. Ele então consegue dinheiro para voltar ao mar em busca de vingança. Junto dele, sua esposa (Anjelica Huston), um piloto que talvez seja seu filho (Owen Wilson) e uma jornalista (Cate Blanchett ♥). Além de sua tripulação de costume, que inclui Seu Jorge tocando David Bowie e Williem Dafoe.


A Vida Marinha com Steve Zissou é fantástico. Toca Sigur Rós, cara. É de chorar. Ainda assim, acho que nem tá no meu top 3 melhores Wes Anderson. Injusto, eu sei. Preciso rever The Darjeeling Limited asap.

Nota 9.4

Três é Demais (1998)

Título Original: Rushmore
Direção: Wes Anderson
Roteiro: Wes Anderson e Owen Wilson
País: EUA


Começa a dobradinha Wes Anderson. Que cartaz bem feio. E vai se foder com essa tradução.

Wes Anderson é mestre. Ele é um dos cineastas atuais que melhor sabe criar personagens únicos, interessantes e realistas. E, pô, eu preciso rever Os Excêntricos Tenenbaums, pois Rushmore ficou muito perto de não ser o meu Wes Anderson favorito. Depois de ver The Darjeeling Limited e esse agora, na minha opinião, é difícil ver um filme do Anderson sem o Jason Schwartzman. Ele é perfeito para os papéis! Afinal, porra, o Anderson descobriu o Schwartzman. Foi o primeiro filme dele! Outro ator indispensável é Bill fucking Murray. E como Rushmore é um dos primeiros Wes Anderson, e ainda conta com esses dois atores, é um filme muito bom.

Enfim.. Rushmore é o nome de uma escola e Max Fischer (Jason) a adora. Sabe aqueles caras que não querem se formar e enrolam o máximo possível? Max é assim. Só que ele tem 15 anos. Ele faz milhões de atividades complementares e isso o deixa sempre com péssimas notas. Mas ele não se importa. Ele então conhece uma professora nova e se apaixona por ela. Porém, o pai de um dos alunos, Bill fucking Murray, também começa a gostar bastante da mulher. E com esse triângulo amoroso bizarro o filme começa.

Grande parte de Rushmore fica focado nessa disputa entre os dois. Isso é bem engraçado. Aliás, Wes Anderson é um dos gênios por trás da expressão dramédia, na minha sincera opinião. A maioria das cenas de comédia são estranhas e quase passam por "mas isso não era pra ser engraçado." Mas justamente por isso que é. Os personagens simplesmente se desenvolvem, sem se preocupar com falar frases de efeito ou de usar humor inteligente. E, como o termo dramédia diz, é muito comum se emocionar com os filmes dele. Em Os Excêntricos Tenenbaums, nem preciso citar cenas, são tantas, lindas e tristes. Com Rushmore é o mesmo.

E, meu, que final sensacional.

Nota 9.6

The Marc Pease Experience (2009)

Título Original: The Marc Pease Experience
Direção: Todd Louiso
Roteiro: Jacob Kosfoff e Todd Louiso
País: EUA


Bora começar uma pequena maratonia Jason Schwartzman + Wes Anderson. To praticamente brincando de 6 degrees aqui. Aliás, esse seria um ótimo critério sobre decidir quais filmes ver, hah. Enfim..

Marc Pease é um estudante que vai participar de uma peça colegial do Mágico de Oz. Ele faz um dos solos, mas na sua vez, ele fica nervoso, desiste e vai embora no meio da peça. Oito (acho) anos depois, ele continua a mesma pessoa, com os mesmos medos e sonhos. Marc ainda tem o mesmo grupo de acapella (mesmo com metade dos membros já fora) e trabalha com isso.


Meh.. Pelo que eu li por aí, a crítica foi tensa com esse filme. Vi inclusive termos como "pior filme que já vi." Eu não tava esperando uma comédia genial e não foi isso que ganhei. The Marc Pease Experience é divertido. Recomendo pra quem gosta do Jason Schwartzman (motivo que me fez ver o filme, naturalmente) e comédias com bastante música, mesmo sem ser musical.


Nota 7

INDICADOS AO GLOBO DE OURO 2010 (parte 2)

Então..


MELHOR DIRETOR

Kathryn Bigelow, THE HURT LOCKER: Preciso ver.

James Cameron, AVATAR: Hmmm.

Clint Eastwood, INVICTUS: Woa! Não sabia que esse filme era dele. Tenso.

Jason Reitman, UP IN THE AIR: ♥

Quentin Tarantino, INGLORIOUS BASTERDS: I wonder se terá chance, os outros candidatos são fodas.


MELHOR ROTEIRO

Neill Blomkamp e Terri Tatchell, DISTRICT 9: Forte candidato. Roteiro foda.

Mark Boal, THE HURT LOCKER: Yet another nomination..

Quentin Tarantino, INGLORIOUS BASTERDS: Roteiro foda. [2]

Nancy Meyers, IT'S COMPLICATED: Eu ri.

Jason Reitman e Sheldon Turner, UP IN THE AIR. Possível forte candidato. Outra categoria tensa.


MELHOR ANIMAÇÃO

CLOUDY WITH A CHANCE OF MEATBALLS: Ainda não vi, mas improvável que ganhe.

CORALINE: Neil Gaiman. O filme é épico. Pena ter um Pixar concorrendo..

FANTASTIC MR. FOX: Gaaah, uma animação do Wes Anderson. Eu preciso muito ver isso.

THE PRINCESS AND THE FROG: Disney. Eh.

UP: O favorito. Meh.


MELHOR SÉRIE - DRAMA

BIG LOVE: Seriado subestimado da HBO. Preciso ver.

DEXTER: *boceja*

HOUSE: Meu favorito da lista, mas não vai e nem deve ganhar.

MAD MEN: Vamos ganhar melhor drama pela terceira vez seguida? Aposto todas minhas fichas aqui. É assim que se faz seriado.

TRUE BLOOD: Não vai e nem deve ganhar. [2]


MELHOR SÉRIE - COMÉDIA OU MUSICAL

ENTOURAGE: Seriado subestimado da HBO. Preciso ver. [2]

GLEE: Forte candidato novato. Espero que não ganhe, é chatinho.

THE OFFICE: Meu favorito da lista, mas não vai e nem deve ganhar. [2]

MODERN FAMILY: Outro forte novato. É muito bom, mas não chega perto de The Office ou 30 Rock.

30 ROCK: Vamos ganhar melhor comédia pelo quarto ano consecutivo? Vou torcer, mas novatos são tensos. Uma das categorias onde mais tenho dúvida sobre quem leva.


MELHOR ATOR EM SÉRIE - COMÉDIA

Alec Baldwin, 30 ROCK: Ganhou duas das três vezes (2009 e 2007) que já foi nomeado nessa categoria. I wonder..

Steve Carell, THE OFFICE: Ganhou em 2006. Improvável.

David Duchovny, CALIFORNICATION: Ganhou em 2008. Meh.

Thomas Jane, HUNG: Novato da HBO. Atuaçã mediana, seriado fraco.

Matthew Morrison, GLEE: Novato da FOX. Meio provável. E meio que vou torcer pra ele, é o meu personagem favorito (mentira, vou torcer pro BaldWIN).


MELHOR ATRIZ EM SÉRIE - COMÉDIA

Toni Collette, UNITED STATES OF TARA: Meh.

Courteney Cox, COUGAR TOWN: Seriado novo da Monica de Friends, depois do fracasso de Dirt. Meh. [2]

Edie Falco, NURSE JACKIE: Olha, um seriado que nunca ouvi falar.

Tina Fey, 30 ROCK: Vamos ganhar pela terceira vez consecutiva? ♥

Lea Michele, GLEE: Novata da FOX. Eehh, boas chances de ganhar. Tenso.


MELHOR ATOR EM SÉRIE - DRAMA

Simon Baker, THE MENTALIST: The Mentalist = poor man's House.

Michael C. Hall, DEXTER: Não.

Jon Hamm, MAD MEN: Já ganhou, já ganhou! Aposto tudo nele, sua atuação nessa última temporada foi foda. Em 2008, ele faturou esse prêmio.

Hugh Laurie, HOUSE: Ganhou em 2006 e 2007. Improvável.

Bill Paxton, BIG LOVE: Nunca ganhou e não será agora.


MELHOR ATRIZ EM SÉRIE - DRAMA

Glenn Close, DAMAGES: Seriado e atriz épicos. Ganhou em 2008.

January Jones, MAD MEN: Pra quem vou torcer. ♥

Julianna Marguiles, THE GOOD WIFE: Novata. Not sure.

Anna Paquin, TRUE BLOOD: Espero que não ganhe. Nem merece.

Kyra Sedgwick, THE CLOSER: Eh. Ganhou em 2007.


MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE

Michael Emerson, LOST: Forte candidato?

Neil Patrick Harris, HOW I MET YOUR MOTHER: Pra quem vou torcer. Mas duvido que ganhe.

William Hurt, DAMAGES: Personagem e atuações FODAS. O favorito?

John Lithgow, DEXTER: GTFO.

Jeremy Piven, ENTOURAGE: Dunno.


MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE

Jane Adams, HUNG: Atuação boa. Meio que torço por ela.

Rose Byrne, DAMAGES: Se beleza desse GGs, ela teria vários. Atuação decente.

Jane Lynch, GLEE: Novata. Ela é engraçada.

Janet McTeer, INTO THE STORM: Eh.

Chloë Sevigny, BIG LOVE: I wonder.


Omiti umas categorias, mas são coisas que não me interessam. E é isso. Que a minha maratona comece!

INDICADOS AO GLOBO DE OURO 2010 (parte 1)

Yay! Hoje saiu a lista de indicados ao Globo de Ouro (usarei mais o termo Golden Globes ou GG mesmo) 2010. O evento acontece dia 17 de Janeiro. Cacete, falta pouco!

Pra quem não sabe, eu vejo os indicados ao GG já faz uns 2 anos e comento os filmes aqui, antes da cerimônia. Assim, analiso quais têm mais chances, que injustiças foram cometidas e essas coisas. Por que o GG? Pois o considero mil vezes superior ao Oscar ou qualquer outra premiação americana. Oscar só promove os clássicos (diretores famosos) ou super-produções, enquanto GG parece realmente se importar se, lol, o filme é bom ou não.

Enfim, segue a lista com comentários. Também falarei sobre algumas categorias de seriados, visto que sou um grande fã de vários indicados.


MELHOR FILME - DRAMA

AVATAR: Eh, possivelmente uma das maiores super-produções do ano. Não preciso nem falar que estou louco pra ver, mas.. Não acho muito GG material. Vai ter que surpreender muito pra eu considerá-lo como melhor filme, tendo em vistas esses outros indicados a seguir.

THE HURT LOCKER: Um filme que eu já deveria ter visto há um bom tempo. Felizmente, vou ver asap e logo comento aqui. Pelo que ouvi falar, é excelente. Can't wait.

INGLORIOUS BASTERDS: Tarantino. Um dos favoritos, talvez? Esse vai ser daqueles "não vou torcer pra que ganhe, mas não tenho problema caso ganhe."

PRECIOUS: Esse filme tá tendo uma promoção absurda nos EUA. Parece clichê, dramático e forçado. Já tem pra baixar, então verei asap.

UP IN THE AIR: Esse sim! To esperando esse filme há meses. E é totalmente GG material. I mean, vejam este trailer. Foda, não? E é do mesmo diretor de Juno.


MELHOR FILME - COMÉDIA

(500) DAYS OF SUMMER: Meu favorito? Acho relativamente improvável, mas tomara que ganhe!

THE HANGOVER: Outro indicado genial. Só com esses dois, já acho que tá mais difícil que os dramas.

IT'S COMPLICATED: O único dessa categoria que mal ouvi falar. Só sei que é da mesma roteirista de Alguém tem que ceder. Detestei. Meryl Streep, Alec Baldwin e Steve Martin. Meh, verei, mas..

JULIE & JULIA: Baseado em fatos reais, comédia sobre culinária com a Meryl Streep (de novo). Não deve ser muito bom.

NINE: Esse eu quero ver! Musical com Penelope Cruz, Nicole Kidman e Daniel Day-Lewis.


MELHOR ATOR - DRAMA

Jeff Bridges, CRAZY HEART: Nunca ouvi falar do filme, mas Jeff Bridges é foda. Quero ver. Candidato forte.

George Clooney, UP IN THE AIR: Outro candidato forte.

Colin Firth, A SINGLE MAN: Não conheço, mas parece bom.

Morgan Freeman, INVICTUS: Morgan Freeman fazendo Mandela? Tenso.

Tobey Maguire, BROTHERS: To louco pra ver! Jake Gyllenhall, Natalie Portman e Peter Parker.


MELHOR ATRIZ - DRAMA

Emiily Blunt, THE YOUNG VICTORIA: Filme sobre os primeiros anos da Rainha Vitória I. Meh..

Sandra Bullock, THE BLIND SIDE: Ehhh.. Futebol americano. Not sure if want..

Helen Mirren, THE LAST STATION: Outro drama histórico, esse sobre Tolstói. Kinda want.

Carey Mulligan, AN EDUCATION: Anos 60, Londres. Quero ver.

Gabourey Sidibe, PRECIOUS: A única candidata conhecida? I wonder qual é a mais forte, preciso ver esses filmes.


MELHOR ATOR - MUSICAL OU COMÉDIA

Matt Damon, THE INFORMANT!: Quero muito ver esse filme. Apesar de não gostar muito dele.

Daniel Day-Lewis, NINE: Fortíssimo candidato. Será que ele dança muito em Nine?

Robert Downey Jr., SHERLOCK HOMES: Por mais que eu goste do RDJ, estou receoso.

Joseph Gordon-Levitt, (500) DAYS OF SUMMER: Pra quem estarei torcendo.

Michael Stuhlbarg, A SERIOUS MAN: Filme novo dos irmãos Coen, quero muito ver. Possível forte candidato.


MELHOR ATRIZ - MUSICAL OU COMÉDIA

Sandra Bullock, THE PROPOSAL: *vomita*

Marion Cotillard, NINE: Forte candidata.

Julia Roberts, DUPLICITY: Meh.

Meryl Streep, IT'S COMPLICATED e JULIE & JULIA: Duas indicações, lol. To mais certo da Marion, hein.


MELHOR ATOR COADJUVANTE

Matt Damon, INVICTUS: Oh lawd, segunda indicação dele também. I wonder se esse filme presta.

Woody Harrelson, THE MESSENGER: Esse filme deve ser foda. E Woody ftw!

Christopher Plummer, THE LAST STATION: Sem comentários.

Stanley Tucci, THE LOVELY BONES: Peter Jackson + Saoirse Ronan, Rachel Weiszm, Mark Wahlberg e Susan Sarandon. Do fucking want!

Christoph Waltz, INGLORIOUS BASTERDS: Já ganhou, já ganhou! Melhor fucking personagem do filme. Os outros indicados precisam ser muito bons pra se compararem.


MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Penélope Cruz, NINE: Forte candidata?

Vera Farmiga e Anna Kendrick, UP IN THE AIR: Duas do mesmo. Meu, quero muito ver esse filme.

Mo'Nique, PRECIOUS: I wonder.

Julianne Moore, A SINGLE MAN: ♥


Tenho que sair agora e mais tarde eu continuo. Ainda faltam as categorias técnicas (incluindo melhor diretor) e os seriados. Mas só dessas listas já percebemos que tenho mais de 15 filmes para ver. BRING IT ON!

Preso na Escuridão (1997)

Título Original: Abre los Ojos
Direção: Alejandro Amenábar

Roteiro: Alejandro Amenábar e Mateo Gil

País: Espanha / França / Itália


Antes de mais nada, se você não sabe, Abre los Ojos é o filme que inspirou Vanilla Sky (um dos meus favoritos). Então, se você gostou do segundo, veja este.

O filme conta a história de César, um rico de 30 e poucos que herdou tudo o que tem dos pais. Ele é dono de uma compania famosa, é bonito, enfim, tem a suposta vida perfeita. Um dia, no seu aniversário, o seu melhor amigo leva uma convidada, chamada Sofia (Penelope Cruz). O cara diz que talvez ela seja a the one. A senhora perfeita. Porém, César de imediato é atraído por ela. Ele acaba indo pra casa dela e ele sai mais apaixonado do que nunca. Ele dá de cara com uma atual amante, que sempre lhe surpreende em momentos inusitados. Ele entra no carro dela e ela joga o carro por uma ponte. Ela morre e ele fica com o rosto totalmente desfigurado. E AÍ O FILME COMEÇA (to começando a gostar dessa frase, hah).


Bom.. Foi impossível não comparar os dois filmes. Também é muito estranho ver um filme pela primeira vez já sabendo tudo que vai acontecer, as in cena por cena mesmo. Não sei quantas vezes já vi Vanilla Sky, mas juro que não passam de 10. A estética de Vanilla Sky é muito mais atraente e interessante. A trilha sonora é maravilhosa (I mean, tem Radiohead e Sigur Rós) e a direção é fantástica. Preso na Escuridão (vai se foder com essas traduções!) é mais tenso e tem Massive Attack, heh. São poucas as diferenças entre os dois, mas enfim..


Genial.


Nota 9.4

2012 (2009)

Título Original: 2012
Direção: Roland Emmerich
Roteiro: Roland Emmerich e Harald Kloser
País: EUA

Heh, eu meio que gosto de ver filmes horríveis, pois aí posso destruí-los aqui, mesmo que com poucas palavras. Minha reação ao ver 2012:

Sim, it's that bad.

O filme começa (de verdade) no tal ano, com fenômenos bizarros sendo descobertos e tudo mais. Nosso protagonista é John Cusack. Ele mora na Califórnia. Então um dia a Califórnia é destruída pelas placas tectônicas. Ele salva sua família, claro, e os terremotos, obviamente, os perseguiam. Essa cena é muito engraçada, pois começa com uns tremores pequenos, mas aí fica um puta tempo mostrando todos fugindo do fim do mundo. Eu pensei na hora "seria awesome se o filme inteiro fosse assim, tudo sendo destruído all the time em todos os lugares." Mas aí essa parte acaba.


Não consigo me prolongar mais nesse lixo. Digo uma coisa, though, fazia muito tempo que eu não sentia uma vontade enorme de ir embora no meio do filme. Só não o fiz pois estava com um amigo. Eu já sabia que 2012 seria ruim, mas não tanto.

Ah, comentarei uma coisa, kinda movie related. De acordo com 9001 teorias e pessoas, o mundo de fato vai acabar em 2012. Assim sendo, eu sempre imaginei que acabaria essencialmente do nada. Tipo, estamos vivendo e tendo nossas vidas normais até que *plim* o planeta Terra desaparece e toda existência humana também. Esse tipo de fim do mundo do filme, com o planeta se deteriorando aos poucos até o ápice, 21/12/2012, seria bem mais legal. Still... Não.



Nota 2

Dias Incríveis (2003)

Título Original: Old School
Direção: Todd Phillips
Roteiro: Todd Phillips e Court Crandall
País: EUA

Então, lembra quando saiu Se Beber, Não Case que no cartaz dizia "do mesmo diretor de Old School"? Aí você pensava "OK, que porra de filme é esse?" Enfim, eu vi.

A proposta de Dias Incríveis (tradução horrorosa) é simples. Sabe aquelas frat houses dos EUA? Não? Eu explico. Frat Houses são aquelas casas ocupadas por estudantes americanos, onde rolam festas e tudo mais. Com nomes de letras gregas. Se você já viu alguma comédia colegial babaca, você sabe o que é. Elas normalmente são habitadas por descolados. Então, como seria se uma casa dessas fosse dirigida por um grupo de adultos, com o mínimo de relação com a faculdade colégio possível?

O trio é Will Ferrel, Vince Vaughn e Luke Wilson. Belíssimo tiro, eu diria. O apaixonado que acabou de casar mas já sente falta da vida de solteiro, o casado faz tempo mas que não aguenta mais e o nice guy. Nessa ordem. É sempre assim. Mas isso não é ruim. Old School tem piadas excelentes (eu ri muito de três, particularmente), mas ele não me convenceu muito, não.

Quando vi, jurava que o filme era dos anos noventa, mas aí vi que era de 2003. Impressionante como o senso de humor desse tipo de comédia mudou desde então. Ainda bem.


Ah, uma coisa curiosa: acho que esse foi o filme que disparou a Elisa Cuthbert (Show de Vizinha). Essa informação é relevante para alguns.

Nota 7.6

O Ódio (1995)

Título Original: La Haine
Direção: Mathieu Kassovitz
Roteiro: Mathieu Kassovitz
País: França

Eh, esperava bem mais.

O Ódio fala sobre conflitos entre a lei (polícia, governo, etc.) e seu "inimigo" (gangues, criminosos). São três protagonistas: Vinz (Vincent Cassel), Saïd e Hubert. A sociedade, do filme, um dos destaques, é interessante. Mostra guetos e suas relações nada amigáveis com intrusos, digamos. A história começa de verdade quando um policial perde uma arma e Vinz acha. Logo, ele vira um dos caras mais "respeitáveis" de lá, pois pouca gente possui esse tipo de equipamento. Tão diferente do Brasil, heh.

Mathieu Kassovitz é um David Ayer (Dia de Treinamento, Tempos de Violência) francês. Os filmes são muito parecidos e isso passa longe de ser ruim.

Also, Vincent Cassel é muito foda. Quero ser como ele quando crescer.


Nota 8.3

Coco Antes de Chanel (2009)

Título Original: Coco Avant Chanel
Direção: Anne Fontaine
Roteiro: Edmonde Charles-Roux e Anne Fontaine
País: França

Queria ver desde que saiu esse cartaz. Muito bom! O filme é massa também.


Coco Antes de Chanel conta a história de Coco Chanel e como ela começou o legado dessa famosa marca. Órfã, ela viveu quase com sua irmã. Ganhou o apelido de Coco por causa de um ato musical que fazia em um bar. Ela sempre foi direta e quieta. Gostava de costurar e, heh, falar mal das roupas de mulheres ricas. O que lhe deu um gosto peculiar e elegante para a moda. Um dia, ela conhece um ricaço com conexões e acaba indo morar com ele.

Uma coisa curiosa nesse filme é que, no final, algo acontece e Coco se volta inteiramente pro trabalho. Makes you wonder que, se não tivesse acontecido, ela não teria feito o que fez. Ou tanto. Ou tão bem. Enfim..

Nota 7.5

Caché (2005)

Título Original: Caché
Direção: Michael Haneke
Roteiro: Michael Haneke
País: França

Outro filme que eu queria ver faz tempo. Nesse, depois de ver, notei que tem uma certa polêmica na internet / lugares de discussão. Mas falarei sobre o que Caché se trata antes.

Um casal começa a receber fitas VHS deles sendo filmados na frente de casa (Lost Highway, alguém?). Horas e horas de fita mostrando somente a residência dos dois. Junto com as fitas, desenhos estranhos. Alguns dias depois, o homem do casal (Georges, o personagem, um ator muito bom que já vi outro filme francês excelente chamado O Adversário) começa a ter uns sonhos sobre a sua infância. E então ele cria suspeitas. Resolve seguir um endereço que uma das fitas mostrava e encontra um "amigo de infância." E então o filme começa.

Então, a polêmica (que me levou a uma discussão interessante sobre cinema com um amigo) é a seguinte: o diretor não esclare um dos mistérios do filme. Isso faz, naturalmente, com que muita gente não goste do filme. Tipo, o filme tá indo e de repente acaba. As pessoas detestaram. Por outro lado, tem quem não se importe com isso. Um final "incompleto" não acaba com um filme. E, sinceramente, eu acredito nisso. Não achei o final horrível, mas dá, sim, uma sensação de inconcluso.


O mérito de Caché está durante o filme inteiro. A maioria de vocês sabe que tenho a mania de dizer a palavra "tenso", mas esse é o melhor adjetivo para descrever Caché. O filme tem duas cenas bem.. pertubadoras, digamos, também. Ambas envolvem violência. Uma animal e outra é um suicídio. Muito foda, inesperada e realista a cena. Eu fiquei minutos boquiaberto.

Tenso. In a very, very good way.

PS: Cartaz feio.

PS2: Criei tag pro Haneke pois esse é o segundo filme dele que vejo (sendo o primeiro a versão americana de Funny Games) e pretendo ver mais. O cara é foda.

Nota 9

Zumbilândia (2009)

Título Original: Zombieland
Direção: Ruben Fleischer

Roteiro: Rhett Reese e Paul Wernick

País: EUA



Sim, outro filme que eu queria ver desde que soube da sua existência. Internet, eu te amo.

Zumbilândia é uma comédia romântica adolescente. No meio de um apocalipse zumbi.


Jesse Eisenberg (nome do ator, que também fez Adventureland) é um jovem nerd clássico. Ele passa o dia em casa jogando WoW, não tem amigos IRL e, bem, é basicamente isso. Ele mora sozinho e sua família em outra cidade. Então um dia acontece o apocalipse zumbi e ele é forçado a sair de casa e viver lá fora. Por ser uma cara.. relativamente frio que nunca teve contato humano de verdade, ele se dá bem nesse lance de sobreviver. Ele cria uma lista de regras chamada, se lembro bem, de "Guia de Sobrevivência em Zombieland". Elas, as regras, vão sendo citadas durante o filme todo e isso é muito legal. Coisas como: sempre verificar se o zumbi morreu mesmo, conferir o banco de trás, ter cuidado com banheiros, etc. O novo objetivo de vida de Jesse é ir na cidade dos pais ver se eles estão bem.

Então um dia ele encontra outro sobrevivente, ninguém menos que Woody Harrelson. Woody, assim como Jesse, nunca gostou muito de se relacionar com pessoas, muito menos agora numa situação dessas, então eles logo se dão apelidos. O jovem é Columbus e Woody é Tallahessee. Os destinos de ambos, na verdade. Eles não se dão muito bem no começo, mas they grow on each other. Inclusive, graças a Woody, Jesse cria uma regra no guia. A regra 32. "Aproveite as pequenas coisas." É o fim do mundo, afinal. Roube os vizinhos, ande na velocidade que quiser, quebre algumas janelas.


Eles acabam conhecendo outros sobreviventes. Duas meninas, Wichita (a Jules de Superbad) e Little Rock (a garotinha de Pequena Miss Sunshine). Novamente, nomes de lugares. Naturalmente, Jesse começa a gostar de Wichita. Mas, bom, isso é apenas o começo do filme.


Zumbilândia é sensacional. Sabe aqueles filmes que dão vontade de viver dentro do mundo que ele cria? Pois é. O mundo tava precisando de outra comédia de zumbis foda.

Nota 9.2

Lunar (2009)

Título Original: Moon
Direção: Duncan Jones

Roteiro: Duncan Jones e Nathan Parker

País: UK


Outro filme que eu queria ver desde que foi anunciado. Obrigado, internet.

Sam Rockwell está trabalhando na Lua. Sozinho. Por três anos. Pequena backstory: humanidade tem bases na Lua que geram energia para a Terra. As bases mal precisam de mão-de-obra, tanto que um cara dá conta do negócio. Mas aí, quando faltam poucas semanas para Sam finalmente voltar pra casa, começa a dar uma de Ilumin-, digo, ele começa a ficar meio louco. Mesmo tendo a companhia do computador inteligente Gerty (com a voz de ninguém menos que Kevin Spacey!). 2001, alguém? Kubrick much? OK, OK, parei.

A história de verdade começa quando ele tá fazendo uma operação de rotina com um veículo enorme e estranho, quando de repente ele tem alguma alucinação e sofre um acidente. Tanto tempo depois, ele acorda numa cama da base, com o computador falando o que aconteceu. Ele sugere ir no mesmo lugar investigar, mas o conselho diz que não é uma ideia e Gerty o proíbe de ir. Ele acaba indo e lá encontra o seu traje de astronauta.. consigo dentro dele. E AÍ O FILME COMEÇA.


Bom, na verdade, apesar do que falei no primeiro parágrafo, eu achei Lunar um filme ótimo. A semelhança com 2001 é logo descartada pois vemos que Gerty tem o objetivo de ajudar Sam sempre que possível, unlike HAL que se julga melhor que os humanos. Lunar é um daqueles sci-fi que você pensa "ei, isso pode acontecer um dia" quando acaba. O que não necessariamente é uma boa coisa.

Nota 8.8

Katyn (2007)

Título Original: Katyn
Direção: Andrzej Wajda

Roteiro: Andrzej Mularczyk e Przemyslaw Nowakowski
País: Polônia



Taí um filme que eu queria ver faz tempo. Obrigado, Telecine.

Como diz o cartaz, Katyn conta sobre um massacre russo na Polônia durante a segunda guerra. Bom, infelizmente eu não sei mais o que contar sobre o filme. Ele me deixou a reflexão que também tive quando li V de Vingança: é impressionante o que as pessoas podem fazer só por que as mandaram. A frieza dos soldados enquanto executam centenas de vidas é muito bem retratada aqui. Tiro na nuca, jogar o corpo no buraco, repetir.

Dê-me um militar em tempos de guerra e te dou um genocida.


Nota 9.

Gente Engraçada (2009)

Título Original: Funny People
Direção: Judd Apatow

Roteiro: Judd Apatow

País: EUA



Eis um filme que eu queria ver faz tempo! Funny People é o novo filme de Judd Apatow (Superbad, Knocked Up, etc.) e eu tava bem ansioso. Pois o filme não decepciona em nada!

Como o próprio nome diz, Gente Engraçada fala sobre comédia. Comediantes. Profissionais, milionários, stand-ups, amadores, gente que implora por algumas risadas de suas piadas supostamente boas. Ira (Seth Rogen) é um desses últimos, faz stand-up e tudo mais. Ele mora com Leo (Jonah Hill) e Mark (Jason Schwartzman). Que trio foda, por sinal, hein. Comediantes judeus FTW. Mark já trabalha num seriado de comédia babaca tipo Escolinha do Professor Raimundo (sério) e Leo é um meio termo entre os dois.

Uma característica dos filmes do Judd Apatow, como bem disse um amigo meu, é uma certa melancolia que paira pelo ar. Em Superbad ela é muito clara (a separação entre Michael Cera e Jonah Hill) e em Funny People o papel é de George Simmons (Adam Sandler). Ele também é comediante, mas ele é como se fosse um Jim Carey do universo desse filme. Ou seja, um cara muito, muito famoso por suas comédias. Bom, então George Simmons descobre que tem uma doença terminal e tem pouco tempo de vida. Isso, naturalmente, o muda bastante; ele assume um humor mais negro nos stand-ups (comediante bom mesmo nunca para de fazê-los) e essas coisas. Então um dia ele conhece Ira nos bastidores uma vez e George resolve contratá-lo como assistente/escritor de piadas. Ira, sem pensar duas vezes, aceita. E Gente Engraçada é sobre isso.


Por mais que a gente dê muitas risadas com esse filme, não tem como não pensar sobre a vida e sobre as pessoas que encontramos durante ela. O mesmo acontece com Superbad, na minha sincera opinião. Isso é uma característica única dos filmes desse cara. E, ei, já estou com vontade de rever Funny People.


PS: Eu odeio o Adam Sandler e sei que não sou o único, mas nesse filme ele tá decente.


Nota 8.8

Bastardos Inglórios (2009)

Título Original: Inglorious Basterds
Direção: Quentin Tarantino
Roteiro: Quentin Tarantino
País: EUA / Alemanha


Lindo.

Bastardos Inglórios conta a história de um grupo secreto de americanos (liderados por Brad "Aldo" Pitt) que, "contratados" pela Inglaterra, os ajudava a matar nazistas. Eles então encontram uma menina judia (como eles) que conseguiu escapar dos caras malvados quando criança. Ela acaba sendo forçada a ser amiga de uns nazistas (um se apaixona por ela) e eles resolvem fazer um evento no cinema dela, onde ela pretende sua vingança, com ajuda dos Bastardos. Bom, é basicamente isso. Como é bom ver material novo do Tarantino. Desde o primeiro diálogo, nota-se suas características no filme. Diretor foda é foda.

Ah, uma coisa que juro que pensei durante o filme. Sabe quando fazem filmes, digamos, históricos, os cineastas sempre querem deixar tudo muito fiel ao passado, certo? Ou seja, as pessoas se comportam da mesma forma, em todos os filmes. Bastardos Inglórios difere nisso, o que deixa tudo mais divertido.

Nota 9.3

Distrito 9 (2009)

Título Original: District 9
Direção: Neill Bloomkamp
Roteiro: Neill Bloomkamp e Terri Tatchell
País: EUA / Nova Zelândia


Finalmente! Você provavelmente já leu críticas desse filme falando que é um dos sci-fi mais originais dos últimos X anos. E isso é fato.

Distrito 9 é um pedaço da África do Sul habitado por, bem, aliens. Tudo aconteceu quando surgiu uma nave enorme na região, onde ela simplesmente parou de funcionar, no ar. Então os ETs desceram (estou especulando) mas logo foram recebidos pela hostilidade humana. Depois de um tempo de combate, a humanidade resolveu deixá-los lá, em espécies de favelas. Naturalmente, muita gente protesta ("o planeta é nosso!1"), mas grupos também defendem a estranha espécie. Um dos motivos pelo qual, sei lá, os humanos não explodem o lugar inteiro é ele contém armamento alienígena, o que, claro, atrai as pessoas sedentas de poder e tal.

O filme começa como uma espécie de documentário, seguindo um grupo da MNU (Multi-National United) que pretende mudar os ETs de posição para um outro lugar mais.. deserto. Então eles começam a ir de casebre em casebre, sendo gentis com os aliens, mas, claro, altamente armados. Em certo momento, porém, o líder dessa tarefa (um cara bem humilde, simpático e otimista) é exposto a um líquido ET bizarro e começa a sofrer lentamente uma mutação estranha. Ele acaba se separando do grupo de humanos e assume um braço alien. Logo, está sendo perseguido pela MNU e pelas pessoas, ou querendo matá-lo ou querendo saber como ele conseguiu um braço desses. Afinal, as armas alienígenas só funcionam quando identificam o DNA do ET enquanto a manuseia.


O filme é tenso. Ver o cara lutando para que tudo volte ao normal, assim como os aliens tramando ligar a nave de novo para ir embora e voltar para ajudar seu povo (e/ou destruir a raça humana). As barreiras que seres cruzam para salvar seus semelhantes, enquanto outros, para salvar somente a eles mesmos, fazem coisas absurdas.


Realmente, um grande filme de ação e ficção científica. Vejam.

Nota 9

Ano Um (2009)

Título Original: Year One
Direção: Harold Ramis
Roteiro: Harold Ramis e Gene Stupnitsky
País: EUA


Heh.

Jack Black e Michael Cera são dois caras estranhos (e losers) que fazem parte uma pequena vila, no meio do nada, muitos e muitos anos atŕas. Um dia, porém, Jack come uma Fruta Proibida e é banido. Michael Cera, naturalmente, o acompanha e então eles partem em uma jornada pelo mundo afora, onde encontram diversas figuras famosas como Cain, Abraão, entre outros.

Bom.. Não tem bem o que falar sobre o filme. É o humor de sempre, situação inusitada. Por exemplo, em uma cena, Cera está conversando com a menina que gosta (que virou escrava) e ele pergunta algo como "então, que horas você sai daqui?" e ela responde "eu não saio; eu sou uma escrava." Mas Ano Um é bem divertido. Dá pra rir bastante. Destaque para os papéis de Paul Rudd e Olivia Wilde.

Nota 8.4

2001: Uma Odisséia no Espaço (1968)


MINDBLOWNINGLY EPIC.


Sim, antes de mais nada, sou forçado a começar com o seguinte: eu nunca tinha visto 2001. How's that for a falha de um cinéfilo? Ainda existem zilhões de clássicos que ainda não vi (o que me fez criar o nome dessa sessão, aliás) e eu os verei, eventualmente. Não sei por que raios eu resolvi ver 2001 agora mas, oh Dear God, ainda bem que eu o fiz. Ninguém pode se considerar um fã de ficção científica se nunca viu esse filme. Muito menos um fã de Kubrick. 2001 é icônico, histórico e inesquecível. Tudo, agora, pra mim, mudou. Não faço nem ideia por onde começar. Eu ia só dar a nota, mas seria injustiça. Bom, pra mim, o filme claramente é dividido em três partes. The Dawn of Man, a metade e Jupiter and Beyond the Infinite. Assim, então, farei três parágrafos principais; um sobre cada.

2001 começa numa época interessante; quando a raça humana nem existia ainda. E é nesse pedaço que o filme tem algumas de suas cenas mais marcantes (citarei duas). Uma delas sendo momento também histórico para as espécies. Quando é descoberta a "tecnologia", no sentido de algo que ajude e melhore. No caso, a arma. Um dos primatas analisa uns ossos de alguma presa morta. Ele pega um osso e começa a brincar com ele. Bate com ele nos outros. Faz uma bagunça. Essa é a primeira cena famosona. Todo mundo já a viu. Então um dia, quando ele e seu grupo se vê em confronto com uma outra "gangue", ele resolve usar a arma, digo, osso em um dos inimigos. E, vejam só, ela se prova totalmente eficaz! Vitorioso, o primata "líder" atira o osso pra cima, em êxtase! E aí vem a segunda cena clássica de The Dawn of Man. Vou me adentrar um pouco mais nessa parte. Existe algo no cinema chamado elipse. É quando resolvem não mostrar algo, mas todo mundo sabe que aconteceu, basicamente. Se em uma cena tem duas pessoas duelando, ouve-se um tiro e, na outra cena, mostra um funeral, fica-se entendido de que alguma morreu. Um corte que separa dois takes. Em muitos filmes, usa-se disso para mostrar que o tempo passou. Às vezes comentam "10 anos depois", às vezes não e a gente "tem que adivinhar." Em 2001, acontece a maior elipse em tempo passado entre um take e outro já feita (possivelmente). Como eu disse, o primata joga o osso pra cima e, em câmera lenta, o vemos subindo. Quando ele atinge sua altura máxima e começa a cair, acontece o corte e logo vemos o espaço, onde uma nave faz um movimento similar a uma queda. Um lance de câmera na verdade, fazendo com que a nave parecesse cair. Notou a elipse? Milhares e milhares de anos se passaram entre aquela vitória dos primatas, onde possivelmente pela primeira vez uma espécie usava de alguma "ferramenta" para conseguir seus objetivos, e a atual nave espacial, extremamente tecnológica e complicada. E então, no espaço, começa a segunda parte do filme.

É, sem dúvida, o pedaço mais normal de 2001. Nem por isso, longe disso, a pior parte. A humanidade está numa missão a Júpiter e a tripulação conta com dois astronautas e um computador com IA novíssimo. AKA HAL 9000, da série de máquinas que jamais cometeram erro algum. Existem três outros astronautas na espaço-nave, mas eles estão em estado de hibernação, com propósito de poupar alimentos e relativos. Bom.. até aí tudo normal, apenas uma missão espacial. Então HAL comunica que previu a falha de tal mecanismo da nave e recomenda o seu imediato concerto. Um dos astronautas vai fora da nave e cata o pedaço para análise. Nenhum sinal de erro ou defeito. Eles entram em contato com a Terra e lá, depois de também analisarem a peça, ninguém acha nada errado. Nem mesmo outro computador da série HAL. A partir daí, os dois astronautas começam a suspeitar das decisões de HAL 9000. E, sim, o computador se volta contra eles. Não contarei o que acontece, mas o final dessa parte é triste. Novamente, memorável.

Então, enfim, a nave e um dos astronautas chegam em Júpiter. Essa sem dúvida é a parte mais.. estranha do filme, digamos. 25 minutos finais sem diálogo algum (assim como os 25 iniciais de The Dawn of Man). O homem chega lá e, sozinho, se vê mais velho. E, minutos depois, mais velho ainda. O astronauta se encontra comendo, em uma mesa. Acidentalmente, deixa um copo cair. O copo se destrói, o vinho permanece no chão. Ele olha pra cama e se vê mais velho. Então, enfim, seu corpo não está mais lá. Aquele recipiente. Somente seu ser, sua presença, está no quarto. A essência e ela busca a sua casa; o local de onde veio. A Terra. E assim acaba 2001.


Falar que Uma Odisséia no Espaço é visionário é pouco. O filme contém detalhes, e partes indispensáveis para a sua compreensão inclusive (notaram que eu nem mencionei o monolito?), que eu nem citei aqui. Não faz diferença, todos são geniais. Uma obra de arte impecável. Minha vida não será completa até eu ter esse cartaz que postei no meu quarto.


Uma curiosidade relevante: Na sua primeira exibição, 241 pessoas foram embora no meio do filme. Ninguém entendeu porra nenhuma. Arthur C. Clarke, que escreveu o filme junto com Stanley Kubrick, disse que "se você entendeu 2001 por completo, nós falhamos. Queríamos mais levantar questões do que respondê-las." Kubrick também disse que "todos são livres para interpretarem o que quiserem de 2001."

Nota 10

Paixão Suicida (2006)

Título Original: Wristcutters - A Love Story
Direção: Goran Dukic
Roteiro: Goran Dukic, baseado em conto de Etgar Keret
País: EUA/Croácia/UK


Paixão Suicida é original. O filme se passa num mundo que é o lugar para onde todo mundo se matou vai. Para a decepção deles, bem, é tudo praticamente igual ao mundo real. Com a diferença de que ninguém sorri.

Zia, nosso protagonista, é novo no local. Ele se matou por causa da namorada. Atualmente, ele divide o apartamento com um russo. Um dia, porém, Zia descobre que sua namorada também cometeu suicídio e está nesse mundo estranho. Ele (junto com o russo) parte numa jornada em busca dela. No caminho, eles encontram Mikal, uma moça que se matou sem querer (overdose). Ela busca os donos desse lugar, pois quer reclamar disso (não morreu de propósito) e quer voltar pro mundo real. Ah, o russo se matou sem querer também (derramou em cima da guitarra, em um show ao vivo) mas ele não tem problema em estar lá, afinal toda sua família está (é..).


Pelo que eu acabei de dizer, já dá pra perceber que é um filme com uma história bem estranha e diferente. Enfim, é um filme legal. É engraçado e você fica curioso pra saber como exatamente funciona esse mundo estranho.


Nota 8.2

Gigantic (2008)

Título Original: Gigantic
Direção: Matt Aselton
Roteiro: Adam Nagata e Matt Aselton
País: EUA


Brian (Paul Dano) é um cara de 28 anos que trabalha numa loja de colchões. Ele fala francês, é ocasionalmente perseguido por um mendigo e tem o sonho de adotar um bebê chinês. Um dia ele vende uma cama pra um gordo rico. No dia seguinte, a filha do cara vai na loja em busca de informações. A filha é Harriet (Zooey Deschanel), trabalha com a irmã por trás das câmeras de um programa de TV e não se dá bem com a mãe. E assim começa a relação deles.


Acho que a coisa mais importante e interessante desse filme é como ele é comum e normal; assim sendo, realista. Os fatos que eu mencionei são estranhos, sim, mas todo mundo é assim. Um dos irmãos mais velhos de Brian, por exemplo, é um clássico "valentão" de colegial, mas sabe falar japonês. Grande parte das pessoas tem características diferentes e é isso que torna tudo tão legal.

Ambos os personagens, do Paul e da Zooey, foram muito bem trabalhados e, novamente, é um daqueles filmes que dá vontade de ver de novo quando acaba. Se bem que to começando a achar que sinto isso por causa da Zooey..


Nota 8.8

Um Homem de Família (2000)

Título Original: The Family Man
Direção: Brett Ratner
Roteiro: David Diamond e Weissman
País: EUA


Ninguém sabe como vai ser o seu futuro. Você não sabe se (e quais) as decisões que tomou ontem ou mês passado vão lhe afetar. Nem de que forma. Talvez lhe afetem de um jeito tão passivo e despercebido que você nem ficará sabendo. E isso gera arrependimento. Pensar um pouco mais antes de ter falado aquilo, ter saído de casa naquela noite com os amigos ou quem sabe ter mudado o seu jeito rotineiro de ser só com aquela pessoa, aquela hora. Como eu disse, é possível que as decisões que mais lhe afetam no presente são acontecimentos que você mal lembra (inclusive, creio eu, esse é um dos motivos do porquê existem psiquiatras e relativos; buscar motivos e sentido em sentimentos). Isso tudo, naturalmente, deixa o homem muito pensativo e indeciso. É impossível que tenha existido um homem até hoje que nunca tenha pensado "e se eu tivesse feito aquilo?" E é nessa frase que Um Homem de Família se baseia.

Nicolas Cage faz o papel de um homem de negócios muito bem sucedido. Trabalha em Wall Street, ganha muito dinheiro, tem um carro fodão and all that jazz. Por pensar unicamente no trabalho, isso o fez um homem, talvez, egoísta, que só pensa no que ele gostaria de fazer. Ele mora sozinho e não tem mulher nem filhos. Assim sendo, ele já é diferente da maioria dos outros personagens normais do seu trabalho, e isso cria um carisma interessante nele. Isso e o fato de ele ser muito confiante em si mesmo.

Natal. Todos indo pra casa mais cedo, para as famílias. Uma época que faz Jack (Nicolas) pensar. "Seria eu uma pessoa mais feliz se fosse como todos? Se tivesse uma família saudável e normal?" De qualquer forma, faltando pouco pra meia-noite, ele vai comprar algo para comer numa loja qualquer. No loja, acontece um assalto. Bem, o cara chega com uma raspadinha "premiada" e o dono da loja acusa fulano de fraude. Ele tira uma arma. Jack acaba se metendo na confusão e propõe um trato. O cara aceita e eles saem juntos. Na rua, Jack, por algum motivo, se sente tocado pela.. falta de oportunidade, talvez, do fulano e fala sobre botá-lo em alguma instituição. O cara ri e nega. Eles conversam mais um pouco e o cara pergunta para Jack: do que você precisa? Culpado, Jack responde que não precisa de nada. O cara não acredita e enfim eles se separam. No dia seguinte, Jack acorda ao lado de sua ex-namorada (agora esposa) de anos atrás, em uma casa, com dois filhos e um cachorro. Mas ele continua sendo o Jack de sempre.


Um Homem de Família não só faz você refletir sobre se sempre fez as decisões certas (possivelmente não) mas te diverte e emociona, enquanto Jack tenta se adaptar nessa vida nova. Uma vida que, talvez, ele sempre quis e nunca percebeu.

Nota 9.1

O Sequestro do Metrô 123 (2009)

Título Original: The Taking of Pelham 1 2 3
Direção: Tony Scott
Roteiro: Brian Helgeland, baseado em livro de John Godey
País: EUA


Eh..

John Travolta é um ex-ricaço que foi preso por muitos anos e está de volta na vida criminal. Ele (com outros) resolve sequestrar um vagão de metrô e exigir 10 milhões do prefeito em 3 horas, ou então ele vai matar um passageiro a cada minuto que passa. Denzel Washington é um funcionário público humilde que trabalha na Central de Controle dos Metrôs (ou algo assim) e com ele que Travolta fala, quando começam as negociações.


Bom, é basicamente isso. É um filme tenso. Uma coisa que eu achei engraçada foi que o prefeito (de NYC) é o Tony Soprano, digo, James Gandolfini.

Nota 6.2

Distante Nós Vamos (2009)

Título Original: Away We Go
Direção: Sam Mendes
Roteiro: Dave Eggers e Vendela Vida
País: EUA

Novo filme do diretor de Beleza Americana, Estrada para a Perdição, Soldado Anônimo e Apenas um Sonho. Also, com o Jim de The Office! ♥

Away we go é uma dramédia sobre gravidez e paternidade. Burt e Verona descobrem que serão pais, logo no começo do filme, e vão logo felizes contarem as novidades para os pais de Burt (os dela morreram faz tempo). Porém, os pais vão viajar no mês que o filho vai nascer. O único motivo pelo qual Burt e Verona moravam naquela cidade era por causa dos pais de Burt e, bom, se eles vão perder o nascimento do seu primeiro neto, eles não parecem se importar muito. Assim sendo, o casal resolve viajar, em busca de parentes, amigos e, acima de tudo, um bom lugar pra morar e criar o filho.

Com o passar do filme, Burt e Verona se deparam com vários pais estranhos. Gente que abandona os filhos, gente que adota, gente que cria os filhos de formas diferentes e estranhas, famílias perfeitas, chatas, horríveis. E eles também percebem o quão sortudos são. O mundo é um lugar problemático, nada é tão simples e eles pareciam ser imunes a isso.


Um ótimo filme sobre paternidade. Makes you wonder.

Nota 8.4

Como Enlouquecer Seu Chefe (1999)

Título Original: Office Space
Direção: Mike Judge
Roteiro: Mike Judge
País: EUA


Obra de arte do criador de Beavis and Butt-head e King of The Hill.

Sabe quando a vida é cheia de conversas que você não gostou? Quando, no meio de formalidades banais, você se sente tão mal, mas tão mal, que dá vontade de matar a pessoa que está conversando contigo ou, hell, de se matar? E sabe quando você não pode evitar essas conversas pois você trabalha e é obrigado a conviver com um monte de gente chata e irritante? Sabe? Então você precisa ver esse filme.

Office Space (sim, vá se foder com esse nome br), em certos aspectos, prega a mesma coisa que Clerks. Seguinte: não se esforçe no seu trabalho. Mesmo que eu trabalhe feito um condenado, eu não vejo um centavo a mais, o salário é o mesmo. O que eu faço é trabalhar o suficiente para não ser despedido. "Eu não sou preguiçoso, eu simplesmente não me importo."

O engraçado desse filme (também) é que o protagonista não foi sempre um Randal da vida (vide Clerks). Ele era um Dante. Mas aí ele foi um psicoterapeuta or something e foi "hipnotizado." "Você vai relaxar, todas as suas preocupações estão sumindo lentamente, você sente seus olhos pesarem" e esse tipo de coisa. Mas então, quando o nosso protagonista, Peter, está super tranquilo, o "hipnotizador" tem um ataque do coração e morre, deixando Peter nesse estado. Só assim, então, ele começa a fazer o que quer e falar o que pensa. Viver de verdade, diriam alguns.

Outra coisa épica de Office Space é que Peter não era o único. O único cara que detestava o trabalho, digo. Ele tinha dois bros, um indiano chamado Samir e um cara igual ao Napoleon Dynamite, mas viciado em gangsta rap, chamado Michael. O fator rap, inclusive, se faz presente várias vezes e é genial. Em algumas cenas, tarefas comuns são feitas em slow-motion enquanto um hip-hop toca, deixando tudo muito mais badass. São 4 cenas assim, na verdade, e são todas sensacionais.


Enfim.. Ainda não viu? Do it now.


Nota 9.5

Up - Altas Aventuras (2009)

Título Original: Up
Direção: Pete Docter e Bob Peterson
Roteiro: Pete Docter e Bob Peterson
País: EUA


Então, o grande novo filme da PIXAR.

Up conta a história de uma dupla nada normal. Um senhor de idade, viúvo, e um jovem escoteiro oriental. O filme começa, na verdade, quando o velhote é uma criança. Ele era fã de um aventureiro chamado Charles Muntz. Esse cara um dia foi pra América do Sul com um zepelin (acho que é esse o nome). Ele era confiante e visionário e o nosso protagonista, Carl, o admirava muito. Então um dia, Carl conhece uma menina que também brincava de voar e sonhava com a América do Sul.

Muitos anos após isso, depois de uma convivência muito feliz e realizada, Carl está sozinho e o mundo já não é mais o mesmo. Em um mero dia aleatório, outro de casas sendo destruídas ao seu redor para a construção de prédios enormes, um escoteiro chamado Rusell bate na sua porta perguntando se ele poderia ajudar de alguma maneira. Era a única medalha que faltava, ajudar um idoso. Carl não vê motivo para dar atenção para o jovem então o ignora. Carl não está num bom dia. Coisas ruins aconteceram e ele não aguenta mais. Ele só lembra de sua mulher e do sonho deles: ir e morar na América do Sul. Então ele resolve prender vários balões na sua casa e sair voando pra lá. E é isso que ele faz. O escoteiro, porém, ainda estava na sua varanda.


A principal diferença entre Up e os outros filmes da PIXAR é que nesse não tem tanto romance. Sim, mostra o passado de Carl mas é só isso. Ele não tem ninguém "especial" nem Rusell. Isso dá um espaço enorme para o filme trabalhar em outras coisas, como desenvolvimento de personagens e comédia, por exemplo. Eu ainda não sei se prefiro Wall-E ou Up, mas esse aqui definitivamente vale a pena.

Nota 8.3

O Contador de Histórias (2009)

Título Original: O Contador de Histórias
Direção: Luiz Villaça
Roteiro: Maurício Arruda e José Roberto Torero
País: Brasil


O filme conta a história (HEH) de um dos maiores contadores de história do Brasil, Roberto Carlos Ramos.

Ele era o filho mais novo de uma família de 10 e sua mãe resolveu botá-lo no FEBEM. Mas ele sempre fugia. Com os seus amigos. A vida na rua era tensa. Roubava quando dava, mas eventualmente era pego e voltava pra FEBEM. Então um dia ele conhece Margherit, uma dona que estava lá estudando. Ela, francesa, resolve adotar o menino que, de acordo com o pessoal da FEBEM, não tinha mais jeito ou cura. Nunca voltaria a ser uma pessoa normal, estaria pra sempre fadado a ser uma má pessoa que não se pode confiar. Bom, a Maria de Medeiros (a francesa) adota e ele vira o famoso contador de histórias.

É um filme bom, mas é como a moça do FEBEM disse. Isso é milagre. A cada jovem "salvo", entram mais cinco ou dez. Enfim, de certo jeito, pode-se dizer que ela fez a sua parte.


Nota 6.2

Janela da Alma (2001)

Título Original: Janela da Alma
Direção: João Jardim e Walter Carvalho
Roteiro: João Jardim e Walter Carvalho
País: Brasil


Documentário brasileiro sobre a visão. Sim, sobre os olhos e enxergar.

Cegos, míopes, celebridades que já escreveram ou filmaram a respeito são entrevistadas em um pouco mais de uma hora de filme. Saramago, Win Wenders, entre outros.

Enfim, não tenho muito pra falar sobre o filme. Foi legal se identificar com pessoas relevantes, quando elas falam que gostam de usar óculos e tudo mais. Um documentário interessante.

Nota 8.3

500 Dias Com Ela (2009)

Título Original: (500) Days of Summer
Direção: Marc Webb
Roteiro: Scott Neustadter e Michael H. Weber
País: EUA


Mais uma comédia romântica indie genial.


Tom é um cara normal. Trabalhador. Entediado. Sonhador. Então um dia ele conhece Summer, a nova assistente do chefe dele ou algo do tipo. Ele se apaixona imediatamente e quer namorar a moça. Eles viram amigos, ela gosta dele, mas.. ela não é assim. Summer é uma alma livre, digamos. Não gosta de se prender. Não quer nada sério. E durante 500 dias, Tom lida com ela. Descobrindo. "Namorando." Tentando esquecê-la. Indo atrás dela. Ela, ela e ela.

Um dos motivos, eu acho, que me fez gostar tanto desse filme é que ele me lembrou de duas coisas que eu gosto muito. Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e How I Met Your Mother. O primeiro pela pureza do filme e porque ele não é linear. Mostra uma cena do dia 10 e logo depois do dia 251. Isso sempre é algo muito legal. E 500 Dias Com Ela me lembra de HIMYM por causa da relação (no começo) Ted x Robin. Se você conhece o seriado, deve ter lembrado deles lendo o primeiro parágrafo.


Mas não é só isso, esse filme tem mais algumas cenas em particular que são diferentes e muito interessantes. Que cairam muito bem no filme. Eu não vou falar quais pra não estragar. Junte isso com uma trilha sonora massa, atores legais, Zooey.. Ah, sim. A Zooey Deschanel é perfeita.

Nota 9.6

Coraline e o Mundo Secreto (2009)

Título Original: Coraline
Direção: Henry Selick
Roteiro: Henry Selick baseado em livro de Neil Gaiman
País: EUA


Took me long enough..

Coraline é uma garotinha que se mudou e está entediada. Ela então conhece os vizinhos, todos mais velhos e estranhos. Mas aí um dia, de saco cheio de tudo, encontra uma portinha na casa nova.. que está fechada. Só que ela confere depois outro dia e, tcharam, tem um caminho colorido que lida para um outro lugar. Tim Burton? Não, Neil Gaiman. Enfim, o filme é mágico. O tal mundo secreto é maravilhoso, mas, bem, não é real. Isso me lembra de Vanilla Sky..


Quer animação boa, veja Coraline. Arrependo-me profundamente de não ter ido para Porto Alegre ver o filme em 3D, já que ele foi feito para ver nesses cinemas.


Nota 9.2

Sicko - $o$ Saúde (2007)

Título Original: Sicko
Direção: Michael Moore
Roteiro: Michael Moore
País: EUA


Os EUA tem um péssimo sistema de saúde.


Nota 7.4

Brüno (2009)

Título Original: Brüno
Direção: Larry Charles
Roteiro: Sacha Baron Cohen e Anthony Hines
País: EUA


Fazia tempo que eu não ficava tão ansioso por uma estreia. E fazia tempo que eu não chorava de rir no cinema. Sacha Baron Cohen é um gênio e quem não acha isso não tem senso de humor.

Bom, todo mundo já sabe a história desse filme, né? Outro personagem de Sacha Baron Cohen e Brüno é um apresentador de um programa da moda, austríaco e gay de 19 anos. Um dia, porém, ele passa um vexame enorme na Europa e decide se mudar para Los Angeles, junto com Lutz, seu assistente e a única pessoa que ainda acredita no seu potencial. Acontece que o nosso protagonista é a pessoa mais egocêntrica, fútil e vulgar que existe. E, claro, ele não está nem aí. E, agora nos EUA, ele procura um "trabalho" novo: ser famoso.

Brüno é sensacional. Não bastasse as cenas de comédias normais, o filme também critica muito a sociedade americana, em vários aspectos. O que prova, como disse no primeiro parágrafo, que Sacha é mestre e sabe muito o que está fazendo.


Se você se sentiu ofendido ou constrangido vendo Borat, você ainda não viu nada. A imoralidade mora aqui.

Nota 9.5

Arraste-me Para o Inferno (2009)

Título Original: Drag me to hell
Direção: Sam Raimi
Roteiro: Sam Raimi
País: EUA



Uma imagem > mil palavras, certo? Acima foi a minha reação, na maioria das cenas do novo Sam Raimi.


Não, o filme não é horroroso. É que finalmente percebi que não tenho mais a menor paciência pra filme trash. Eu não consigo separar o que é feito pra ser sério e o que é piada. Se você gosta desse gênero, vai fundo, provavelmente vá gostar. Tem uma coisa no final que eu achei legal, mas... não.


Nota 3.5

Goodbye Solo (2008)

Título Original: Goodbye Solo
Direção: Ramin Bahrani
Roteiro: Ramin Bahrani e Bahareh Azimi
País: EUA


O que um taxista do Senegal e um velho depressivo tem em comum? Uma corrida de táxi.

Nela, o senhor menciona um trato: ir buscá-lo tal dia em tal lugar e levá-lo para um precipício que é ponto turístico da cidade. Ele pagaria bastante por isso. O taxista fica preocupado, mas brincando pergunta se o passageiro pretende se matar quando chegar lá. O velho fica quieto. E a partir daí, Solo (taxista) começa a tentar ser amigo de William (passageiro), sendo o motorista dele pra tudo.

O engraçado desse filme é que é impossível não simpatizar com Solo. Com o passar do tempo, ele acaba tendo uns problemas com a família, o que o faz passar mais tempo ainda com William. E ele que, a princípio, não queria um cara chato se preocupando na sua vida, acaba criando uma relação com ele bem interessante. Até que chega o dia do trato e.. Enfim.


Muito bom. No final, tem uma cena que vale o filme inteiro.


Nota 8.6